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	<title>ABCLes - Literatura Lésbica: Sonhar, amar sem medo, viver do nosso jeito &#187; Editorial</title>
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		<title>E a coerência, como vai?</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 19:53:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danieli Hautequest</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Na vida, tentamos (ou deveríamos) ser coerentes. Oferecer aquilo que realmente condiz com o que temos. Seja emocional, material, e, também, agirmos de acordo com a situação e finalidade. Com textos, não é diferente. Por exemplo: Doutora Amanda Munhoz estava irritada. Não contava com o engarrafamento terrível ao qual foi obrigada a enfrentar, naquela manhã. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/07/coerencia_chamada.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>Na vida, tentamos (ou deveríamos) ser coerentes. Oferecer aquilo que realmente condiz com o que temos. Seja emocional, material, e, também, agirmos de acordo com a situação e finalidade. Com textos, não é diferente. Por exemplo:</p>
<blockquote><p>Doutora Amanda Munhoz estava irritada. Não contava com o engarrafamento terrível ao qual foi obrigada a enfrentar, naquela manhã. Saia de casa sempre cedo, justamente para evitar o risco de atrasos. No entanto, por mais responsável que fosse não estava livre de imprevistos. Um acidente na pista durante a madrugada, o responsável por seu desgostoso dilema.</p>
<p>Trinta longos minutos depois do início do experiente, enfim seu consultório. Na pressa por recuperar o tempo perdido, Amanda deu apenas um rápido cumprimento à atendente e um bom dia tímido aos pacientes, que, àquela altura, deveriam estar inquietos com a demora.</p>
<p>Em sua sala, jogou sua bolsa no armário, sentou-se em sua cadeira, respirou profundamente:</p>
<p>&#8211; Ae, colega! Manda o primeiro boi entrar! &#8212; disse ao interfone, para a atendente.</p></blockquote>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/07/coerencia_2.jpg" alt="" width="236" height="257" />*barulhinho de vinil sendo arranhado*</p>
<p>ÊPA!</p>
<p>Notaram a discrepância gritante?</p>
<p>Até a infeliz fala da personagem, qual a ideia apresentada a respeito dela?</p>
<p>&#8211; Uma pessoa centrada, responsável;</p>
<p>&#8211; Médica. Mesmo que não tivesse vindo de família abastarda, teoricamente, deveria ter ótima educação.</p>
<p>A frase para com a atendente ficou totalmente incoerente com a imagem dada até então. O que nos faz, ao ler algo assim, irrevogavelmente torcer o nariz com a falta de cuidado da autora ao montar sua personagem. Numa simples passagem, a história já perde pontos.</p>
<p>Por mais que a médica tivesse intimidade com a atendente, e em vista disto, até se valesse de uma linguagem mais coloquial, provavelmente não usaria de tais termos, por estarem em ambiente de trabalho, e mais uma vez, por tal linguagem não condizer com o perfil até então apresentado da personagem.</p>
<p>Em uma linguagem mais informal, poderia ficar algo assim:</p>
<blockquote><p>&#8211; Simone, querida! Por favor, pede <strong>pro</strong> primeiro paciente entrar, sim! &#8212; disse ao interfone, para a atendente.</p></blockquote>
<p>Notem que ali se teve o uso do coloquial <strong>pro</strong> em vez de <strong>para o</strong>, da linguagem culta. Nestes casos, é correto usar, pois tratar-se da fala direta da personagem, ou seja, é a “pessoa”. Entende-se que nessa fala, no seu modo de se expressar, ela carregue educação, nível cultural, entre outras coisas. Ou seja, haveria uma conversa rápida e informal entre médica e atendente, contudo, preservando certos níveis de postura.</p>
<p>Acaso fosse uma narração, teria que ser usada a linguagem culta, pois é a nossa norma oficial. Ficaria assim:</p>
<blockquote><p>Em sua sala, jogou sua bolsa no armário, sentou-se em sua cadeira, respirou profundamente e pediu para que sua atendente mandasse entrar o primeiro paciente.</p></blockquote>
<p>Estes cuidados devem se aplicar na construção de cada personagem, para que possam agir e falar de acordo com seu eu psicológico.</p>
<p>Não é incomum vermos uma personagem nos ser apresentada de forma X, e lá no meio da trama, agir como se fosse outra pessoa, para se adequar a uma “reviravolta” na história, que na maioria das vezes, não passa de um remendo a uma má construção de enredo, onde a autora nem sabe mais o que escrever, e fica inventando trama dentro da trama para ver se numa dessas enfim acha um rumo.</p>
