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	<title>ABCLes - Literatura Lésbica: Sonhar, amar sem medo, viver do nosso jeito &#187; Kriz</title>
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		<title>Se Joga: Que a paz esteja com você</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Nov 2010 15:14:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kriz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há poucas semanas, na maior cidade do Brasil, na avenida mais democrática da América do Sul um bando irascível de cavaleiros do lado negro da força atacaram covardemente três jovens com suas espadas luminosas. Ou seriam lâmpadas fluorescentes? Segundo os seus mentores, existem justificativas plausíveis para o comportamento dos discipulos: “É um menino muito bonito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/11/paz_chamada.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>Há poucas semanas, na maior cidade do Brasil, na avenida mais democrática da América do Sul um bando irascível de cavaleiros do lado negro da força atacaram covardemente três jovens com suas espadas luminosas. Ou seriam lâmpadas fluorescentes?</p>
<p>Segundo os seus mentores, existem justificativas plausíveis para o comportamento dos discipulos:</p>
<p><em>“É um menino muito bonito e foi assediado por homossexuais. Ele pediu para parar, eles não pararam. Aí, virou briga&#8221;</em>.</p>
<p><em>&#8220;Recebi a ligação quando ele já estava detido. Foi uma atitude infantil. Ele sai sempre com os amigos e nunca aconteceu absolutamente nada. Consegui falar com ele rapidamente na delegacia. É um garoto que tem boas notas. Estou constrangida pela situação&#8221;.</em></p>
<p>Por sua vez, os filhotes de Darth Vader afirmam que:</p>
<p><em>&#8220;Mexeram com a gente&#8221;.</em></p>
<p>Não nos esqueçamos da declaração do advogado de família classe média alta que se comportou como um verdadeiro filósofo Sith:</p>
<p><em>“As imagens não mostram meu cliente agredindo ninguém”.</em></p>
<p>Yeah!</p>
<p>Como paulistana e lésbica, registro aqui minha indignação e tristeza. Estes acontecimentos infelizes confrontam a sociedade brasileira com a questão da homofobia.</p>
<p>Papais e mamães jogam seus filhinhos amados em aulas de <em>Jiu</em><strong>-</strong><em>jitsu</em>, clubes caros e escolas de alto padrão (sic), mas e a chamada <em>“educação de base”</em>? Onde está? Se eles são meninos de família quero ser uma cadela de rua que é menos ultrajante.</p>
<p>Política. OK! Talvez vocês não gostem de se envolver com política, mas o descaso começa láááááááááááá em cima: todos os candidatos a presidente, sem exceção, se <em>“bandearam”</em> para o lado dos evangélicos em busca de apoio e votos. Enquanto isso, na <em>“sala de justiça”</em>, eu e você pagamos impostos altíssimos para sermos tratados como cidadãos de quinta categoria. Pensem nisso.</p>
<p>Contrariamente às alegações do reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, senhor Augustus Nicodemus Lopes, que afirmou: <em>“Ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos”, </em>eu afirmo que: escolas e faculdades devem formar <em>“cidadãos”</em>. Pessoas que pensem com clareza, decidam melhor e vivam coletivamente. Não permitam a legitimação da violência. Não permitam a banalidade do mal.</p>
<p>E por último, porém não menos importante, as instituições religiosas. Não apenas evangélicos ou católicos. Muçulmanos, budistas, espíritas, umbandistas, judeus e outros. Trata-se não apenas de uma crítica, mas de um apelo pessoal: eduquem! Meu próximo está ao meu lado. O meu irmão é negro, branco, gay, hetero, nordestino, paulistano, pobre e rico. Ou será que permitirão que seus adeptos se comportem como Caim, que após assassinar Abel e ser indagado por Deus, responde com uma pergunta retórica e covarde: <em>“Não sei. Sou por acaso<em><em> </em></em><em><em>eu </em></em><em><em>guarda do meu irmão</em></em>?”</em>. Somos todos responsáveis.</p>
<p>Para finalizar nossa saga estelar, ressalto que não me esconderei com medo da violência, ao contrário dos três jovens que saíram da delegacia sem mostrar seus rostos, porque se a violência tem cara, a paz também tem, e é a minha cara. Qual é a sua?</p>
<p style="padding-left: 180px;"><em>“Eu não posso impedir ninguém de ficar zangado, ou louco, ou frustrado. Posso apenas esperar que transformem essa raiva e frustração e loucura em algo positivo, de modo que duas, três, quatro, cinco centenas darão um passo a frente, assim que médicos gays sairão do armário, advogados gays, juízes gays, banqueiros gays, arquitetos gays … Espero que todos os profissionais gays digam &#8216;basta&#8217;, avancem e digam a todos, usem um sinal, deixem que o mundo saiba. Talvez isso irá ajudar.”</em></p>
