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	<title>ABCLes - Literatura Lésbica: Sonhar, amar sem medo, viver do nosso jeito &#187; Movimento</title>
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		<title>A vida é muito mais do que padres e pastores dizem que é</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 00:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pedro é filho único, nasceu numa cidade pequena, dentro de uma família fervorosamente religiosa. Foi batizado, como os pais queriam, e cresceu indo à missa todos os domingos. Entrou para a catequese ainda cedo e logo posto para ser coroinha. Afora isso, estudava, brincava com os amigos na rua. Adorava-os. Seus olhos brilhavam quando via [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/chamada_vida.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>Pedro é filho único, nasceu numa cidade pequena, dentro de uma família fervorosamente religiosa. Foi batizado, como os pais queriam, e cresceu indo à missa todos os domingos. Entrou para a catequese ainda cedo e logo posto para ser coroinha.</p>
<p>Afora isso, estudava, brincava com os amigos na rua. Adorava-os. Seus olhos brilhavam quando via os meninos correndo atrás da bola. Era o goleiro porque isso o permitia ficar olhando, observando sem que isso os incomodasse.</p>
<p>Foi ensinado em casa, na escola e na igreja que deveria crescer, se tornar um homem e ser pai de família. Essa era a única possibilidade de futuro que conhecia. Pedro, porém, não via graça nas meninas da escola, nem nas primas, nem nas que moravam em sua rua. E apenas ouviam quando os meninos enchiam uma ou outra de elogios.</p>
<p>Como se mantinha sempre ocupado, porém, não ligava para o assunto. Viveu a infância feliz, chegou à adolescência e era sempre coberto de elogios pelos pais, tios e avós. Era o menino de ouro, que se esforçava nos estudos, vivia cercado por outros meninos, sempre sorridente, gentil, nunca faltava a uma missa, ia sempre à catequese e ainda era coroinha. Alguns diziam que se tornaria padre. Ele não dizia nada.</p>
<p>Os problemas começaram quando os amigos começaram a ter suas namoradinhas. Ele não. Até que um dia ouviu pela primeira vez o novo apelido: “viadinho”. Ficou profundamente assustado. Não poderia ser aquilo. Não poderia ser anormal, um doente, uma pessoa que por seus atos se condena ao inferno.</p>
<p>Sempre ouvira piadas e comentários maldosos em relação a rapazes que se relacionavam com outros rapazes. Sempre ouvira a mãe dizer que preferia não ter tido um filho se fosse para ele ser daquele jeito. Ser “viadinho” era sujo, pecado mortal, era errado. Pedro não queria acreditar que o amor que sentia por seus amigos, em especial por Thiago, era aquilo que seus pais, os padres, os professores e a catequista mais abominavam.</p>
<p>Sem ter com quem conversar, recolheu-se. Porque o que não era aceito era melhor que ficasse escondido. Tinha medo, muito medo. Medo de si mesmo. Vergonha do que sentia. Vergonha de saber que os olhos brilhavam ao ouvir a voz de seu amigo. Vergonha de desejar a companhia dele mais do que a de todos os outros. Vergonha de querer passar dias e dias junto.</p>
<p>Pedro não aguentava mais e procurou um padre par ajuda-lo. Foi aconselhado a deixar esses desejos pecaminosos, esses pensamentos sujos que só o afastavam do caminho de Deus e procurar seguir o caminho da bíblia. E assim ele fez.</p>
<p>Fez faculdade, arranjou emprego e se casou. Passou a morar fora da casa dos pais, formou uma família. Continuava indo à missa todos os dias, repetia os discursos dos padres, dos pais, se horrorizava quando via um homossexual na rua. Ou fingia. Porque seu desejo era ser exatamente o que o outro era. Andava na rua de cabeça baixa com receio de que algum homem o flagrasse olhando, tinha medo de ser acusado de ter uma recaída.</p>
<p>Em casa, mantinha-se silencioso. Era rígido com os filhos porque achava que assim eles não se tornariam anormais ou doentes da homossexualidade. Era frio com a esposa, como tinha tido o exemplo em casa. Tornou-se um sujeito amargurado, taciturno, de poucos amigos, distante de si mesmo, que se obrigava a gostar de cerveja e futebol e a falar de mulheres no bar. Bebia. Bebia mais do que podia para esquecer os dias e desejava o fim de sua existência. Mas tinha certeza de ter dado aos filhos o exemplo certo e de que eles não se desviariam do caminho e jamais seriam “viadinhos”.</p>
<h4>Heranças</h4>
<p>Esta é uma história fictícia, mas baseada em fatos reais. O assunto desta coluna me foi trazido pela PrY, por e-mail, sugerindo que eu escrevesse sobre como a lavagem cerebral promovida pelas igrejas contra nós, homossexuais, é capaz de arruinar a vida de muitas pessoas.</p>
<p>Quantos homens e mulheres se casam e constituem família por que isso é uma obrigação? Não sei precisar. Eu fui ensinada assim. Fui criada num berço católico e sou considerada uma aberração porque me recuso a estar com um homem e rejeito totalmente me casar com um. Não, meu desejo é por outra mulher. E sou assim desde criança.</p>
<p>É lamentável os danos que uma educação moldada pelos ditames religiosos leve a absurdos, fazendo com que crianças e adolescentes carreguem para a vida adulta uma culpa que não existe e, por conseguinte, torne penosa a existência numa sociedade que tem medo de ver beijo gay na novela das oito, mas que se delicia assistindo a atrocidades em noticiários sensacionalistas.</p>
<p>É muito difícil compreender por que a comunidade religiosa fundamentalista é capaz de perdoar assassinos, bandidos ou estupradores que se convertem à religião e não aceitam que eu caminhe de mãos dadas com minha namorada pela rua, e não aceitam que um homem AME outro homem e que formem uma família.</p>
<p>Na vida de milhões de homossexuais, bissexuais, travestis e transexuais, o sentimento religioso e o temor ao deus são nitidamente reforçados, todos os dias, fazendo parecer que a religião por si mesma possa impedir naturalmente as escolhas humanas e o desejo velado de nossas mais profundas vontades. Não é bem assim.</p>
<p>Somos totalmente despreparad@s para a quebra de padrões instituídos na sociedade patriarcal, machista e heterossexual. E precisamos aprender imediatamente que as diferenças são só diferenças e não defeitos! Até quando haverá uma espantosa quantidade de dor causada por essa ignorância da hipócrita sociedade? E a responsabilidade pela mudança também é nossa.</p>
<h4>Ser feliz é SER</h4>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Elas_14.jpg" alt="" width="196" height="236" />Ser o que somos. E enfrentar as consequências por se ter coragem de ser feliz. Eu sou GAY e me orgulho! E digo para todas as pessoas, lésbicas, gays, bissexuais, trans e héteros: a vida continua e construir o amanhã é responsabilidade de cada um, apesar do que dói aqui dentro.</p>
<p>Temos que seguir de cabeça erguida, buscando sempre o melhor, mesmo sem nenhuma certeza de que vamos chegar lá. Isso porque nem mesmo nós sabemos onde é esse lá. Mas sabemos o que desejamos: um mundo de liberdade, igualdade e fraternidade, sem demagogia. E enquanto caminhamos, o importante é fazer da travessia sempre uma descoberta, um reencontro, um renascimento.</p>
<p>O importante é crescer para dentro e ficar maior do que o nosso próprio sonho. A vida pode ser ainda se a vida está viva. Morrer não é apenas estar enterrado. Morre quem anda sempre de olhos fechados, quem esqueceu a alegria no banco de trás do ônibus, quem não sabe quem é quando se olha no espelho porque escolheu se esquecer de si mesm@.</p>
<p>Ser feliz exige coragem. E pode ser que leve tempo para aprender que a vida ainda é a resposta quando tudo agoniza; que não precisamos segurar o vento com as mãos, mas apenas senti-lo no rosto. No entanto, temos que dar uma chance não apenas ao mundo, mas a nós mesm@s. Temos que crer que apesar dos joelhos esfolados e de termos perdido nossos melhores pedaços, podemos levantar e seguir nossa trajetória. Isso não é uma visão romântica da vida. É apenas a necessidade de sobreviver a si mesm@ e continuar sem escutar o “NÃO” da sociedade para nossa existência.</p>
<p><img class="alignright" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Elas_26.jpg" alt="" width="322" height="215" />Dizer “não” é mais fácil do que dizer “sim”. Dizer “eu não sou gay” é mais fácil do que se orgulhar de dizer “eu sou gay”, não apenas com palavras, mas em atitudes, todos os dias. Quando dizemos não, protegemo-nos das decepções, não damos a cara a tapa. Agora, o sim implica em inúmeros desafios porque expomo-nos e nunca sabemos as consequências reais. Tudo na vida é uma questão de não ou sim.</p>
