<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>ABCLes - Literatura Lésbica: Sonhar, amar sem medo, viver do nosso jeito &#187; Quadro a Quadro</title>
	<atom:link href="http://abcles.com.br/arquives/colunas/quadro-a-quadro/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://abcles.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 17 May 2012 01:54:48 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0</generator>
		<item>
		<title>Quadro a Quadro: Happy go Lucky</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/quadro-a-quadro-happy-go-lucky</link>
		<comments>http://abcles.com.br/destaques/quadro-a-quadro-happy-go-lucky#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 Sep 2010 16:49:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nell Felix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Quadro a Quadro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=2616</guid>
		<description><![CDATA[Capítulos 5 e 9 – e um pouco sobre Aoi Hana Num mês cheio de correria para cá, compra móveis para lá, arranja apartamento, fecha contrato, pedala, pedala, pedala, reaprende a cozinhar, e outras técnicas de sobrevivência do dia a dia em um novo país, que eu consegui finalmente me decidir em um projeto bacana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/09/happy_chamada.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Capítulos 5 e 9 – e um pouco sobre Aoi Hana</strong></p>
<p>Num mês cheio de correria para cá, compra móveis para lá, arranja apartamento, fecha contrato, pedala, pedala, pedala, reaprende a cozinhar, e outras técnicas de sobrevivência do dia a dia em um novo país, que eu consegui finalmente me decidir em um projeto bacana para trazer para vocês neste mês que, espero, tenha sido tão supimpa para vocês quanto foi para mim.</p>
<p>É. Supimpa. Vocês leram corretamente.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/09/happy_2.jpg" alt="" width="340" height="337" />A bola da vez é <strong>Happy Go Lucky</strong>: uma coletânea de histórias curtas sobre jovens na casa dos 20-e-alguma-coisa e suas vidas sexuais. Cada história mostra um casal novo, se descobrindo, se conhecendo, alguns de seus medos, parte de suas angústias &#8212; e algumas das histórias são até mesmo conectadas entre si, mas de uma forma mais passiva, normalmente por algum lugar ou uma pessoa que nem mesmo aparece.</p>
<p>As histórias que trouxe para vocês são obviamente as únicas que contém casais homoafetivos femininos (lá na terrinha eles chamam isso de “lésbicas”, já ouviram falar?), e são super simples. Aliás, tão simples que não vou nem me dar ao trabalho de apresentá-los. Não que a simplicidade atrapalhe, de forma alguma.</p>
<p><strong>Ué, não vai falar da autora hoje?</strong></p>
<p>Hah. A autora, <strong><em>Takako Shimura</em></strong>, é um dos motivos mor para eu apresentar essas historietas a vocês. Claro, achei as histórias super bacanas, e adoro a forma com que ela conta as mesmas, mas a frase chave neste caso é a seguinte: <em>essa é a mesma autora que criou </em><strong>Aoi Hana<em>.</em></strong></p>
<p><strong>Aoi Hana</strong><em> </em>não é um simples mangá yuri. É um dos <strong>melhores</strong> mangás yuri de todos os tempos, e ele ainda está sendo escrito, desenhado e lançado enquanto você está lendo esta coluna aqui.</p>
<p>O que faz com que ele seja tão bom, não é somente o fato de que retrata bem a vida de uma colegial lésbica tentando se afirmar no mundo, mas a doçura com que isso acontece. O desenvolvimento das personagens é maravilhoso: enquanto <em>Fumi</em> (uma das personagens principais) começa como uma garota tímida, chorona e um tanto sem voz no mundo, ela cresce e toma controle das próprias emoções, numa cena em que faz algo que deveria ter sido feito há um bom tempo e a melhor parte: ela não regride. Não somente isso, a forma com que sua amiga de infância (a outra personagem principal, uma garota chamada <em>Akira</em>) continua a tratá-la, como se nada houvesse mudado nos anos em que estiveram separadas, como se não importasse o fato de <em>Fumi</em> ser lésbica, também é muito gentil.</p>
<p>Essa delicadeza toda como história, e as personagens, em momento algum, falham, porque apesar da vida sexual de <em>Fumi</em> e seus anseios sejam os pontos climáticos na saga, a sexualidade dela não é exatamente o tema central. Isso ocorre de uma forma em que a vida normal delas como estudantes é tão importante quanto, e é disso que a ficção precisa mais, do que este mundo precisa mais: que nós sejamos retratados e tratados com essa naturalidade imensa que <strong>Aoi Hana</strong> propõe.</p>
<p>Uma pequena nota antes de fechar a coluna da semana: <strong>Aoi Hana</strong> foi transformado em anime há uns dois ou três anos, e é tão fiel ao mangá e tão incrivelmente belo, que me deixou imensamente triste por não ir mais além na história – embora o desenvolvimento das personagens continue formidável. Merece um sonoro “vale a pena assistir”.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="../wp-content/uploads/2010/09/AoiHana.png" alt="" width="384" height="258" /></p>
<p>Ps: Me recuso a traduzir <strong>Aoi Hana</strong>, até que esteja completo. Porém, se você se interessou e não se importa em ler em inglês, pode encontrar seu download no website da <a href="http://www.lililicious.net/projectDet.php?id=51" target="_blank"><strong>Lililicious</strong></a>.</p>