<p>Válido lembrarmos que as pessoas podem ter atitudes extremas em momentos complicados, mas aí, isto deve ser entendível durante a ação. Houve uma motivação.</p>
<p>Em trama que aconteça um mistério, a personagem pode agir de uma forma, ocultando seu real caráter, até o momento da revelação de suas armações. Entretanto, mesmo sem expor ser ela a praticante das “canalhices”, tais situações devem ser apresentadas dentro da história. Não se pode simplesmente “jogar” uma reviravolta, ela deve ter sido, mesmo que em alguns casos, sutilmente (estes são os mais difíceis e literariamente ricos), conduzida ao longo do enredo, até seu ápice.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/07/coerencia_1.jpg" alt="" width="300" height="178" />Às vezes vejo ótimas ideias, personagens maravilhosas, que se perdem em meio à falta de elaboração, furos nos roteiros e discrepâncias quilométricas entre os psicológicos. Quando se vai produzir uma história, tem que se ter em mente que você está criando vida.</p>
<p>Como é essa “pessoa”? Seu passado? O que ela pensa? O que ela gosta? O que ela quer? Agiria assim em situação X?</p>
<p>É trabalhoso? Com certeza! Mas certamente, também, torna a história mais consistente e real. Este real, não se refere à realidade x ficção. E sim, real no sentido de possível, convincente, mesmo que a trama seja a mais fantasiosa.</p>
<p>Literatura é contar histórias. Uma história bem contada é aquela que emociona, justamente porque as situações e sentimentos narrados nos convencem. Tem que haver empatia, senão, não passa de um grupo de parágrafos.</p>
<p>Aí uma autora mais “preguiçosinha” pode dizer: DH, sua CHATA, escrevo por hobby, porque gosto. Não preciso perder tanto tempo. Não vou lançar um livro, oras! É “apenas” publicação na net.</p>
<p>Respondo: leitora lê por hobby, porque gosta. MAS, somente aquilo que a agrada e segura sua atenção. Ou seja, também não vai perder tempo&#8230; Em procurar outra coisa para ler. Na “net” têm VÁRIAS, queridona  <img src='http://abcles.com.br/wp-content/plugins/smilies-themer/adiumicons/biggrin.png' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Deixando a brincadeira, vamos ser realistas. Quem se dá ao trabalho de escrever algo e publicar na internet, é porque, no mínimo, quer ser lida. Por que não usar de mecanismos que deixem sua escrita mais atraente? Por que não evoluir?</p>
<p>Furos de roteiro, construção de personagens e afins têm muito a ser abordado. Em futuros artigos, espero retomá-los e debater mais os temas com vocês.</p>
<p>Grande beijo, e até o próximo!  <img src='http://abcles.com.br/wp-content/plugins/smilies-themer/adiumicons/happy.png' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: right;"><em>PS.: os trechos usados para demonstrarem os exemplos foram escritos por mim para usar neste artigo.</em></p>
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		<title>Em CAPÍTULOS ou DE UMA VEZ?</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 13:33:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danieli Hautequest</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Perguntinha frequente em nosso querido meio lésbico literário virtual. As leitoras se dividem quanto às suas preferências e opiniões sobre a postagem de histórias longas. Vamos pegar então os prós, contras, e como eles são geridos pelo abcLES. PRÓS Em capítulos: É tipo novela, seriado, nos dá aquele suspense, aquela vontade investigativa de inventar mil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br />
<img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/05/editorial_materia3_2.jpg" alt="" width="334" height="251" />Perguntinha frequente em nosso querido meio lésbico literário virtual. As leitoras se dividem quanto às suas preferências e opiniões sobre a postagem de histórias longas. Vamos pegar então os prós, contras, e como eles são geridos pelo <strong>abcLES</strong>.</p>
<p><strong>PRÓS</strong></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Em capítulos:</strong></span></p>
<p>É tipo novela, seriado, nos dá aquele suspense, aquela vontade investigativa de inventar mil e uma suposições acerca do rumo que a história poderá seguir. O legal disto, é que a leitora tem a possibilidade de comentar suas teorias com a autora, com outras leitoras, além de interagir em tempo real quanto ao conteúdo, o que está gostando, espera. No lado da autora, tem ali um termômetro da receptividade da história. Bem como poder se aproximar mais de suas leitoras devido ao intercâmbio frequente.</p>