<p>Então, vá lá e diga sim a você mesm@ primeiro. Aceite suas inseguranças, erros e medos sem culpa: ninguém é perfeito, nem héteros nem LGBTs. Procure a sua felicidade sem se importar com o tempo. Ele é nada mais do que um conceito. E acima de tudo, não perca de vista o seu coração, aquilo que VOCÊ É. Porque quando deixamos de sentir, deixamos de ser.</p>
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		<title>O velho e batido discurso fóbico da Igreja: o alvo agora somos @s LGBTs</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 13:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
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		<category><![CDATA[O amor que ousa dizer o nome]]></category>

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		<description><![CDATA[O ano nem bem começou e já nos deparamos com declarações homofóbicas daqueles que, segundo dizem, são mensageiros do amor. Irônico, não? Mas, na última segunda-feira, durante um pronunciamento de ano novo a diplomatas de quase 180 países acreditados no Vaticano, o Papa Bento XVI disse, do alto de sua “santidade”, que o casamento homossexual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/papa.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>O ano nem bem começou e já nos deparamos com declarações homofóbicas daqueles que, segundo dizem, são mensageiros do amor. Irônico, não? Mas, na última segunda-feira, durante um pronunciamento de ano novo a diplomatas de quase 180 países acreditados no Vaticano, o Papa Bento XVI disse, do alto de sua “santidade”, que o casamento homossexual é uma das várias ameaças atuais à família tradicional, pondo em xeque &#8220;o próprio futuro da humanidade”.</p>
<p>De acordo com Bento XVI, a educação das crianças precisa de &#8220;ambientes&#8221; adequados, e &#8220;o lugar de honra cabe à família, baseada no casamento de um homem com uma mulher&#8221; (qualquer semelhança com Bolsonaros da vida NÃO É mera coincidência). &#8220;Essa não é uma simples convenção social, e sim a célula fundamental de cada sociedade. Consequentemente, políticas que afetam a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade&#8221;.</p>
<p>O primeiro ponto que quero abordar é esse conceito “família tradicional”. Que tradição é essa? Desde quando? Instituída por quem? Ou alguém pode negar que NUNCA na história da humanidade houve um modelo único de família? Algum historiador tem provas irrefutáveis de que em todas as casas, comunidades e tribos a composição do núcleo familiar era a mesma desde a Antiguidade até os dias atuais? A família foi sempre a mesma, sem quaisquer alterações? Pelos conhecimentos superficiais que tenho, a resposta é NÃO.</p>
<p>A &#8220;Santa Igreja Católica&#8221;, que se coloca como guardiã da vida, da moral e dos bons costumes, da qual o Papa é o líder máximo, promoveu a &#8220;Santa Inquisição&#8221;; ofereceu a “base teórica” para justificar a escravidão; dizimou milhares de culturas indígenas com sua &#8220;catequese&#8221;; fechou os olhos para a matança de milhares de negros e índios em nome do poder e da riqueza; apoiou o Nazismo; é a favor da mortalidade feminina interferindo em questões LAICAS de direitos reprodutivos e acoberta os casos de pedofilia DENTRO DO PRÓPRIO CLERO.</p>
<p>Mas a ameaça à humanidade somos nós, @s homossexuais!</p>
<p>É muita hipocrisia insistir no discurso de que “o homossexualismo (sic) é objetivamente um transtorno e constitui para muitos deles (nós, @s homossexuais) uma provação”. Mas vejam só que lindo: a Santa Sé condena ainda qualquer tipo de perseguição violenta aos gays e afirma que tod@s @s que quiserem “mudar de vida” serão bem-vindos à Igreja.</p>
<p>A mesma instituição que prega que tod@s @s seres humanos são filh@s de seu deus e, mais ainda, criad@s a imagem e semelhança dele, apresenta um discurso de sua autoridade máxima NEGANDO aquilo que “está na bíblia”. Seremos aceit@s apenas se formos tod@s cordeirinh@s, mans@s e seguirmos aquilo que querem que sigamos e acreditemos.</p>
<p>A Igreja recusa-se a aceitar que não se escolhe nascer homo, hétero ou bissexual. SOMOS ASSIM! É a diversidade da espécie humana, tão comum na natureza.</p>
<p>O maior medo da Igreja Católica – e das demais doutrinas religiosas dogmáticas – é justamente a emancipação das pessoas quanto ao “pensar”. As igrejas mundo afora têm sua força baseada na vida do além, ou seja, naquilo que se supõe que exista e que acontecerá algum dia.</p>
<p>As religiões, TODAS, se escondem atrás da palavra “mistério”, aquilo que não se pode entender e deste modo pretende que nunca se possa analisar criticamente o que não pode ser explicado.</p>
<p>A verdade, porém, é que atrás do mistério pode-se esconder de tudo, por exemplo, a infabilidade papal. Assim que o homem é eleito Papa – num ritual de conchavos do qual pouco sabemos – ele é imediatamente elevado à categoria de perfeito e infalível, aquele que não comete erros.</p>
<p>Convenhamos que é muito fácil comprar o perdão dos mortos com um texto bem escrito, como os milhões de negros e índios que morreram pela sede do ouro e do poder da Santa Madre Igreja, para sustentar a opulência de seu clero. Muito fácil também é proclamar santa quem fora queimada viva numa fogueira, como Joana D’arc.</p>
<p>O discurso do Papa deixa claro que, para a Igreja, nós homossexuais somos uma espécie de fenômeno, de erro humano que possa ser “consertado”. Essa mesma igreja recusa-se, porém, a também ser vista como um fenômeno humano e social e, como tal, possa ser analisada.</p>
<p>Será que tod@s @s que se dizem seguidores do Cristo conhecem a história daquilo que professam? Sabem que a “divindade” de seu Jesus foi votada num Concílio numa época em que a Igreja perdia adeptos? Sabem que o mito da ressurreição ao terceiro dia foi copiado da mitologia egípcia, muito mais antiga? Entendem que o domingo ser considerado “dia santo” vem da fé dos gregos antigos à adoração do sol? Será que tod@s @s que rezam o credo têm noção de que a bíblia é um livro montado, editado e traduzido de acordo com os interesses das religiões, de acordo com aquilo que mais convém a elas?</p>
<p>Dentro da minha própria família a resposta grita! Eu não teria o menor problema em conviver com religiões e religiosos se estes se dignassem a realmente apenas oferecer àquelas e àqueles que buscam o conforto para a alma numa crença em uma entidade superior, todo-poderosa, que governa o Universo segundo seus desígnios, caprichos e bel-prazer.</p>
<p>O problema é quando aquilo que foi criado para oferecer conforto a essas pessoas oferece não só desconforto a outras, como dissemina o ódio e, apesar de a Revolução Francesa ter determinado a separação entre Igreja e Estado, resiste em sair da Idade Média quando era o centro de poder do mundo.</p>
<p>O deus oferecido hoje pelas igrejas, que, segundo análise de Michael Focault, se utilizam do medo e do temor para atingir o domínio das mentes, é um deus antropomorfizado, não mais um mistério divino, mas um mistério humano.</p>
<p>Religiões baseadas em magia, alguma aparição, vozes saídas de nuvens ou na intervenção do sobrenatural em várias formas: milagres, revelações ou um homem erguendo-se dos mortos, atraíram milhões de pessoas com suas pretensões. E o que fizeram à história humana? Guerras, perseguições e massacres. É o preço que pagamos, crentes ou não, pelo fanatismo.</p>
<p>O “credo” que rezo é muito diferente do que me foi ensinado nos anos de catequese. Creio no ser de iguais direitos, de não ser igual ou diferente, apenas SER. Creio que não existem meios termos, existem pessoas! Acredito que o preconceito é, na verdade, a camuflagem para o desejo e para o medo de descobrir sobre si mesm@.</p>
<p>E apesar de não ser cristã e de não professar essa fé, rezo por tod@s aquel@s, incluindo o Papa, que ainda não aprenderam a ser gente. E espero que um dia ninguém seja visto ou dito melhor ou pior, que seja possível ser apenas e viver dignamente com a cor que nascemos, com o sexo que escolhemos e com o gosto do gosto que queremos.</p>