<p style="padding-left: 180px;">(Harvey Milk, político gay)</p>
<p>Beijos no coração de heteros, gays e lésbicas.</p>
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		<title>Se Joga: Quem Vem Com Tudo Não Dança</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Nov 2010 00:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kriz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Meninas que saudades! So sorry pelo sumiço, mas estive lidando com coisas chatíssimas, tais como puxadas de tapete, povo que sofre de vitimação, justificativa eleitoral, meleca embaixo do sofá e outros que tais. Nem adianta perder tempo tentando descrever meu inferno. Tive que tomar Activia todos os dias para enfrentar situações tão adversas. Para relaxar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/11/chamada_rock.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>Meninas que saudades! <em>So sorry</em> pelo sumiço, mas estive lidando com coisas chatíssimas, tais como puxadas de tapete, povo que sofre de vitimação, justificativa eleitoral, meleca embaixo do sofá e outros que tais. Nem adianta perder tempo tentando descrever meu inferno. Tive que tomar Activia todos os dias para enfrentar situações tão adversas. Para relaxar muita bebidinha e filmes na telinha.</p>
<p>E falando em filme, estou sofrendo de um saudosismo intenso. Semana passada revi <em>“Procura-se Susan Desesperadamente”</em>, que me remeteu ao longa <em>“A Garota de Rosa Shocking”,</em> que me lembrou do maluco <em>Ferris</em><em> </em>Bueller em <em>“Curtindo a Vida Adoidado”,</em> e que não tem nada a ver com <em>“Bete Balanço”,</em> que reprisou não-sei-onde-não-sei-como.</p>
<p><em>“Bete Balanço”</em> foi um dos primeiros filmes dirigidos especialmente à juventude brasileira e tratava da tríade maldita sexo, drogas e rock’n roll, além de uma cena lésbica entre os personagens de Maria Zilda e Débora Bloch. Podemos afirmar que é nossa versão <em>brazuca</em> de <em>“Flashdance”</em> (1983).</p>
<p>Até aí nada demais, irão dizer muitas de vocês que nasceram bem depois, mas para quem viveu aquele período foi bem diferente.</p>
<p>Naquele ano, 1984, Débora Bloch (bem antes da plástica no nariz), virou musa do verão brasileiro, no ano seguinte o Rock in Rio iria sacudir o Brasil e respirávamos sob os auspícios da abertura política e do movimento <em>“Diretas Já”</em>.</p>
<p>Por outro lado, acho que se existiu uma década brega, essa década foi a de 80 com suas saias <em>balonês</em>, calças de cintura alta, ombreiras enormes, cores berrantes e outros que tais. Ao ler os créditos do filme, apareceu alguma coisa do tipo <em>“Débora Bloch veste Dimpus”</em>. Bem, a Dimpus, era aquele tipo de marca que todo mundo queria ter, eu mesma tive um tênis, a loja ficava na Rua Oscar Freire, se não me engano.</p>
<p>Quanto à cena paulistana era aquela coisa totalmente underground e vanguardista. Frequentei o Lira Paulistana, Madame Satã, Café Bexiga e a Sessão Maldita, entre outros locais. Claro que fui a lugares de <em>“patricinha” </em>tipo Rose Bom Bom, Radar Tantan, etc. Mas meu negócio mesmo era a marginalidade. Assistíamos aos filmes de Jim Jarmusch (alguém lembra dele?), não entendíamos nada e achávamos o máximo.</p>
<p>Também tive a sorte (em alguns casos azar) de ver nascer a cena musical que compôs o rock brasileiro da década e que influenciaria, de uma maneira ou de outra, as décadas seguintes: Blitz, Paralamas, Kid Abelha, RPM (fui à um show deles com a Múmia, dá pra acreditar?), Legião Urbana, Barão Vermelho, Titãs, Lobão e seus Ronaldos, entre outros, além de assistir a alguns shows internacionais como o do The Cure, em São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera.</p>
<p>Na década de 80 reprovei duas vezes o colegial, fui punk, new romantic, new wave e por último gótica. Movimentos totalmente díspares entre si, mas era necessário ser algo, fazer algo. Até que finalmente me <em>“encaixei”</em> naquela coisa mais maldita, urbana. Li muito livros e assisti a muitos filmes que fizeram e fazem minha cabeça até hoje.</p>
<p>Havia também uma grande esperança. Fiz parte de uma geração que acreditou na política, no amor e na justiça. Parece bem piegas, mas saíamos de décadas de ditadura militar. Lembro dos conselhos de minha mãe para nunca discutir política porque era perigoso. Absurdo, não? Mas era real. Também não havia aquela paranoia com relação à AIDS, uma doença até então bem desconhecida.</p>
<p>Devo confessar que bateu a maior saudade. Saudade das músicas, shows, casas noturnas que frequentei, jogos, enfim… Mas valeu viver tudo aquilo. Foi bom enquanto durou. E fica a máxima de Cazuza: <em>“quem vem com tudo não dança…”</em>.</p>