<p><a href="http://download203.mediafire.com/3yjohkm63ipg/0zlrk17djj17o4s/Happy+Go+Lucky-pt.rar" target="_blank"><strong><img class="alignnone" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/04/download.gif" alt="" width="16" height="16" /> Happy go Lucky – Capítulos 5 e 9</strong></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/destaques/quadro-a-quadro-happy-go-lucky/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Your Love</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/your-love</link>
		<comments>http://abcles.com.br/destaques/your-love#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 23:29:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nell Felix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Quadro a Quadro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=2291</guid>
		<description><![CDATA[Ah, o primeiro amor. Com ele vem a vermelhidão de nossos rostos quando nos aproximamos de quem faz nosso coração bater mais forte. Há aqueles que quando abrem a boca, mal emitem um som por estar frente à pessoa adorada. Alguns tornam seus rostos para o lado contrário, fingem-se bravos, fazem tudo ao contrário do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/07/yourlove_chamada.jpg" alt="" width="588" height="250" /></p>
<p>Ah, o primeiro amor. Com ele vem a vermelhidão de nossos rostos quando nos aproximamos de quem faz nosso coração bater mais forte. Há aqueles que quando abrem a boca, mal emitem um som por estar frente à pessoa adorada. Alguns tornam seus rostos para o lado contrário, fingem-se bravos, fazem tudo ao contrário do que deveriam. Outros agem com a maior confiança do mundo, batem no peito exalando um ar importante, quando na verdade tremem por dentro e morrem de insegurança como todos os outros.</p>
<p>É sobre um casal numa situação similar a essa que a curtíssima história <strong>Your Love</strong> retrata. Com apenas 8 páginas muito bem definidas e com uma arte excelente, mostra toda a insegurança de uma estudante sem nome em relação à sua namorada que, por algum motivo, não consegue nem olhar no rosto dela&#8230;</p>
<p>Confesso que, antes de ler esta história, eu não imaginava o quão interessante ela acabaria sendo, nem com quanta sinceridade descreveria a situação que mais nos pega desprevenidas, independente da idade, raça, cor ou credo: o amor por alguém, e o medo de uma rejeição – ou de uma falsa aceitação, seja ela por medo, carência ou o que for.</p>
<p>O conteúdo é ligeiramente impróprio para menores de 18 anos dependendo do país (rola uns seios por aí), mas eu não saberia dizer se eu realmente deveria deixar isso estampado já que as personagens com certeza não passaram dos 17 – e sinceramente, a puberdade e os hormônios naturalmente ficam ativos beeem antes dos 18&#8230;</p>
<p>Enfim, espero que gostem da (mínima) indicação da semana.</p>
<p>Uma pequena nota: a partir de agora, a coluna <strong><em>Quadro a Quadro</em></strong> será mensal. Isso se deve ao fato de eu ter me mudado de volta para o Canadá, e provavelmente estar procurando um lugar decente pra morar sem depender dos outros, e me preparando para o começo do meu ano letivo maluco enquanto vocês leem este artigo. Assim que a vida aqui na geladeiralândia se ajeitar, verei a possibilidade de voltar a escrever duas vezes ao mês. Mas até lá, força!</p>
<p><a href="http://www.mediafire.com/?mmzq2cg0dwmijym" target="_blank"><strong><img class="alignnone" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/04/download.gif" alt="" width="16" height="16" /> Your Love</strong></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/destaques/your-love/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Love My Life – Parte 2</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/love-my-life-%e2%80%93-parte-2</link>
		<comments>http://abcles.com.br/destaques/love-my-life-%e2%80%93-parte-2#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 23:10:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nell Felix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Quadro a Quadro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=2112</guid>
		<description><![CDATA[E foi numa correria entre encontrar amigos pela última vez em muito tempo, ajeitar coisas no banco, fazer muitas ligações, cortar o cabelo, terminar jogos que eu havia ficado de terminar a mais de um ano, levar pessoas a lugares, e um ou outro draminha familiar básico, que eu terminei de traduzir, editar e corrigir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/07/LML_chamada.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>E foi numa correria entre encontrar amigos pela última vez em muito tempo, ajeitar coisas no banco, fazer muitas ligações, cortar o cabelo, terminar jogos que eu havia ficado de terminar a mais de um ano, levar pessoas a lugares, e um ou outro draminha familiar básico, que eu terminei de traduzir, editar e corrigir essa última parte de <strong>Love My Life</strong>. Não que isso interesse a qualquer uma de vocês.</p>
<p>Se na primeira parte de <strong>Love My Life</strong> tivemos uma absurda coleção de descobertas sobre o passado de <strong><em>Ichiko</em></strong> e sua família, agora nesta segunda parte as coisas mudam ligeiramente de foco. A relação entre <strong><em>Ichiko</em></strong> e <strong><em>Eri</em></strong> se aprofunda mais, e assuntos delicados como a distância num relacionamento, traição e vingança são refletidos enquanto as personagens amadurecem mais e mais, cada uma seguindo seu próprio caminho.</p>