<p>Minhas preces se resumem a apenas uma: que a quem se julga “melhor”, “superior”, “perfeit@” ou mais “pur@”, seja dado o presente de entender que tod@s nós nada mais somos que iguais. Amém.</p>
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		<title>PLÁGIO: Agora foi a vez da Astridy Gurgel!</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 22:38:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danieli Hautequest</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Enfoque Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento]]></category>
		<category><![CDATA[Variedades]]></category>

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		<description><![CDATA[Não bastassem os casos de abusos, usos indevidos, “modificações” de obras e o último, o plágio descarado por parte da “autora” leiacris01 (saiba detalhes aqui), tivemos o absurdo de uma cidadã não somente plagiar uma das histórias da Astridy Gurgel, mas também, publicá-la como livro (impresso e eBook) em uma editora sob demanda portuguesa e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/chamada_plagio_astridy.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p style="text-align: left;">Não bastassem os casos de abusos, usos indevidos, “modificações” de obras e o último, o plágio descarado por parte da “autora”<em><strong> leiacris01</strong></em> (<a href="http://www.abcles.com.br/historias/viewstory.php?sid=990&amp;chapter=3" target="_blank">saiba detalhes aqui</a>), tivemos o absurdo de uma cidadã não somente plagiar uma das histórias da <em><strong>Astridy Gurgel</strong></em>, mas também, publicá-la como livro (impresso e eBook) em uma editora sob demanda portuguesa e, inclusive, vender e ganhar em cima de uma obra que não lhe pertence.</p>
<p>A tal “autora”, <strong><em>Francesca White</em></strong>, pegou a história <strong>Amor Selvagem</strong>, da <em><strong>Astridy Gurgel</strong></em>, modificou o título para <strong>Um Amor Diferente</strong>, alterou alguns nomes das personagens, e intitulou o trabalho como seu. No trecho do “livro” é nítido ter usado de “base” o texto postado no ABCLes, que lembro, foi revisado por mim, e onde consta os &#8211; -, pedidos na formatação do site para o caso de narrativa. A “autora” <strong><em>Francesca White</em></strong>, ainda usou a sinopse do site, que eu escrevi para a <em><strong>Astridy</strong></em>, a pedido seu, e somou somente algumas linhas.</p>
<p><strong>História da Astridy no ABCLes: </strong></p>
<p><a href="http://www.abcles.com.br/historias/viewstory.php?sid=372" target="_blank">http://www.abcles.com.br/historias/viewstory.php?sid=372</a></p>
<p><strong>Link para a venda de Um Amor Diferente: </strong></p>
<p><a href="http://www.bubok.pt/livros/4727/Um-Amor-Diferente" target="_blank">http://www.bubok.pt/livros/4727/Um-Amor-Diferente</a></p>
<p><strong>Link da página da “autora”, Francesca White:</strong></p>
<p><a href="http://francescawhite.bubok.pt/" target="_blank">http://francescawhite.bubok.pt/</a></p>
<p><strong>* </strong>Scans, caso os links saiam do ar:</p>
<p><a href="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio.jpg" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio.jpg" alt="" width="195" height="142" /></a> <a href="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio2.jpg" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio2.jpg" alt="" width="195" height="140" /></a> <a href="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio3.jpg" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio3.jpg" alt="" width="195" height="142" /></a></p>
<p>Não satisfeita, a cara de pau ainda fez um video promovendo “sua” obra e o postou no <em><strong>YouTube</strong></em>:</p>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/x3NBiZdrURg?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>*</strong> Scans, caso o link saia do ar:</p>
<p><a href="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio_Video.jpg" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio_Video.jpg" alt="" width="195" height="168" /></a> <a href="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio_Video2.jpg" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio_Video2.jpg" alt="" width="195" height="167" /></a></p>
<p>Sinceramente, além da falta de caráter, não sei se é total falta de senso, ou burrice, mesmo, que leva uma pessoa a agir assim. A lei de direitos autorais não é enfeite. Plágio é crime. Em casos como este, com fins comerciais, existe processo, pagamento de indenização e ressarcimento de perdas. A criatura vai ter que pagar indenização à verdadeira autora, além de devolver o dinheiro ganho com os livros que vendeu da obra plagiada. E nas reincidências de plágio, pode até pegar cadeia.</p>
<h4><span style="color: #ff0000;">Plágio é ROUBO. É apropriar-se de algo que não é seu. </span></h4>
<p style="text-align: left;">Será que é tão difícil de as pessoas entenderem isto?</p>
<p>Ah, mas aí vem a ilusão de o plagiador achar que pode se esconder atrás do anonimato da internet usando um pseudônimo esquisito. Ledo engano. Em uma ação judicial, a Justiça vai ter acesso aos verdadeiros dados e chegar certinho na pessoa.</p>
<p>Sei que o assunto já está ficando batido. Infelizmente, isto somente demonstra o quanto ainda precisamos aprender e conscientizar. Tanto a Astridy, quanto eu não conhecemos nenhum advogado especializado, ou pelo menos familiarizado com o assunto para ajudá-la. Então, caso alguém que esteja lendo a postagem possa, por favor, entre em contato com ela: <strong><em>astridy24gel@hotmail.com</em></strong></p>
<p style="text-align: left;">Leitoras, autoras que postam no ABCLes, continuemos na luta contra esta falta de respeito e roubo descarado. Isto só enfraquece a vontade de boas autoras continuarem a publicar na internet. Para quê? Para a autora levar meses, por vezes anos, escrevendo algo e alguém vir e usar seu trabalho? Lucrar em cima dele? É justo? Vamos continuar reagindo, denunciando e educando!</p>
<p style="text-align: left;">Semana que vem farei uma postagem especial na minha coluna Editorial tentando esclarecer melhor o assunto plágio, modificações de obras, o que realmente são fanfictions e afins. Infelizmente, ainda tem gente desinformada ou com dúvidas de casos específicos. Quem quiser, pode deixar aqui sugestões de tipos de usos indevidos das histórias, para que o assunto seja abordado.</p>
<p>Por favor, repassem a notícia. Reajam, se manifestem. Não vamos deixar que pseudo autoras prejudiquem a quem merece o nosso respeito.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>[EDITADO: 06/01/2012]</strong></span></p>
<ul>
<li>A querida Ilka nos passou links acerca de explicações sobre o que são direitos autorais, como agir no caso de plágio e informações sobre advogados especializados neste tipo de caso. Peço que leitoras e autoras leiam os textos. Tanto para esclarecimento do que realmente abrange a lei de direitos autorais, assim como para saberem como denunciarem casos de infrações, e no caso das autoras lesadas, que medidas tomarem:</li>
</ul>
<p><a rel="nofollow nofollow" href="http://www.abdabrasil.org.br/" target="_blank">http://www.abdabrasil.org.br/</a></p>
<p><a rel="nofollow nofollow" href="http://www2.uol.com.br/direitoautoral/" target="_blank">http://www2.uol.com.br/direitoautoral/</a></p>
<p><a rel="nofollow nofollow" href="http://www2.uol.com.br/direitoautoral/index_artigo.htm" target="_blank">http://www2.uol.com.br/direitoautoral/index_artigo.htm</a></p>
<p><a rel="nofollow nofollow" href="http://www.jusbrasil.com.br/advogados/direito-autoral" target="_blank">http://www.jusbrasil.com.br/advogados/direito-autoral</a></p>
<ul>
<li>A picareta da “autora”<em><strong> leiacris01 <em><strong>(</strong></em></strong></em><em><strong>Léia Cristina)</strong></em> (<a href="http://www.abcles.com.br/historias/viewstory.php?sid=990&amp;chapter=3" target="_blank">saiba detalhes aqui</a>), depois de ter sido denunciada, bloqueada e exposta no ABCLes, agora, teve a cara de pau de começar a publicar &#8220;sua&#8221; história no Livre Arbítrio (<a href="http://www.livrearbitrio.net/la/contos/leia_cristina/oslacosdeumavinganca.html" target="_blank">vejam aqui</a>). Além disto, a maioria, senão todas, as histórias publicadas lá por ela, são plágios. Provavelmente, ela deve ter enviado &#8220;suas obras&#8221; para outros sites também. Acaso virem isto, vamos denunciar, gente. Essa pessoa deve ser detida!!!</li>
</ul>