<p><strong>Completa:</strong></p>
<p>A leitora tem a oportunidade de ler a história até o fim de acordo com seu tempo livre. Para a autora, saber o que foi achado da obra como um todo.</p>
<p><img class="alignright" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/05/editorial_materia3_3.jpg" alt="" width="334" height="251" /><strong>CONTRAS</strong></p>
<p><strong>Em capítulos:</strong></p>
<p>Ansiedade, a leitora não conseguir esperar o dia das postagens para saber sobre o desenrolar da história. No entanto, em disparada, o maior contra é o medo de a história ficar incompleta. De começar a ler, se envolver, e acabar não vendo a conclusão.</p>
<p><strong>Completa:</strong></p>
<p>A autora perde aquela interatividade contínua com as leitoras, de poder se achegar a elas através dos comentários em vários capítulos, pois na história completa, resume-se a um da obra como um todo. Isto, quando a leitora, já satisfeita com o término, não acaba negligenciando o comentário. Fora que tem leitora que pega a história finalizada um bom tempo depois, e por conta disto, acaba também não vendo necessidade, ou ficando tímida em comentar.</p>
<p><strong>COMO ISSO É LIDADO PELO ABCLES</strong></p>
<p>Para nós, postar histórias longas em capítulos é o ideal, pois nos garante tempo e qualidade.</p>
<p>Depois da reestruturação da <strong>Seção de Histórias</strong>, iniciada no <em>início de abril</em>, histórias estreantes, mesmo as com o apoio de uma <strong>Beta</strong>, passam pelo <strong>Setor Editorial do abcLES</strong>, do qual, sou a <em>Editora Chefe</em>. Ou seja, o texto é revisto por uma de nossas <em>Revisoras</em> (<strong><em>Cristina Masan</em></strong> ou <strong><em>Suellen Oliveira</em></strong>), e depois, por mim. Só assim segue para a publicação.</p>
<p>Termos o tempo em trabalhar com as histórias em capítulos nos proporciona mais troca de ideias com as autoras. Dependendo do caso, damos dicas de melhoria semântica, toques quanto à gramática. Apesar de não fazermos uma revisão profissional, ainda assim, ajuda, e muito, na boa apresentação dos textos e na evolução das autoras.</p>
<p>Sabemos que o maior medo é a não conclusão das histórias, e assim como vocês achamos total falta de respeito. Por conta disto, só tenho aceitado publicar histórias completas, ou pelo menos <em>80% concluídas</em>, neste caso, havendo total comprometimento de conclusão por parte das autoras com as histórias no início de postagem.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/05/editorial_materia3_1.jpg" alt="" width="334" height="251" />Sei que ainda sofremos às vezes com atrasos, em alguns casos, ocorrem por serem histórias iniciadas sob o antigo sistema. Fora isto, temos às vezes os infortúnios de se trabalhar com internet: problemas de conexão e falta de eletricidade. No entanto, mesmo que atrasando algumas postagens, as histórias chegarão à sua conclusão. Salvo casos de total descaso das autoras com histórias em aberto há tempos. Nestes, sugiro que entrem diretamente em contato com elas, pois não há muito mais que possamos fazer, a não ser nos precavermos que situações como estas não voltem a acontecer.</p>
<p>Apesar das explicações que dei sobre nosso sistema, entendo que muitas ainda irão preferir às histórias completas. Sei que tem gente que não aguenta passar pela ansiedade, isso vai da pessoa, não tem jeito. A vocês, peço que não se esqueçam de comentar no final da história, não importa quando foi concluída, e que não limitem a visitação à <strong>Seção de Histórias</strong>. O <strong>abcLES</strong> tem muito conteúdo interessante a ser explorado e discutido em nossos <strong>Artigos</strong> e <strong>Colunas</strong>, fora as seções interativas do <strong>Chat</strong> e <strong>Fórum</strong> (em plena atividade em breve). Nossa meta, além de uma literatura virtual de qualidade, é incentivar novas formas de leitura e aplicação da cultura lésbica, bem como transmitir informação interessante e com fontes seguras.</p>
<p>Cada seção do <strong>abcLES</strong> é feita com carinho e pensando em vocês, aproveitem!</p>
<p><em>* Agradeço à amiga <strong>Sara Lecter</strong> pelo tema de hoje. Sugestões de pauta para a coluna, por favor, mandem para: <a href="mailto:danieli_hautequest@abcles.com.br">danieli_hautequest@abcles.com.br</a></em></p>