<p>A parte mais interessante de <strong>Love My Life</strong>, se me permitem dizer inclusive, é a forma com a qual esse amadurecimento se propõe, sem se forçar na personalidade de cada personagem, de cada situação. Outra coisa interessante é o quanto essa história é sobre orgulho – não tão somente o orgulho gay, mas o orgulho de ser quem você é a qualquer custo. Porque, como menciona <strong><em>Eri</em></strong> em dada parte, “se eu sou quem eu sou, não é por causa de quem meu pai é (…) eu sou meramente o produto de meus sentimentos.” E, sinceramente, não somos nós todos exatamente isso?</p>
<p>Boa leitura.</p>
<p><a href="http://www.mediafire.com/?yy5zyhhgamw1tjt" target="_blank"><strong><img class="alignnone" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/04/download.gif" alt="" width="16" height="16" />Love My Life – Parte 2</strong></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/destaques/love-my-life-%e2%80%93-parte-2/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Love My Life</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/love-my-life</link>
		<comments>http://abcles.com.br/destaques/love-my-life#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 22:04:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nell Felix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Quadro a Quadro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=1940</guid>
		<description><![CDATA[Olá você, sentada aí em sua devida cadeira/banquinho/colo de namorada/cama/sofá/elefante, que não tinha nada para fazer, ou estava perambulando pela internet, ou que simplesmente por algum acaso do destino talvez realmente tenha esperado pela minha coluninha desta semana de uma forma radiante e feliz (ahamtábomsentaláNell). Como você pode perceber, aqui estou eu mais uma vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/07/LML_chamada.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>Olá você, sentada aí em sua devida cadeira/banquinho/colo de namorada/cama/sofá/elefante, que não tinha nada para fazer, ou estava perambulando pela internet, ou que simplesmente por algum acaso do destino talvez realmente tenha esperado pela minha coluninha desta semana de uma forma radiante e feliz (ahamtábomsentaláNell).</p>
<p>Como você pode perceber, aqui estou eu mais uma vez com um mangá supimpa para ler. E não qualquer mangá, mas sim um dos mangás maravilhosos da sempre interessantíssima Yamaji Ebine.</p>
<p>“O QUÊ? OUTRO DELA? JÁ? VAI TE @#$%#@, NELL!”</p>
<p>É, vai. Reclama. Pode reclamar. Reclama aí, eu deixo. Terminou? Ótimo.</p>
<p>Enfim, Love My Life, para quem não sabe, foi o primeiro tankoubon completo e yuri feito pela Yamaji-sensei. A história é mais ou menos assim: @ editor/a da sensei certo dia perguntou a ela: “você não está a fim de escrever uma história mais longa, completa, complexa, etc., e yuri?”. Yamaji-sensei pensou um pouco e acabou escrevendo o bichinho.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/07/LML_01.jpg" alt="" width="361" height="400" />O resultado não poderia ser melhor para a moçoila: não só vendeu quem nem picolé em praia cheia no meio do verão, mas foi feito um filme em live action (ou seja, com atores e atrizes de carne e osso) baseado no mangá lá por volta de 2007. O mangá foi traduzido para o mandarin e diz a lenda que o filme vai pintar nos EUA, lançado por certa empresa chamada Wolfe Video.</p>
<p>Hmm, parece bom&#8230;</p>
<p>Não só parece, como é. Apesar de tudo, a história é simples: a personagem principal da vez, Ichiko, é filha de um tradutor um tanto renomado no meio. A mãe dela faleceu quando ela era uma criancinha, então Ichiko foi criada pelo pai, sozinho, por certa parte de sua vida fazendo com que ambos sejam mais próximos do que o normal, sendo grandes amigos um do outro. Com tanta proximidade, ela tem uma grande vontade de apresentar a pessoa por quem está apaixonada para seu pai &#8212; que ele, obviamente, não sabe que é outra garota&#8230;</p>
<p>Embora esse começo pareça um tanto quanto cliché, o que se segue são coisas não tão esperadas que acabam unindo a geração do pai da Ichiko com a dela própria nos pensamentos da garota, fazendo-a questionar vários impulsos e acontecimentos sobre os quais nunca teve muito controle, mas que acabaram impactando sua vida e de quem está a sua volta, para sempre.</p>
<p>É interessante levar em consideração a forma com a qual Yamaji-sensei descreve a vida das personagens e como elas tentam alcançar algo delas, um “lugar” confortável para elas, onde se sintam queridas, mesmo que isso faça com que sofram de formas mais variadas por conta de suas escolhas ou não. Ichiko como personagem e narradora, assiste a isso tudo e pensa com os próprios botões sobre as coisas simplesmente complicadas da vida.</p>
<p><strong>Semelhanças com outros trabalhos</strong></p>
<p>Assim como em Sweet Lovin&#8217; Baby (conteúdo de minha segunda coluna), existe um cuidado maravilhoso com o clima musical desta história: totalmente baseado em R&amp;B, funk, jazz e soul, Love My Life “possui” uma trilha sonora envolvendo nomes como Ephraim Lewis, The Isley Brothers entre outros artistas citados em referência (o que é de certa forma uma pena, já que nada disso é utilizado no filme, totalmente pop e sem metade da graça).</p>