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		<title>Marcas do que se foi e sonhos que ainda vamos ter</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 15:30:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
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		<category><![CDATA[O amor que ousa dizer o nome]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um ano, mais doze meses, mais cinquenta e duas semanas, mais trezentos e sessenta e cinco dias, mais horas, mais minutos, mais segundos, mais&#8230; mais&#8230; mais&#8230; Tantos momentos tristes e felizes vividos; tantas escolhas no intuito de acertar e tantos motivos por escolher, foram momentos de aprendizado de um tempo que não volta atrás. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/12/chamada_marcas_2011.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>Mais um ano, mais doze meses, mais cinquenta e duas semanas, mais trezentos e sessenta e cinco dias, mais horas, mais minutos, mais segundos, mais&#8230; mais&#8230; mais&#8230; Tantos momentos tristes e felizes vividos; tantas escolhas no intuito de acertar e tantos motivos por escolher, foram momentos de aprendizado de um tempo que não volta atrás.</p>
<p>Tantos acontecimentos e consequências por todos os lados da ação e reação, fica difícil enumerar os atos do que se manifestou positiva ou negativamente. Mas tentarei. Estou em meu quarto, sentada, horas à espera de palavras.</p>
<p>Dizem por aí que final de ano é época de reflexões, retrospectivas, como se todas as pessoas vivessem o mesmo ciclo de 365 dias que a Terra demora para girar em torno do Sol. Sei que não é bem assim. Por isso, não me restringirei ao ano de 2011 no que tenho a abordar.</p>
<p>Estamos na mídia! Nunca antes na história deste país nós, homossexuais, estivemos tão em evidência. São diversos os debates que nos cercam e nos três últimos anos houve inegáveis avanços no contexto nacional e na garantia de bases de consolidação de Políticas Públicas para lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT).</p>
<p>A partir da 1ª Conferência Nacional, em 2008, foram criados o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT, a Coordenação-Geral Nacional de Políticas LGBT, além de instaurado o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção de Direitos Humanos LGBT.</p>
<p>O marco histórico de 2011, sem dúvida, foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela equiparação das uniões estáveis heterossexuais com as homossexuais, garantindo o acesso aos mesmos direitos de ambas as uniões.</p>
<p>Mesmo com todos esses avanços no plano federal, porém, temos ainda que reportar o triste acirramento da violência homofóbica e da resistência de setores conservadores e fundamentalistas religiosos contrários a qualquer tipo de afirmação dos direitos LGBT. É nesse contexto que a presidenta Dilma, em decisão equivocada e retrógrada, recuou em relação ao material didático-pedagógico do projeto Escola Sem Homofobia, trazendo a mensagem de que a luta LGBT deve ser feita autonomamente de governos.</p>
<p>O ano de 2011 também está sendo marcado pelo crescimento da homofobia, que muitos de nossos parlamentares insistem em não ver. Assistimos à veiculação de diversas notícias de agressões físicas nas ruas, universidades, escolas e espaços públicos em geral. Sim, ainda somos coagid@s a não manifestar em público nosso amor. Somos marginalizad@s por termos orgulho de sermos homossexuais. Somos atacad@s porque ousamos resistir!</p>
<p><strong>Desafios</strong></p>
<p>Às vezes ainda não acredito que em pleno século XXI, numa república democrática, signatária da Declaração Universal dos Direitos Humanos, estamos lutando por nossos direitos básicos de viver e de amar. Chega a ser assustador ouvir discursos inflamados de parlamentares contrários à equidade de direitos a tod@s @s brasileir@s.</p>
<p>O Congresso Nacional continua omisso, não aprovou nenhuma lei referente à cidadania LGBT. E soma-se a isso o crescimento do fundamentalismo religioso, que avança sobre a laicidade do Estado, pressionando governos e partidos, incidindo adversamente na elaboração legislativa e nas políticas públicas.</p>
<p>Temos ainda que lidar com Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas aprovando legislações homofóbicas, como o “Dia do Orgulho Heterossexual” e a proibição de falar sobre homossexualidade nas escolas.</p>
<p>Apesar dos avanços conquistados no STF, muitos juízes de primeira e segunda instância ainda se negam a julgar favoravelmente as causas LGBT, principalmente o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.</p>
<p>E apesar de sermos notícia, de estarmos na mídia, os veículos de comunicação, principalmente televisões abertas, propagam homofobia por meio de programas religiosos, programas de humor ou novelas.</p>
<p><strong>Futuro</strong></p>
<p><strong><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/12/marcas_2011.jpg" alt="" width="294" height="230" /></strong>2012 bate à porta. Ganhamos de presente mais um ano repleto de oportunidades e possibilidades de nos rever como seres humanos. É no dia a dia que vamos desconstruindo o ser antigo para dar espaço à construção de uma nova forma de ser, estar e interagir. Questionamentos? O mundo é movido por eles. E a resistência? Essa é a palavra de quem não deseja mudanças, transformações, preferem permanecer no que é mais seguro, talvez até lhe tragam uma forma de chamar atenção para si, para seu ego primitivo.</p>
<p>Convido a tod@s nós a tirar a roupa da alma e deixar as palavras falarem, pegar o coração-cofrinho e colocá-lo de cabeça pra baixo: deixar cair tudo que tem dentro, especialmente aquelas coisas que precisam de espaço para expandir. É preciso superar o medo do silêncio que envergonha até a própria covardia.</p>
<p>A vida está cheia de belezas desavergonhadas, delicadezas paridas, reticências que suspiram de amor. A vida dói a dor necessária pra gente crescer. Mesmo assim, acredito que vale a pena sentar nas almofadas dos sonhos, encostar a cabeça nas nuvens e pensar, com ternura e desejos, nos quilômetros que são apenas de cada uma de nós nesta caminhada.</p>
<p>É preciso aprender que “hoje” não é apenas mais um dia, hoje nós estamos acontecendo e tudo isso faz parte do processo de sair de dentro de nós mesm@s para sermos apenas o que somos. Os Deuses não nos perdem de vista! E se você não acredita neles todos, acredite em um apenas. Faz bem! Uma vida sem mistérios é muito triste.</p>
<p>Tirando a roupa da alma, ficamos mais leves e conseguimos entender que perigoso não é ter esperanças. O verdadeiro perigo é não mais se lembrar de como se abre a porta da vida e se anda sem os pés&#8230; Que venha 2012, um ano travestido de arco-íris!</p>
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		<title>O amor que ousa dizer o nome: Pra não dizer que não falei das flores</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 12:54:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
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		<category><![CDATA[O amor que ousa dizer o nome]]></category>

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		<description><![CDATA[Era noite, a noite estava fresca e linda. O céu enfeitara-se de estrelas e Lua cheia para aquele momento. Estavam a sós, de mãos dadas com os sentimentos, duas almas que se sorriam prontas a abrir um novo ciclo na vida daquele casal. - Eu te amo! E hoje te peço: descansa a tua alma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/11/casamento2_chamada.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>Era noite, a noite estava fresca e linda. O céu enfeitara-se de estrelas e Lua cheia para aquele momento. Estavam a sós, de mãos dadas com os sentimentos, duas almas que se sorriam prontas a abrir um novo ciclo na vida daquele casal.</p>
<p>- Eu te amo! E hoje te peço: descansa a tua alma em mim, neste colo que te dá paz, mesmo quando não pedes. Deixa que a minha mão afague os teus cabelos, que os nossos peitos se unam num bater único. Esquece o que te preocupa e fecha os olhos no meu corpo infinito&#8230;</p>
<p>- Eu te amo! Abandona teus receios em minhas mãos e sente os novos aromas da primavera, não importando a estação. Vem, olha-me como só tu sabes, nessa expressão única amor e adormeceremos de mãos dadas&#8230; Todos os dias de nossas vidas.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/11/casamento2_1.jpg" alt="" width="321" height="212" />- Porque o teu braço tem mais força, quando junto ao lado do meu – disseram ao mesmo tempo.</p>