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		<title>O outro lado</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 20:29:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danieli Hautequest</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi discutido anteriormente o valor de um comentário ou crítica construtiva. O quanto é importante para as autoras saberem o que acham de suas histórias, receberem apoio, dicas, enfim, uma interatividade sadia com suas leitoras. Hoje veremos o outro lado: respostas das autoras. Da mesma forma que elas não gostam de se sentirem falando sozinhas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br />
<img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/05/2.jpg" alt="" width="274" height="398" />Foi discutido anteriormente o valor de um comentário ou crítica construtiva. O quanto é importante para as autoras saberem o que acham de suas histórias, receberem apoio, dicas, enfim, uma interatividade sadia com suas leitoras.</p>
<p>Hoje veremos o outro lado: respostas das autoras.</p>
<p>Da mesma forma que elas não gostam de se sentirem falando sozinhas, é muito chato quando as leitoras comentam e aquilo fica lá, no vácuo. Adorar receber comentários, também implica na educação de retribuir.</p>
<p>Sabemos que as autoras escrevem em seus raros momentos de folga. Algumas, num aperto danado. Temos autoras muito bem comentadas, que se fossem responder imediatamente a cada um deles, passariam dias fazendo mais nada. Obviamente, não queremos que nossas queridas sejam demitidas de seus empregos, muito menos, que parem de escrever, não é mesmo?</p>
<p>Para as autoras que realmente não estão com tempo, ou as que possuem muitos comentários para responder, não precisam arrancar os cabelos, nem tentar arrumar uma magiazinha para virarem várias: apenas demonstrem atenção.</p>
<p><img class="alignright" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/05/1.jpg" alt="" width="288" height="380" />Uma maneira legal é a autora deixar um agradecimento geral aos comentários recebidos, explicar que está na correria, mas que assim que puder, responderá. Faça isso, tanto na seção de comentários, quanto no capítulo, ou no próximo capítulo de sua história. Se for para o último e souber que não dará conta de responder logo, já deixe avisado.</p>
<p>Quando for responder, caso sejam muitos, dê o retorno a alguns, deixe outro comentário na seção avisando que logo responderá mais, fazendo isto até dar conta de todos. Mas responda. Existem os casos extremos (PC pifado, doença e afins) que impedem tais ações. Mas assim que puder, faça.</p>
<p>Total falta de consideração deixar um comentário sem resposta. Porque, diferente das leitoras que não comentam, as quais leem anonimamente, as que tiveram o carinho de deixar um comentário, mostram-se diretamente. Estão ali, muitas vezes com apelidos, mas ainda assim, são pessoas identificáveis participando de uma conversa.</p>
<p>Leitora ignorada é leitora que provavelmente desiste de comentar na história da tal autora, e por vezes, acontece o pior: simplesmente não participa mais, com ninguém. Perde a vontade. Afinal, ninguém gosta de ser desprezada.</p>
<p>Interatividade é troca, sua base, respeito.</p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>* Sugestões de pauta para a coluna, por favor, mandem para: <a href="mailto:danieli_hautequest@abcles.com.br">danieli_hautequest@abcles.com.br</a></em></p>
<p><em> </em></p>
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		<title>O Poder de um Comentário</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/o-poder-de-um-comentario</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Apr 2010 20:27:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danieli Hautequest</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Autoras amam receber comentários. Quem não gosta de saber que, aquele texto que fez com tanto carinho agradou, tocou alguém? De crítica, quem gosta? Ninguém. Geralmente, porque associamos ao negativo. Em um texto, há diferença entre um comentário e uma crítica? Apesar de ambos servirem como forma de análise, nos comentários, as observações, em sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br />
<a href="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/04/comentarios.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-876" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/04/comentarios.jpg" alt="" width="335" height="221" /></a>Autoras amam receber comentários. Quem não gosta de saber que, aquele texto que fez com tanto carinho agradou, tocou alguém?</p>