<p>Outra coisa interessante que cheguei a mencionar previamente é o fato de LML voltar em assuntos tocados pela compilação Sweet Lovin&#8217; Baby, mais especificamente nas histórias Rain was Falling e Doomed Love, no que se dizem respeito à rejeição amorosa, conceitos de sexualidade e por aí vai.</p>
<p>Puxa, que legal, mas&#8230; Por que diz ali “1~6”?</p>
<p>Bom, considerando que sou apenas humana, decidi dividir o tankoubon (formado por 12 capítulos) em dois: 6 capítulos para essa seção, e os restantes 6 numa data futura. Então, não se preocupem, vou terminar de traduzir e postar aqui em breve &#8212; mas não agora.</p>
<p>Outra coisa que gostaria de adicionar: na minha coluna passada, quem baixou o Tropical Girls no dia que foi lançado e no dia seguinte, deve ter notado muitos erros de edição nas páginas. Pelo mesmo eu peço desculpas, e, se você ainda tiver paciência, por favor, refaça o download, já que voltei atrás e revisei o bicho inteiro. Espero que isso não volte a acontecer, mas de qualquer forma, deixo aqui minha retratação.</p>
<p>Por hoje é só, espero que vocês curtam a seleção da semana, vibrando e torcendo ao lado de Ichiko e todas as suas questões intimistas.</p>
<p><a href="http://www.mediafire.com/?5uho1mtnzzt" target="_blank"><strong> </strong></a><strong><a href="http://www.mediafire.com/?5uho1mtnzzt" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/04/download.gif" alt="" width="16" height="16" />Love My Life – Parte I</a> </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/destaques/love-my-life/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tropical Girls</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/tropical-girls</link>
		<comments>http://abcles.com.br/destaques/tropical-girls#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 22:47:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nell Felix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Quadro a Quadro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=1719</guid>
		<description><![CDATA[Na última vez que apareci por aqui, não me peguei com dúvidas de qual projeto fazer. Iria, naquele momento e estava levemente decidida, a me dar ao desfrute de traduzir e trazer a vocês um tankoubon entitulado “Honey &#38; Honey”. Porém, como minha falta de sorte é um tanto lendária, a este ponto, ambos meus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/06/topical_chamada.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>Na última vez que apareci por aqui, não me peguei com dúvidas de qual projeto fazer. Iria, naquele momento e estava levemente decidida, a me dar ao desfrute de traduzir e trazer a vocês um tankoubon entitulado “Honey &amp; Honey”.</p>
<p>Porém, como minha falta de sorte é um tanto lendária, a este ponto, ambos meus assistentes maravilhosos acabaram se enrolando com suas vidas. Explico: um deles de repente se viu em meio a apresentações de 3 de suas 5 bandas (não me pergunte como ele conseguiu o feito de estar em 5 bandas <em>ao mesmo tempo</em>), e o outro, bem &#8212; o outro é estudante de direito em final de semestre, não é necessária uma maior explicação para a falta de tempo livre do cidadão.</p>
<p>Com um tradutor e um editor a menos, o projeto foi abandonado (para esta semana, já deixo de antemão) para dar vez a um projeto “menor” (não exatamente&#8230;), com menor probabilidade de complicações e com um menor número de páginas. Foi neste momento que decidi trazer a vocês o um tanto esquisito mundo de <em>Akihito Yoshitomi</em>, em <strong>Tropical Girls</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Yoshitomi-sensei e Blue Drop</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Natsu_no_ari_01-pt.jpg" alt="" width="299" height="265" />Quem andou nerdeando e assistindo animes lá por volta de 2007/2008 talvez tenha ouvido falar sobre a série <strong>Blue Drop: Tenshitachi no Gikyouku</strong>, sobre certa menina que sem querer descobre que a colega de quarto dela é uma alien estudando a raça humana, e mais um monte de coisas. Longe de ser uma história chata pra caramba de <em>sci-fi </em>ou uma história fofinha e bobinha (como em muitas animações japonesas que causam uma severa ânsia no meu estômago), o quase que dramático palco de <strong>Blue Drop</strong> começou em 2005, nas mãos de <strong><em>Akihito Yoshitomi</em></strong>, certo <em>manga-ka</em> mais conhecido por uma série chamada <strong>Eat-man</strong>, que não tem nada a ver com o nosso assunto de hoje.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mas, mas, mas ele é um cara! Eles não costumam escrever S-genre?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Sim, é fato de que o S-genre normalmente limita-se a péssimos mangás nos quais garotinhas jovens se casam com homens quando crescem, apesar de passar o tempo inteiro de escola se atracando com outras menininhas. Porém, para a nossa sorte, Yoshitomi-sensei meio que segue adverso a essa história. A prova disso inclusive não está só em <strong>Blue Drop</strong>, mas nos outros curtas que o autor lança para a <strong>Yuri Hime S</strong><em> </em>(sim, o S está lá, mas isso só significa que são histórias escritas para rapazes mais do que para moças &#8212; o que no final das contas não quer dizer nada). E são esses curtas em específico, que foram lançados sob o nome de <strong>Tropical Girls</strong>, que é o assunto da semana.