<p>O “sim” estava dito em ambos os olhares e sorrisos. Duas pessoas unidas em um mesmo caminho. Passos lado a lado, planos de futuro, família, filhos. E sabiam que não precisavam de mais ninguém no mundo que lhes dissesse o que significava aquela união.</p>
<p>E não fazia o menor sentido sair batendo de casa em casa, perguntando a cada desconhecido pelas ruas se poderiam se casar. As famílias saberiam sim. Aos pais seria perguntado se permitia a mão da filha em casamento. Mas por que os vizinhos também precisavam opinar? Por que os pastores e padres de igrejas que não frequentavam deveriam ser consultados?</p>
<p>Nunca souberam de um livro que trouxesse compiladas as normas do amor, da união entre duas pessoas, dois seres humanos. Nunca leram cartilha que estabelecesse, desde o início dos tempos, que duas pessoas só poderiam se unir em amor se fossem um homem e uma mulher. Haveria rótulos para o amor? Receita de bolos ensinando a fazer um casamento?</p>
<p>Elas dizem que não. Mas os padres, os pastores e outros tantos membros da sociedade parecem crer que sim. E querem eles determinar que elas, tão companheiras, cúmplices, amantes e enamoradas, não podem se casar.</p>
<p><strong>Casar homossexuais</strong></p>
<p>O deputado federal Pastor Marco Feliciano do PSC-SP protocolou em 27 de outubro um pedido de plebiscito com a assinatura de 186 deputados. A consulta se destina a tod@s @s brasileir@s perguntando se a sociedade heteronormativa é favorável ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.</p>
<p>O Projeto de Decreto Legislativo 495/11 será destinado para uma comissão, ainda não designada, para análise. Caso aprovado, em outubro do ano que vem, quando iremos às urnas, votaremos também se concordamos ou não com o reconhecimento legal da união civil entre homossexuais. O deputado defende que “família é um homem, uma mulher e o nascimento de um filho”.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/11/casamento2_2.jpg" alt="" width="330" height="218" />No Brasil, o casamento civil ainda é sistematicamente confundido com o sacramento católico do matrimônio. Mas se para muitas religiões a homossexualidade ainda é pecado, para o Estado laico é o exercício do direito à livre orientação sexual e não pode ser pretexto para qualquer discriminação.</p>
<p>Do ponto de vista estritamente jurídico, porém, o casamento civil é um contrato entre duas pessoas que deve ser firmado com base no princípio da autonomia da vontade. Se as partes são maiores e capazes, e há um efetivo consenso entre elas, o Direito deve simplesmente respeitar suas vontades, sem impor qualquer tipo de limitação. Assim, não haveria qualquer obstáculo ao casamento de pessoas do mesmo sexo.</p>
<p>O casamento civil brasileiro, porém, desde sua criação, vem sendo reiteradamente confundido com o sacramento católico do matrimônio que lhe deu origem. Com a proclamação da República e o advento do Estado laico, uma das consequências imediatas foi a criação do casamento civil, pelo decreto 181/1890.</p>
<p>Por que então tenho que saber a opinião de um País inteiro se é apenas um “sim” que me interessa? Não me casarei com o Brasil, com vizinhos, parlamentares, padres, pastores, opinião pública. Não! Eu me casarei com apenas uma pessoa, com a Daniela, e apenas o “sim” dela é capaz de me levar às lágrimas entre sorrisos; apenas o “sim” dela me dará a noção de eternidade.</p>
<p><strong>Diversidade</strong></p>
<p>Não há nada escrito. Não. Não há. Não temos que ser todos altos ou belos ou magros ou heterossexuais. Não temos que ter a mesma religião ou ser brancos. Não temos que gostar das mesmas coisas, tão pouco rezar pela mesma cartilha. Não temos também que dançar de acordo com a mesma música. Não. Não temos.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/11/casamento2_3.jpg" alt="" width="356" height="237" />Não temos que ser perfeitos, de olhos azuis, ricos, ou sei lá o quê. Temos apenas que ser gente. Dura missão ser gente, dura missão respeitar o outro diferente de mim porque a diferença assombra os despreparados. E não há nada escrito que diga que temos que ser todos iguais. Mas que devemos tratar-nos e ser tratados com igualdade de direitos.</p>
<p>Cada vez que me encontro com o preconceito, com um disparate tão absurdo como este de promover um plebiscito sobre o casamento civil entre duas pessoas, me pergunto quando estaremos preparados para aceitar @ outr@ e quando recuperaremos a nossa humanidade perdida. Porque enquanto isso não ocorre, seremos sempre vítimas da ignorância.</p>
<p>A vida é muito mais do que padres, pastores e parlamentares nos disseram que era. A vida é, acima de tudo, respeito pel@o próxim@. E espero, sinceramente, que a geração de minha filha que nem nasceu e outras que ainda virão estejam mais preparadas para aceitar e entender que é @ outr@ que nos dá a dimensão exata do que somos. Não respeitar @ outr@ significa que não me respeito também, pois deixo de exercer dignamente o meu direito de ser um ser HUMANO!</p>
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		<title>O amor que ousa dizer o nome: Pront@s para o sim</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 00:05:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
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		<category><![CDATA[O amor que ousa dizer o nome]]></category>

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		<description><![CDATA[Sinto que não pertenço aqui, não me encaixo nos paradigmas deste mundo patriarcal e limitante, cego para a sabedoria. Um mundo que esqueceu a Mãe, esqueceu que o poder dos homens foi conquistado contra as mulheres e sua autonomia. Este mundo está cheio de palavras e coisas insanas, vidas e teorias amargas. Religiões criam guerras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/11/casamento_chamada.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>Sinto que não pertenço aqui, não me encaixo nos paradigmas deste mundo patriarcal e limitante, cego para a sabedoria. Um mundo que esqueceu a Mãe, esqueceu que o poder dos homens foi conquistado contra as mulheres e sua autonomia. Este mundo está cheio de palavras e coisas insanas, vidas e teorias amargas. Religiões criam guerras santas, países vivem de ideias gastas.</p>
<p>E mesmo que em seu artigo 19-1, a Constituição Federal diga que o Estado é laico, assisto a uma propaganda POLÍTICO-PARTIDÁRIA ensinando “o” conceito de família como se fosse uma equação matemática. “Família = um homem + uma mulher + amor + filhos”. Simples, não?</p>
<p>Simplório, eu diria. Os parlamentares e colaboradores do Partido Social Cristão (PSC) também se fundamentam na Carta Magna para divulgar sua “receita de bolo”. Sim, a Lei máxima do Brasil admite a conversão em casamento somente à união estável entre um homem e uma mulher.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Elas151.jpg" alt="" width="244" height="161" />E não raras vezes, ainda temos políticos de todos os espectros partidários valendo-se de um discurso escancaradamente religioso para rechaçar a aprovação do casamento civil de homossexuais, com base nas restrições do sacramento católico do matrimônio. Os mais cuidadosos procuram disfarçar sua fundamentação religiosa, recorrendo a argumentos do quilate da “tradição” e do “costume”, utilizados no passado para justificar a escravidão, a obrigação da virgindade para as mulheres e o casamento indissolúvel por toda a vida.</p>
<p>Aqui, cabe uma pergunta muito pertinente: a Constituição Federal criou o ser humano ou foi o contrário?</p>
<p>“Deve ser muito triste viver num mundo onde os sentimentos se restringem a conceitos humanos (muito embora os classifiquem como divinos), onde o amor tem receita, fórmula e até modo de fazer. Se a ‘família’ tiver a composição ‘correta’, não importa se a mulher é espancada todos os dias, se para o filho carinho são os sopetões e gritos que recebe do pai; e nem preciso dizer que é muito mais ‘saudável’ uma criança viver num orfanato que ser adotada por um casal gay”, a Gesperança compartilha e descreve a indignação de milhares de brasileir@s em seu comentário sobre o assunto.</p>