<p>De crítica, quem gosta?</p>
<p>Ninguém.</p>
<p>Geralmente, porque associamos ao negativo.</p>
<p>Em um texto, há diferença entre um comentário e uma crítica?</p>
<p>Apesar de ambos servirem como forma de análise, nos comentários, as observações, em sua maioria, expõem aquilo que se gostou no texto, e mesmo quando se chama a atenção sobre um ponto que poderia ter sido mais bem aproveitado, é feito levemente e de maneira gentil.</p>
<p>Já a crítica, nos lembra aquela coisa de apontar erros, deslizes. Para realmente se fazer uma crítica, precisa-se ter base teórica naquele assunto. Ou seja, para se criticar, é necessário conhecimento. Criticar por criticar, não ajuda na evolução do trabalho de ninguém, e fica com aquela feia impressão de birra.</p>
<p>Normal vermos críticas de livros espalhadas pela internet. A maioria fica entre os leitores, ou fãs, os quais discutem, mesmo que em muitas vezes sem um pingo de embasamento, suas opiniões. Temos aí uma típica, e triste, guerra de egos.</p>
<p>Pior ainda, quando isto é feito em uma seção de comentários dentro da história, como temos no sistema aqui do abc. É uma exposição direta: leitora x autora. O resto do mundo assistindo, por vezes, se metendo. Acaba virando aquele circo. Quando não, a crítica, por muitas vezes descabida, fica lá, piscando como um néon vermelho. A cada apaga e acende, a autora tem vontade de gritar, e na pior das hipóteses, sumir.</p>
<p>Críticas ou comentários maliciosos podem desestabilizar uma autora, ou até mesmo fazer com que pare de escrever. Não é exagero. Principalmente em se tratando de autoras novatas.</p>
<p>Descorda do ponto de vista? Tem base teórica para rebater um assunto, ou sugerir melhorias? É tão mais elegante enviar um e-mail para a autora, onde pode explicar sua proposição, criticar, caso tenha gabarito para tal. É uma troca muito mais madura e amigável.</p>
<p>Devemos sim, ter o direito de nos expressar, no entanto, sem confundir isto com imposição, ou usar do espaço para ser puramente maldosa. Por mais que se pense ter conhecimento técnico para esmiuçar um texto, ninguém é absoluto. É necessário bom senso, saber expor as ideias de forma que sejam caminhos de melhorias, e não somente decretos de falhas. Afinal, aquilo que vamos comentar ou criticar é o trabalho de alguém. Algo em que depositou tempo, expectativas, sentimentos.</p>
<p>Vejamos o caso do abc. As autoras postam suas histórias gratuitamente e com a maior boa vontade. O mínimo que podemos fazer é sermos educadas. Essa consideração com o que, vale também, para impulsionar o ato de comentar.</p>
<p>Nada pior para uma autora, do que ter a sensação de estar falando sozinha. Ela vê as visitas no texto, sabe que tem gente ali, mas ninguém “conversa” com ela. A falta de retorno é frustrante, desestimula.</p>
<p>Não gosta de se manifestar? Um direito seu. Obviamente, ninguém é obrigado a fazer o que não quer. Contudo, algumas leitoras dão a desculpa da timidez, falta de tempo, e até mesmo preguiça.</p>
<p>Vejamos por este parâmetro: A autora dedicou um tempo, não teve vergonha ou preguiça de escrever. Ou pode ter tido, mas venceu estas limitações, porque assumiu um compromisso de dar continuidade a uma história, ou publicar novas, pois sabe que as pessoas que a acompanham esperam por isto.</p>
<p>Nada mais justo, que a leitora, ante tanta consideração, dedique uns minutinhos para comentar, não é mesmo?</p>
<p>Vergonha? Deixa disso! A autora vai ADORAR saber o que achou do texto, receber seu carinho. Logo, você se enturma e estará, junto das outras leitoras, ajudando a autora a cada vez ter mais confiança, sentir-se querida, disposta a produzir mais e mais. Todas ganham, pensem nisso.</p>
<p>Falta de tempo e preguiça? Você não os teve para ler o capítulo, teve? Então, dedique só mais um tempinho para dar um retorno à autora. Se você realmente lê na correria, comente nos capítulos que puder, mas compareça. Se a correria for demais mesmo, comente no último capítulo, diga ali o que achou da história. Mas não deixe passar em branco.</p>
<p>Essa interatividade com as autoras é primordial. Ajuda na evolução do texto, do estilo de escrita, e na questão da confiança, da estima. Cada autora tem seus gêneros, modo de escrever, consequentemente, seu tipo de leitoras, de fãs. Que estas cuidem bem daquelas que lhes oferecem algo precioso: uma gostosa leitura.</p>
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