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Tropical Girls</strong><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/06/himitsu_no_seseragi_02-pt.jpg" alt="" width="416" height="268" />Tropical Girls</strong>, como o nome sugere, são historietas ocorridas durante o verão. Embora todas sejam sobre garotas nos seus prováveis 16 anos e tenham ideias pra lá de esquisitas (como nos contos <em>Natsu no Ari &#8211;</em> que traduz para algo como “formiga de verão”, e <em>Suika </em>que meramente significa “melancia”), elas acabam se tornando interessantes ao mostrarem certos temas comuns na vida de um casal: aceitação, como lidar com atração, certas questões de <em>timing</em>, entre outros.</p>
<p>Antes, porém, de entregá-las à leitura, já aviso que duas das 8 histórias não foram traduzidas por mera falta de tempo e outros problemas que a vida jogou à minha frente. Peço desculpas pela ligeira falta de profissionalismo ao deixar que merdas pessoais se enfiem no caminho do meu trabalho, e espero que isso não mais ocorra. E só.</p>
<p>Divirtam-se.</p>
<p><a href="http://www.mediafire.com/?vgymwztlqad" target="_blank"><strong><img class="alignnone" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/04/download.gif" alt="" width="16" height="16" /> Tropical Girls</strong></a></p>
<p style="text-align: right;"><em>* O link foi atualizado.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/destaques/tropical-girls/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Clover</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/clover</link>
		<comments>http://abcles.com.br/destaques/clover#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 00:13:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nell Felix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Quadro a Quadro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=1582</guid>
		<description><![CDATA[Para quem vaga pela internet procurando sempre por novos títulos de histórias em quadrinhos, livros, crônicas e contos, devo dizer que me impressionei um bocado nos últimos dois anos com o número de autores RUINS que andam aparecendo no mercado. Tá bom, coisa ruim sempre existiu, ainda mais para alguém que possui o defeito de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem vaga pela internet procurando sempre por novos títulos de histórias em quadrinhos, livros, crônicas e contos, devo dizer que me impressionei um bocado nos últimos dois anos com o número de autores RUINS que andam aparecendo no mercado.</p>
<p>Tá bom, coisa ruim sempre existiu, ainda mais para alguém que possui o defeito de analisar absolutamente tudo de uma forma crítica palpável. Chegou num ponto em minha vida em que eu passei a parar de analisar histórias para analisar a técnica com a qual elas são contadas – mais pelo fato de perceber que independente do potencial de um enredo bem construído, se a técnica com a qual ele é contado é medíocre, o trabalho se mostrará medíocre também (o que é o caso de um <em>certo</em> filme de <em>certas</em> criaturas azuis de <em>certos</em> três metros de altura, que não convém agora e nem é o ponto desta coluna).</p>
<p>Ao mesmo tempo, obviamente, se um autor tem uma técnica muito boa de contar uma história, ele pode até mesmo enganar um leitor ou dois e fazê-los pensar de que a história é boa – quando muitas vezes ela não é, e ele provavelmente vai se queimar no meio disto, afinal, firulas não constroem bons enredos.</p>
<p>Felizmente nenhum dos dois casos se aplica à <strong><em>Otsu Hiyori</em></strong>.</p>
<p><strong>E essa mulher é quem, mesmo?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><em><strong>Otsu Hiyori</strong></em> é uma <em>mangá-ka</em> subterrânea o suficiente para não possuir nem página na wikipedia inglesa (que, sinceramente, tem uma entrada até para coisas ridículas como “the quick brown fox jumped over the lazy dog” que é uma frase possuindo todas as letras do alfabeto inglês). De qualquer forma, as histórias dela de vez em quando surgem em uma <em>Yuri Hime </em>(que, como vocês podem notar pelo nome, é uma publicação que lança contos e histórias de conteúdo <em>yuri</em>), e é uma das poucas pessoas que conseguiram me surpreender com sua sutileza.</p>
<p>Conversando com meu amigo e parceiro em algum dos meus projetos, <em><strong>Mr. Krull</strong></em> (que me ajudou com a edição da seleção da semana, por acaso), percebi que não foi só a mim que a forma simples de contar histórias dessa autora surpreendeu.</p>
<p>Ao contrário de <em><strong>Yamaji Ebine</strong></em>, que mostra a que veio de uma forma gentil, mas sem segundas intenções escondidas em entrelinhas, <em><strong>Hiyori-sensei</strong></em> mostra um potencial incrível quando você termina de ler e lê novamente. Não, gente: isso aqui não é Matrix. Não tem coisas super psicodélicas escondidas em lugar algum, é somente a forma de interpretação das personagens que muda se você prestar bastante atenção.</p>