<p><strong>Justiça</strong></p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/11/casamento2.jpg" alt="" width="273" height="167" />Diante da total omissão do Legislativo brasileiro, que insiste em não aprovar qualquer lei que assegure direitos à população LGBT, o jeito foi socorrer-se da justiça. No Rio Grande do Sul, duas mulheres requereram habilitação para o casamento e o pedido foi negado. Elas apelaram ao Tribunal de Justiça gaúcho, que confirmou a decisão da primeira instância. Foi então que recorreram ao Supremo Tribunal de Justiça.</p>
<p>E a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, por 4 votos a 1, pronunciou-se, na terça-feira 25 de outubro, a favor da oficialização pelo Estado do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.</p>
<p>“Se é verdade que o casamento civil melhor protege a família e sendo múltiplos os arranjos familiares, não há de se discriminar qualquer família que dele optar, uma vez que as famílias constituídas por casais homossexuais possuem o mesmo núcleo axiológico das famílias formadas por casais heterossexuais”, afirma o ministro do STJ Luís Felipe Salomão, relator do processo.</p>
<p>Ainda de acordo com o ministro-relator, a habilitação para o casamento de pessoas do mesmo sexo “passa, necessariamente, pelo exame das transformações históricas experimentada pelo direito de família e pela própria família reconhecida pelo direito, devendo-se ter em mente a polissemia da palavra &#8216;casamento&#8217;, o qual pode ser considerado, a um só tempo, uma instituição social, uma instituição natural, uma instituição jurídica e uma instituição religiosa, ou sacramento, ou ainda, tomando-se a parte pelo todo, o casamento significando simplesmente &#8216;família&#8217;”.</p>
<p>A decisão do STJ vai além da conquista alcançada em maio no Supremo Tribunal Federal, que estendeu aos casais homossexuais o mesmo direito de união estável dos casais héteros. O STJ abre precedente na Justiça para que casais do mesmo sexo registrem a união civil e retirem a certidão de casamento em cartório.</p>
<p>Isso significa que @s noiv@s, mesmo sendo do mesmo sexo, podem requerer a habilitação para o casamento diretamente junto ao Registro Civil, sem precisar antes comprovar a união estável para depois transformá-la em casamento. O Poder Judiciário brasileiro está dizendo a tod@s que Amor não segue receita e família não tem “composição correta”.</p>
<p>Mas, mesmo diante de todos esses avanços, ainda é preciso que o Legislativo abandone sua postura omissiva e preconceituosa e aprove o Estatuto da Diversidade Sexual, projeto de lei elaborado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que reconhece todos os direitos a lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros e seus vínculos afetivos.</p>
<p>O que estamos cobrando da República Federativa do Brasil é o direito à igualdade e à dignidade, independente da sexualidade ou identidade de gênero. Já passou da hora de assegurar a tod@s @s brasileir@s o direito fundamental à felicidade!</p>
<p><strong>Meu sim</strong></p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/11/casamento3.jpg" alt="" width="208" height="278" />Quando eu me casar, será por amor. Não esse amor que seja infinito enquanto dure a la Vinícius. Não! Amor com as horas contadas está riscado da minha agenda, da minha história. Gosto de coisas grandiosas, de intensidades, de coisas que queimam e ardem.</p>
<p>Quando eu me casar, estarei apenas vestida de mim e com os pés descalços, pisando na suavidade do momento com graça e fé. Talvez esteja tocando “All over me” enquanto eu estiver atravessando esse sonho com os cabelos apontando para o infinito.</p>
<p>Entrarei num casamento com as mãos sempre abertas e dadivosas. Mas aviso: preciso de mais do que uma aliança em meu dedo. Nela prenderei o amor como pipa. Sempre livre e à vontade. Irei bem devagar, sozinha, olhando na direção do meu amor, nos olhos do meu amor, cabendo inteirinha no sonho dela e na minha poesia.</p>
<p>Prometerei todas as coisas que o vento trouxer para dentro das flores: sementes e o eterno desabrochar. Prometerei a vida, o nosso bem, o nosso desafio e viagens para dentro da lua. E quando eu estiver nua, prometerei o que ninguém deve escutar.</p>
<p>Quando eu me casar, abrir-se-á a boca do tempo e eu passarei pelas alamedas com a minhas bagagens: alguns gatos, muitos livros e vários problemas para resolver. E acima de tudo, quando eu casar, será com ela: a deusa que acenderá estrelas em minha testa e sol em meus seios; porque só ela saberá carregar meus receios e sonhos com doçura e boa vontade.</p>
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		<title>Brasil fixa o ano de 2022 para superar todas as formas de discriminação contra a população LGBT</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 00:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento]]></category>
		<category><![CDATA[O amor que ousa dizer o nome]]></category>

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		<description><![CDATA[Casos de violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) têm sido mais noticiados ou mais comuns? Essa é uma discussão que tem permeado diversos debates do movimento LGBT no País. Na prática, essa discussão política e teórica – porque aponta níveis e focos de responsabilidade diferentes – tem pouca importância quando a homofobia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/10/chamada_homofobia.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>Casos de violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) têm sido mais noticiados ou mais comuns? Essa é uma discussão que tem permeado diversos debates do movimento LGBT no País. Na prática, essa discussão política e teórica – porque aponta níveis e focos de responsabilidade diferentes – tem pouca importância quando a homofobia agride fisicamente e não apenas com piadinhas de mau gosto.</p>
<p>Após votar a favor no Conselho de Direitos Humanos da ONU, aprovando Resolução sobre a violação dos direitos humanos de LGBTs, o Brasil colocou como meta nacional superar todas as formas de discriminação contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais até o ano de 2022.</p>
<p>Tudo muito bonito se não vivêssemos ainda numa sociedade infectada – sim, essa é a palavra – por pessoas com mentalidade da Idade Média, dominada pela moral judaico-cristã vigente naquela época.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/10/casal.jpg" alt="" width="265" height="198" />Se vivêssemos numa sociedade de fato democrática e livre, essa meta não teria razão de existir (<em>oooooooooooooooooooh!</em>). Simplesmente porque ter os direitos civis assegurados não dependeria de com quem a cidadã ou o cidadão divide a cama. Aliás, que eu saiba, não existe um único artigo, parágrafo ou inciso na Carta Magna, dizendo ser a nossa Lei maior exclusiva para os heterossexuais.</p>
<p>Mas a homofobia não é um problema meramente religioso. Além de cristã, nossa sociedade é capitalista e patriarcal. E o debate tem que ir além da religião, pois mexe com a família nuclear burguesa, questiona a moral intocada da burguesia.</p>
<p>Uma pesquisa do Ibope Inteligência sobre atitudes da população brasileira em relação a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), publicada em 28 de julho deste ano, permite-nos afirmar que as atitudes homofóbicas têm raízes em valores machistas da nossa cultura, na intolerância de certos setores religiosos e na falta de acesso a informações corretas sobre a homossexualidade: 63% dos homens, 77% dos evangélicos e 68% dos com estudo até a 4ª série do ensino fundamental afirmaram ser contrários à união estável entre casais homossexuais.</p>
<p>Mas sabem o que mais me incomoda? Não consigo entender o que muda em uma pessoa quando ela assume a sua sexualidade! Porque héteros, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais continuam sendo, antes de tudo, seres humanos com suas qualidades e defeitos.</p>
<p><img class="alignright" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/10/casal2_1.jpg" alt="" width="278" height="184" />Até o dia em que eu disse para os meus pais que sou lésbica, eu era descrita como uma menina inteligente, amável, muito bem educada e motivo de orgulho. De repente, quando me assumi homossexual, passei a ser a tristeza da vida, a rebelde sem causa, a contestadora, a desviada, a influenciável por “más companhias”.</p>
<p>Engraçado que eu nunca soube de gramática alguma afirmando que os adjetivos “inteligente, amável e educada” são próprios apenas para héteros.</p>