<p><strong>Clover</strong><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Clover01.jpg" alt="" width="354" height="419" />A dica desta semana está contida no tankoubon denominado <strong>Clover</strong> (trevo, em português). Ele conta quatro histórias sobre quatro irmãs, cada uma delas tendo seu foco no momento em que elas passam pelo ensino médio (o que gera uma mínima piadinha de<em><strong> Hiyori-sensei</strong></em> nas considerações finais do livro, fazendo uma menção a <em>girls love</em>, ou seja, aquele gênero pastoso e horrível de yuri direcionado a rapazes, onde garotas beijam meninas e se casam com homens depois de se graduarem no colégio).</p>
<p>Agora, uma das grandes mágicas de <strong>Clover</strong> é o fato que a história é contada de forma <em>cronologicamente inversa.</em></p>
<p><em> </em>Explico: enquanto o primeiro capítulo conta a história da mais nova das irmãs Tachibana, fazendo menção a uma personagem de outro capítulo em um quadrinho somente, o segundo capítulo conta a história da próxima irmã em idade, onde sua irmã mais nova aparece como uma criança, e assim sucessivamente. Quanto tempo demorei pra perceber isso? Bastante, a mulher é realmente sutil sem querer.</p>
<p><strong>No entanto&#8230;</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>&#8230;como a própria autora relata, a maior parte das histórias acabou se saindo mais como um <em>girls love</em> do que um yuri. Por causa disto, decidi repassar a vocês somente dois capítulos do livro: que seriam o capítulo 2, e o capítulo extra – que continua a história do segundo capítulo, sendo o único com uma continuação.</p>
<p>Peço que mantenham seus olhos atentos para as coisas não-ditas. Voltando ao papo sobre <em>story-telling</em>, uma boa técnica aliada a uma boa história nem sempre se pronuncia, mas sempre se destaca de alguma forma. E, se tratando de técnica e história, <em><strong>Hiyori-sensei</strong></em> possui ambos.</p>
<p><a href="http://www.mediafire.com/file/2vqjwt3dimm/Clover.rar" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/04/download.gif" alt="" width="16" height="16" /><strong>Clover</strong></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/destaques/clover/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sweet Lovin&#8217; Baby</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/sweet-lovin-baby</link>
		<comments>http://abcles.com.br/destaques/sweet-lovin-baby#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 May 2010 22:08:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nell Felix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Quadro a Quadro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=1441</guid>
		<description><![CDATA[Lá estava eu: sentada em minha cadeira de escritório giratória marrom, terminando de ler minha coluna da semana retrasada logo após ser publicada. O sentimento de euforia era um tanto quanto interessante — já que nunca fui grande fã de escrever — e imaginava como começar as minhas indicações, como introduzir minhas leitoras ao mundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>Lá estava eu: sentada em minha cadeira de escritório giratória marrom, terminando de ler minha coluna da semana retrasada logo após ser publicada. O sentimento de euforia era um tanto quanto interessante — já que nunca fui grande fã de escrever — e imaginava como começar as minhas indicações, como introduzir minhas leitoras ao mundo do <em>yuri</em>.</p>
<p>Naturalmente, minha primeira ideia foi apresentar-lhes algo da minha autora favorita, e foi exatamente o que decidi fazer. O problema em questão, no entanto, era <em>qual</em> mangá traduziria primeiro.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Peraê, Nell, que história é essa de traduzir?</strong></p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Rain_Was_Falling.jpg" alt="" width="320" height="247" />É. Enfim. Todo o conteúdo yuri em meu computador, quanto o que procuro encontrar na internet, está em inglês. Sendo fluente no idioma, para mim não é trabalho algum, já que leio textos inteiros <em>in english</em> desde meus tenros 14 aninhos como um treinamento forçado para aprender a bendita língua. Sabendo que nem todo mundo nesse Brasilzão (ou fora dele, sabe Deus quantas brasileirinhas estão lendo essa coluna em outras partes do mundo, né?) tiveram ou têm a mesma facilidade com aquela dita língua, decidi ser super supimpa e traduzir e editar todas as minhas indicações no muque.</p>
<p>É isso aí! Nasceu na semana passada o fansub de uma mulher só (com algumas ajudas de meu irmão gêmeo que não é de sangue coisa nenhuma) para a alegria da garotada.</p>
<p>Os específicos são super simples: para quem nunca leu mangá na vida, tudo o que você tem que fazer é ler os balões de fala da <em>direita</em> para a <em>esquerda</em>. Poderia ter modificado isso? Sim, mas achei melhor dar a sensação correta da leitura padrão. No entanto, como a tradução foi em sua maior parte feita por mim, esperem termos esdrúxulos e super casuais em conversas. Esse lance de Daniel-<em>san </em>pra lá e pra cá foi abolido, e também o português mais que perfeitamente polido como se todos os personagens fossem feitos de louça chinesa da era <em>Zhou</em>, a menos que declarado o contrário.</p>
<p>Provavelmente haverá inconsistências, já que a minha adaptação foi gerada de outra adaptação. Não entendo japonês, nem um pouco, então se você entende e leu a coisa de verdade, favor não me assassine. Me mande um e-mail, discuta o ponto de vista verdadeiro da situação, e serei gentil em aceitar sua crítica/sugestão.</p>
<p>Mas chega disso. Hoje é dia de falar da minha quase-musa: <strong>Yamaji Ebine</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Nell, quem é essa tia?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Doomed_Love.jpg" alt="" width="288" height="256" />Primeiro de tudo: “tia” é o escambau. Ela é <strong>uma</strong> das (muitas) razões pela qual sou absolutamente apaixonada por quadrinhos, principalmente da área <em>josei</em> (para mulheres maiores de idade), e é uma das poucas autoras que me deram fé de que existem títulos yuri bons <strong><em>sim</em></strong>.</p>
<p>Diz a lenda que os trabalhos dela foram lançados na França e fazem um bocado de sucesso por lá. Também reza a prece que de todos os trabalhos dela, os únicos que realmente deram certo foram as histórias de conteúdo lésbico — o que é muito bom para nós, vamos concordar, né.</p>
<p>Sendo uma fã do trabalho da moça, porém, foi muito difícil pensar em qual apresentaria a vocês primeiro. Possuindo em meu HD 3 <em>tankoubons </em>(um livro completo, sem fazer parte de uma série) completos e uma compilação de histórias curtas que ela lançou em momentos distintos, foi uma decisão que, de fato, mereceu atenção e cuidado.</p>
<p>Depois de reler tudo, tin-tin por tin-tin, decidi apresentar-lhes a compilação, que, não só é uma forma mais palatável de se começar a ler por terem contos super curtos e que se fecham em sí mesmos, mas também porquê possuem temas que voltam a ser discutidos nos outros trabalhos da autora sob uma luz diferente.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Sweet Lovin&#8217; Baby e outras histórias</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/05/SweetLovin.jpg" alt="" width="360" height="304" />Para quem é fã de J<em>azz</em>, <em>R&amp;B</em>, <em>Funk </em>e <em>Black Music</em> de todos os tipos, os mangás de Yamaji-sensei são um prato cheio de gostosuras. Isso se mostra óbvio principalmente pelo conto que começa esta coleção.</p>
<p><strong>Sweet Lovin&#8217; Baby</strong> não só é uma música deliciosa da <em>Laura Nyro</em>, como é uma história agridoce sobre uma menina e seu casal de amigas lésbicas. Os temas focados nesta história em particular voltam em <strong><em>Indigo Blue</em></strong> (que, se for para ser sincera, é meu mangá yuri favorito), mas de uma forma contrária à mostrada aqui.</p>
<p>Após isso, temos o prazer de ler uma história mais gentil chamada <strong>Rain is Falling</strong>, onde a personagem principal se encontra discutindo com uma completa e total estranha pequenos detalhes sobre si mesma, que ela nunca compreendeu. Prosseguindo, há o maior pesadelo de toda lésbica contemporânea no conto <strong>Doomed Love</strong>, cuja temática é revista em <strong>Free Soul</strong> (Em Nuances), e cujo final é tão verdadeiro quanto sincero.</p>
<p>A compilação termina com a muitíssimo ligeiramente safada <strong>Miyuki</strong><strong> </strong>que, embora não seja a minha favorita nem de longe, é se não me engano, a primeira história lésbica escrita por <strong><em>Yamaji Ebine</em></strong>, e meio que a razão pela qual a <em>sensei</em> acabou escrevendo todas as outras.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-1130" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/04/download.gif" alt="" width="16" height="16" /><a href="http://download1041.mediafire.com/4cm4dntng1cg/0nolnnwinjn/Sweet+Lovin%27+Baby+copilation.rar" target="_blank">Compilação:</a></strong><a href="http://download1041.mediafire.com/4cm4dntng1cg/0nolnnwinjn/Sweet+Lovin%27+Baby+copilation.rar" target="_blank"> <strong>Sweet Lovin&#8217; Baby</strong></a></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Uma pequena consideração final: </strong>Espero mesmo que vocês gostem da  indicação da semana. Para as que quiserem discutir as histórias mais a  fundo, sintam-se livres para fazê-lo nos comentários ou, se preferirem,  me mandem e-mails. Terei prazer em respondê-las o mais rápido possível.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/destaques/sweet-lovin-baby/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Primórdios</title>
		<link>http://abcles.com.br/colunas/quadro-a-quadro/primordios</link>
		<comments>http://abcles.com.br/colunas/quadro-a-quadro/primordios#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 May 2010 22:48:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nell Felix</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadro a Quadro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=1206</guid>
		<description><![CDATA[Foi em uma noite quieta que recebi uma mensagem interessante de uma amiga que possuo há alguns anos. “Preciso falar com você”, dizia. “Tenho uma proposta”. Obviamente, porque a vida acontece com frequência metendo-se em meio a nossos planos, apenas uma semana ou duas depois, que consegui entrar em contato com ela normalmente. Aí o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br />
Foi em uma noite quieta que recebi uma mensagem interessante de uma amiga que possuo há alguns anos.</p>
<p>“Preciso falar com você”, dizia. “Tenho uma proposta”.</p>
<p>Obviamente, porque a vida acontece com frequência metendo-se em meio a nossos planos, apenas uma semana ou duas depois, que consegui entrar em contato com ela normalmente.</p>