<p>Em minha visão de mundo, ninguém deveria lutar pelo o que é seu de direito. Ninguém deveria ser obrigado a se sentir menos humano, menos brasileir@, menos gente, menor. Ninguém deveria ter o casamento negado, o compartilhar negado, os direitos negados, a liberdade negada, a vida, enfim, negada.</p>
<p>Mas isso acontece. Infelizmente. Tem gente que é impedida de ser feliz. Tem gente que é impedida de viver. E isso me DÓI profundamente. Não é a forma como alguém vive sua sexualidade que vai definir seu caráter, suas habilidades profissionais ou qualquer coisa desse tipo.</p>
<p>Para isso, é preciso que as pessoas vejam lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais para além das experiências sexuais e que sejamos percebid@s e respeitad@s como sujeit@s integrais e livres, dentre outras questões, para expressarmos nossos afetos.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/10/coração.jpg" alt="" width="221" height="183" />O Estado deve separar as dimensões religiosa e civil, garantindo o bem comum. Sexualidade não é uma questão meramente individual, muito menos uma simples escolha. Ninguém escolhe sofrer preconceito. Quem rompe com os padrões definidos pela heteronormatividade, DECIDE não passar por cima dos próprios sentimentos, como eu decidi.</p>
<p>Em minha coluna anterior, a leitora Gesperança compartilhou (e me emocionou) nos comentários que, há muitos anos, quando ainda era o máximo deixar mensagens em cadernos extremamente decorados, alguém escreveu a ela: “Quando as palavras não são suficientes, as lágrimas acodem e dizem tudo que se sente”.</p>
<p>Pergunto então aos que fixaram a meta do ano 2022 para que atinjamos a plena cidadania: quantas lágrimas mais teremos que chorar até que chegue o dia quando olharemos para o lado e veremos um casal homossexual despreocupado de tudo, e preocupado apenas em ser feliz?</p>
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		<title>Estatuto da Diversidade Sexual: em defesa da população LGBT</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 18:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um projeto de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é a mais completa proposta legislativa do século em defesa da população de lésbicas, gays travestis, transexuais e transgêneros. Trata-se do Estatuto da Diversidade Sexual, elaborado pela Comissão Nacional da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) com a participação das 50 comissões da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/09/estatuto_chamada.jpg" alt="" width="588" height="250" /></p>
<p>Um projeto de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é a mais completa proposta legislativa do século em defesa da população de lésbicas, gays travestis, transexuais e transgêneros. Trata-se do <strong>Estatuto da Diversidade Sexual</strong>, elaborado pela Comissão Nacional da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) com a participação das 50 comissões da Diversidade Sexual das seccionais e subseções da Ordem e dos movimentos sociais.</p>
<p>O Estatuto é inovador porque, além de conceder direitos, criminalizada a homofobia, impõe a adoção de políticas públicas e também indica os dispositivos da legislação infraconstitucional que precisam ser alterados. O anteprojeto de lei será encaminhado à Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado Federal.</p>
<p>Uma das principais mudanças é introduzida pela PEC ao artigo 3º, inciso IV da Constituição Federal, que trata dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil. Hoje, tal inciso prevê: &#8220;promover o bem  de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de preconceitos&#8221;. A proposta da OAB inclui entre eles &#8220;a orientação sexual ou identidade de gênero&#8221;.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/09/estatuto_3.jpg" alt="" width="220" height="177" />O fato de termos um documento como este saindo de um órgão representativo do Poder Judiciário é um ponto muito positivo e faz com que toda a luta pela igualdade de direitos, encabeçada pelos movimentos LGBTs, encontre respaldo legal.</p>
<p>É importante destacar o significado deste Estatuto para as pessoas LGBTs: ele retira da invisibilidade jurídica, do descaso social e da intransigência de muitos, cidadãs e cidadãos que precisam ter garantido o direito de viver, de amar e de ser feliz, independente da sexualidade ou identidade de gênero.</p>
<p>O documento é de significativa importância histórica no avanço rumo à efetivação do preceito da igualdade de direitos de tod@s @s brasileir@s tendo como base a Constituição Federal, que consagra a dignidade da pessoa, a liberdade e a igualdade como princípios fundamentais.</p>
<p>Nunca é demasiado recordar que é histórica a omissão do Estado no que diz com os direitos das pessoas LGBTs. A perseguição de que somos alvo condena-nos não só à invisibilidade. O resultado é muito mais perverso: lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros somos deixad@s reféns de práticas homofóbicas, em situação de vulnerabilidade social.</p>
<p>Durante a votação histórica do Supremo Tribunal Federal (STF) em maio deste ano concedendo aos LGBTs a igualdade de direito à união estável, os magistrados deixaram muito claro que a inexistência de lei não significa ausência de direito e nem pode deixar ninguém à margem da tutela estatal. A democracia é o direito de todos, não só da maioria. Aliás, as minorias alvo de preconceito e discriminação, pelo princípio constitucional da isonomia, merecem tutela diferenciada e mais atenta para terem seus direitos reconhecidos.</p>
<p><img class="alignright" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/09/estatuto.jpg" alt="" width="313" height="214" />E não apenas a sexualidade e a identidade de gênero são alvo do descaso do Legislativo brasileiro. Os vínculos homoafetivos não dispõem de reconhecimento legal. E o meio que o Estado moderno tem encontrado para assegurar visibilidade e segurança a quem é alvo de preconceito e discriminação passa pela instituição de microssistemas com a imposição de normas afirmativas.</p>
<p>Resultaram daí o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto da Criança e do Adolescente, do Idoso e da Igualdade Racial. Todos esses estatutos colaboram de maneira expressiva para a mudança de paradigma em nossa sociedade. É preciso aprender a conviver com a diferença. Não só no mundo público, mas nos mais diversos segmentos da iniciativa privada.</p>
<p>Do mesmo modo é preciso dar um basta à homofobia, criminalizando quem se arvora o direito de desprezar, ferir e matar. Uma postura omissiva do Estado não mais tem espaço ao se tratar da questão.</p>
<p>Texto na íntegra do Estatuto: <a href="http://www.direitohomoafetivo.com.br/uploads/5.%20ESTATUTO%20DA%20DIVERSIDADE%20SEXUAL%20-%20texto.pdf" target="_blank">http://www.direitohomoafetivo.com.br/uploads/5.%20ESTATUTO%20DA%20DIVERSIDADE%20SEXUAL%20-%20texto.pdf</a></p>
<p>Legislação infraconstitucional a ser alterada: <a href="http://www.direitohomoafetivo.com.br/uploads/5.3.%20Legisla%E7%E3o%20infraconstitucional%20a%20ser%20alterada.pdf" target="_blank">http://www.direitohomoafetivo.com.br/uploads/5.3.%20Legisla%E7%E3o%20infraconstitucional%20a%20ser%20alterada.pdf</a></p>
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		<title>Você já vestiu o seu arco-íris hoje? Não basta ser, é preciso assumir!</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 13:48:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
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		<category><![CDATA[O amor que ousa dizer o nome]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi ainda na infância, em sucessivas manhãs de domingo, que descobri que duas mulheres podiam ser mais do que melhores amigas. Foi também nas manhãs de domingo que descobri o amor transcendente e transbordante. Acho que foi ali também que descobri que “eu te amo” pode ser dito de várias formas, inclusive sem palavras. Sim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/08/visibilidade_capa.jpg" alt="" width="491" height="327" /></p>
<p>Foi ainda na infância, em sucessivas manhãs de domingo, que descobri que duas mulheres podiam ser mais do que melhores amigas. Foi também nas manhãs de domingo que descobri o amor transcendente e transbordante. Acho que foi ali também que descobri que “eu te amo” pode ser dito de várias formas, inclusive sem palavras.</p>
<p><img class="alignright" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/08/visibilidade_3.jpg" alt="" width="189" height="141" />Sim, eu sou da geração que tem em Xena, a Princesa Guerreira, sua heroína máxima! A morena alta, de olhos azuis estonteantes que só caiu realmente uma única vez em sua vida: quando conheceu Gabrielle. E conheceu o Amor.</p>
<p>Charlote Wolff bem definiu essa relação intensa em seu livro <em>Amor entre mulheres</em>: “não é o homossexualismo, mas o homoemocionalismo que constitui o centro e a própria essência do amor das mulheres entre si”. Eu me vi dentro dessa frase quando a li pela primeira vez. É linda!</p>
<p>A palavra lésbica só veio a fazer parte do meu vocabulário anos mais tarde. E foi o dicionário que me informou seu significado. “Mulher homossexual; aquela que por prazer se relaciona com outra mulher”. Não gostei da definição. Em lugar de prazer, deveria estar escrito afeto, ou amor. Mas então se uma mulher não se relaciona com outra ela deixa de ser lésbica? Sei que não.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/08/visibilidade_2.jpg" alt="" width="245" height="162" />Ser lésbica é saber a si mesma. E assumir-se lésbica é um fato político de visibilidade dentro de uma sociedade patriarcal. E isso vai muito além de nomear-se “homossexual feminina” e é muito mais que uma circunstância amorosa. Hoje, eu sei que afirmar-se lésbica é uma identidade política que transcende a “identidade sexual”. Constitui, portanto, uma ação política para a desconstrução da heteronormatividade manifesta.</p>
<p>Ser lésbica é debater. Ser lésbica é ter visibilidade. A expressão “visibilidade lésbica” surgiu em 1996, no 1° SENALE (Seminário Nacional de Lésbicas). Neste seminário, foi concebida a ideia de instituir um Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, 29 de agosto, simbolizando a história de resistência e luta de um novo olhar sobre a sociedade, em que o SER se torna plural e público.</p>
<p><strong>Por que ser visível?</strong></p>
<p>Em uma sociedade na qual há determinismos e normas e uma negação da existência de direitos sociais a lésbicas, é preciso romper com esse “padrão” e empreender a promoção de direitos sociais de cidadãs, tornando visível o corpo político das lésbicas.</p>
<p><img class="alignright" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/08/visibilidade_1.jpg" alt="" width="202" height="134" />Há diversos estudos que corroboram duas constatações: “o que não se vê não existe”, e “o que não se conhece dá medo, ódio e desperta fantasias negativas”. Isso significa que a nossa inexistência social alimenta a homofobia e a discriminação. E no dia em que elegemos para debater sobre a visibilidade, ouso dizer que ações nesse sentido são uma forma de resistência ao machismo, ao patriarcado e a sua expressão mais nociva: a heterossexualidade como norma.</p>
<p>Negar a diversidade humana é um crime contra a Natureza. E não apenas ser, mas assumir-se lésbica e se orgulhar disso é uma forma de dizer NÃO à restrição sobre nossos afetos e desejos. O Estado deve ser laico de fato e reconhecer nossos direitos civis, sociais, econômicos, culturais, trabalhistas. Esse movimento de manifestar-se de acordo com aquilo que se é significa a alteração de uma realidade.</p>
<p>O ser lésbica e colocar-se socialmente como tal constitui um movimento que abarca alguns princípios, como: o da autonomia (liberdade), e o empoderamento enquanto projeto político democrático.</p>
<p>A invisibilidade não propicia o entendimento. A invisibilidade nos leva à perda do olhar de nós mesmas e d@ outr@. É o existir que implica à possibilidade, ao poder ser, que significa transcender do corpo natural para um corpo político, assim existindo e permitindo a visibilidade. É a visibilidade que garante o reconhecimento e propicia a nossa autonomia. Até mesmo dentro do movimento LGBT.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/08/visibilidade_4.jpg" alt="" width="263" height="174" />E quando nos assumimos, quando somos, estamos militando! E é essa militância que está construindo um novo mundo. Mesmo que coloquemos apenas um tijolo por dia. Não importa! Importa o nosso legado. Porque estamos construindo uma realidade em que as pessoas não serão mais obrigadas a se enquadrar em rótulos ou ser definidas por siglas.</p>
<p>A sexualidade será livre e mutável quando decretarmos a queda do “novo muro de Berlim”: a heteronormatividade. A nossa revolução acontecerá quando o casal lésbico ou gay, bem comportado e ajustado, seguindo os ditames de um ideário romântico e conservador, já não for mais a única possibilidade do politicamente correto.</p>
<p>Não podemos nunca nos esquecer de nossa história! Afinal, a palavra lésbica tem origem nobre e bela: na ilha de Lesbos, na Grécia Antiga, nos versos de Safo, escritos numa manhã de sol e um vento ameno. Safo é mãe da poesia lírica amorosa no Ocidente. Foi a primeira a escrever odes e declarações sentimentais em poemas sobre amor e beleza, em sua maioria, dirigidos às mulheres. Por esta razão, o relacionamento sexual entre mulheres passou a ser conhecido como lesbianismo ou safismo.</p>
<p>E em memória de Safo, termino este texto com uma paráfrase de <strong><em>Carlos Drummond de Andrade</em></strong>.</p>
<h4><em>Poema de sete faces</em></h4>
<p><em>Quando nasci, um anjo colorido<br />
desses que vivem no arco-íris<br />
disse: Vai, Brunella!, ser borboleta na vida.</em></p>
<p><em>As casas espiam as mulheres<br />
que amam e se entregam a outras mulheres.<br />
Se a tarde talvez fosse cinza,<br />
não haveria tantos desejos.</em></p>
<p><em>O sorriso chega quando ela aparece:<br />
deixa que ela venha, que ela roce<br />
e assim se colorir, se revirar e extenuar-se de avessos,<br />
loucuras, orgasmos e mistérios.<br />
E então meus olhos já não perguntam nada&#8230;<br />
Apenas sorriem</em></p>
<p><em>Da janela do ônibus, vejo uma mulher<br />
e acompanho seu andar, seus trejeitos.<br />
É nítida, colorida!<br />
Tem palavras, fogo e arco-íris na vida!<br />
A mulher que segue seu caminho</em></p>
<p><em>Vai amar a poesia, a alma feminina,<br />
vai ser essa escrita fabricada na luta,<br />
na dor, na lida, nos beijos e desejos dela.</em></p>
<p><em>As Deusas nunca me abandonaram<br />
porque eu sei a hora de ir à forra,<br />
de sair do quarto, me expor e me mostrar<br />
porque eu sei que ela e a vida estão lá fora&#8230;</em></p>
<p><em>Mundo mundo vasto mundo,<br />
tão grande quanto eu o faço ser<br />
para seguir aquilo que me dita o sentimento.<br />
Mundo mundo vasto mundo,<br />
mais vasto é meu coração!<br />
</em><em><br />
Sim, eu deveria lhes dizer<br />
</em><em>sempre a Lua<br />
</em><em>sempre a Liberdade<br />
</em><em>inspiram o breve alvorecer da diversidade.</em></p>
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		<title>Festa de Aniversário da Rádio LesZone em Belo Horizonte</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 12:48:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Enfoque Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento]]></category>
		<category><![CDATA[Variedades]]></category>

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		<description><![CDATA[Para comemorar um ano de existência e sucesso, nossa parceira, a Rádio LesZone, fará uma festa em Belo Horizonte. Acontecerá dia 03 de setembro – sábado – no Bar Imperial e na Boate Velvet. Para mais informações sobre o evento, bem como dicas de voos e hospedagem na capital mineira, acesse AQUI.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Para comemorar um ano de existência e sucesso, nossa parceira, a <a href="http://radioleszone.com.br/" target="_blank"><strong>Rádio LesZone</strong></a>, fará uma festa em <strong>Belo Horizonte</strong>. Acontecerá dia <em><strong>03 de setembro</strong></em> – sábado – no <strong>Bar Imperial</strong> e na <strong>Boate Velvet</strong>.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/08/flyer_leszone_impressao.jpg" alt="" width="486" height="670" /></p>
<p style="text-align: left;">Para mais informações sobre o evento, bem como dicas de voos e hospedagem na capital mineira, acesse <a href="http://radioleszone.com.br/portal/2011/08/02/festa-leszone/" target="_blank"><strong>AQUI</strong></a>.</p>
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