<p>Aí o desafio foi lançado: escrever uma coluna sobre um dos meus hobbies mais que sinceros e prazerosos:</p>
<p><strong>Mangas Yuri</strong></p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Chatting_at_the_Amber_Teahouse_ch11_11.jpg" alt="" width="200" height="288" />Ora essa, nossa querida leitora, sapatilha padrão, cuja vida não foi invadida na juventude – ou até um pouco mais tarde – pela febre japonesa de quadrinhos e animação (que começou há muitos anos com o maravilhoso sucesso de Akira e outras coisas do tipo, que não vem ao caso no momento), obviamente não tem a mínima ideia do que estou falando – o que me leva ao meu mais importante ponto aqui:</p>
<p><strong>Essa coluna é para você</strong></p>
<p>Comecemos pelo começo, queridas botinas: manga (também conhecido no Brasil como mangá), não é o desenho animado, mas sim as histórias em quadrinhos japonesas. Quando se fala de hq, nossos queridos humanos do outro lado do mundo definitivamente são os campeões em se tratando da diferenciação de gênero. Sejam histórias para crianças (<em>kodomomuke</em>), jovens mulheres (<em>josei</em>), molecada em geral (<em>shounen</em> ou <em>shoujo</em>, dependendo do sexo e conteúdo), rapazes (<em>seinen</em>), ou, enfim, lésbicas (também chamado de <em>yuri</em> fora do japão).</p>
<p>“Oh! Mas, não!”</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/05/moonlight_flowers_089.jpg" alt="" width="236" height="336" />Ora, pois sim, minhas sapinhas! Enquanto aqui no Brasil engatinhamos artisticamente no mundo homoerótico (ou simplesmente homossexual) de quadrinhos ou qualquer coisa que não seja um bom e belo livro, a galera do olho puxado já está nessa de escrever quadrinhos sobre mulheres entrosando-se com outras há uns bons 40 anos.</p>
<p>E você que achou que <em>The L Word</em> era mó incrível e radical, mano. Tsctsctsc.</p>
<p><strong>Mas é claro que nem tudo é assim bem bonito&#8230;</strong></p>
<p>Obviamente, como tudo nesse mundo, há um princípio, e neste em especial, começa com certa pessoa chamada <em><strong>Nobuko Yoshiya</strong></em>.</p>
<p>Yoshiya era uma escritora de romances entre garotas – tipo a <em><strong>Cassandra Rios</strong></em>, mas sem toda aquela parte erótica.</p>
<p>Por que digo isso?</p>
<p>Bem, imagine-se você em sua casa, lendo uma história dramática e excitante sobre duas mulheres que se amam tanto, tanto&#8230; Mas uma delas de repente se casa com um cara e “não vamos mais falar disso, já estou feliz e hetero”.  Ou você se pega num outro dia lendo outra história incrível como a primeira, onde a heroína alimenta dentro de si um destemido respeito misturado com amor e admiração, beirando a uma imensa paixão, por aquela colega de quarto/moça mais velha/irmã mais velha de sua melhor amiga/melhor amiga/professora e&#8230; E daí a protagonista se forma no ensino médio, conhece um cara, casa-se, tem filhos e leva todo o seu histórico lésbico como um grande aprendizado, ha-ha-ha.<img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Maya-funeral-procession-p251.jpg" alt="" width="320" height="480" /></p>
<p>Se você tem algum senso de bom-gosto em sua pessoa, assim como eu, tacaria o manga na parede. Ou tacaria no fogo. Ou apenas ignoraria sua existência para todo o sempre. Ou venderia no <em>Ebay</em> como uma maldição de filme de terror oriental: “passa pra frente porque é melhor do que ficar contigo” (e ainda ganharia uns trocados em cima do bicho).</p>
<p>Era por aí que a coisa andava. A senhora dona Yoshiya escrevia muito esse tipo de coisa, e acredite nisso ou não, o tema clássico dos mangas yuri era exatamente esse: drama descabido terminado em morte e/ou casamento com um cara. Meio que cheira um bocado à <em>Lost and Delirious</em>, não?</p>
<p><strong><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Indigo_Blue_Chapter_2_034.jpg" alt="" width="325" height="480" /></strong></p>
<p><strong>Ainda bem que o mundo anda&#8230;</strong></p>
<p>O tempo passa, voa, e os temas, obviamente, mudam. Hoje em dia, não temos mais tantos títulos reservadamente pitorescos e tristes. Temos artistas talentos@s. Temos histórias cujos temas vão desde a vida de colegiais descobrindo sua sexualidade durante inúmeras edições, até outras mais adultas, com um contexto mais interessante para as faixas etárias mais avançadas.</p>
<p>No final das contas, é para isso que existe essa coluna. Porque, por mais que o número de histórias em quadrinhos sobre casais lésbicos seja mais abrangente em temas – ou com eles pelo menos em evidência, ou com isso sendo somente mais uma parte da vida das personagens – sempre existirão histórias não tão legais, ou não tão apropriadas para nosso estômago no dia-a-dia.</p>
<p>E eu?</p>
<p>Serei seu querido filtro, caçando e depositando em sua vida um pouco mais de cultura lésbica em uma mídia diferente, vinda de todos os cantos do mundo, mas sem perder a qualidade.</p>
<p>Porque, sinceramente, historietas sobre colegiais que usam sua homossexualidade de trampolim pra vida adulta ao lado de um cara a ponto de negar tudo o que se passou antes, ninguém merece.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/colunas/quadro-a-quadro/primordios/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>13</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