<p>Beijo a todas.</p>
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		<title>Se Joga: Um Dia Abençoado!</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Oct 2010 22:49:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kriz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De volta ao Brasil e morrendo de saudade! Viajar é muito bom, mas nada como a terrinha da gente. Ao adentrar a sala de desembarque no aeroporto de Guarulhos tive certeza absoluta de estar no Brasil. Se o inferno for parecido com algo, então ele é semelhante ao Aeroporto de Cumbica. Os maus momentos da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/10/chamada_diabencoado.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>De volta ao Brasil e morrendo de saudade! Viajar é muito bom, mas nada como a terrinha da gente. Ao adentrar a sala de desembarque no aeroporto de Guarulhos tive certeza absoluta de estar no Brasil. Se o inferno for parecido com algo, então ele é semelhante ao Aeroporto de Cumbica.</p>
<p>Os maus momentos da chegada recordaram um dia (in)comum a caminho do trabalho:</p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Oração da Manhã</strong></span></p>
<p>Ó Deus conceda-me <strong>PACIÊNCIA</strong> porque estou na <strong>TPM</strong> e sinceramente quero amar a todos os meus semelhantes como o Senhor me ama. Amém.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Humor: otimista.</strong></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Tempo</strong></span></p>
<p>Molhado. Só chove em São Paulo. E eu como sempre estou atrasada. Meu guarda-chuva quebrou e as varetas ficaram <em>meia-boca</em>.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Humor: razoável.</strong></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Táxi</strong></span></p>
<p>O taxista xingou todos os motoristas e pedestres de <em>“mineiros”</em>. Não entendi. Além do que, ele possuía unhas dignas do Zé do Caixão. Aquilo foi me irritando de uma tal maneira que ao final da corrida disse a ele que era mineira.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Humor: instável.</strong></span></p>
<p><strong><span style="color: #000080;">Trabalh</span><span style="color: #000080;">o</span></strong></p>
<p>Usuário: meu micro não liga.</p>
<p>Me desloco do 11º andar para o 12º pela escada de incêndio, tropeço e fico de quatro nas escadas. Atrás de mim tem uma faxineira doida pra dar risada. Mas não dá. Mas sei que deu. Diagnóstico da máquina? O usuário esqueceu de ligar o micro na tomada.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Humor: irritadiço.</strong></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Hora do Almoço no Banco</strong></span></p>
<p><em>“Atropelada”</em> por um ser octogenário em plena fila bancária. Chegará o dia em que entraremos em um banco com várias filas divididas por categorias: idosos, idosos doentes, idosos realmente idosos, gays &amp; lésbicas, portadores de deficiências, portadores de armas, autossuficientes, carecas, negros, brancos, eu tenho messenger e você não tem, tupis-guaranis e “normais”.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Humor: levemente estressado.</strong></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Ida à Ginecologista</strong></span></p>
<p>– Quando foi a última menstruação?</p>
<p>– Possui parceiro fixo? Casada? Tem filhos?</p>
<p>– Mantém relações sexuais com frequência?</p>
<p>– Usa anticoncepcional, DIU, camisinha, etc.?</p>
<p>– Sou gay.</p>
<p>Silêncio constrangedor. A médica está pensando o que irá dizer. Respira fundo e recomeça <strong>TODAS</strong> as perguntas!!!</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Humor: absolutamente estressado.</strong></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Fim de Expediente: Metrô</strong></span></p>
<p>– Cença moça!!!! Cença!!!!</p>
<p>Estou espremida no vagão do metrô no horário de pico e uma <em>“entidade”</em> pede licença pra passar. Detalhe: estou com fones de ouvido.</p>
<p>– Fia, cença!!!! Ai… Vou descer… Desce moçu… Ai, minha nossa sinhora… Ai, meu Jisús…</p>
<p>Me jogo em cima de um rapaz… Aliás, embaixo do braço dele. Que dia!!!</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Humor: azedo!!!!!!!!</strong></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Jantar</strong></span></p>
<p>O que tem pra comer?</p>
<p>Macarrão a bolonhesa.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Humor: m@#$%*&amp;</strong></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Oração da Noite</strong></span></p>
<p>Senhor, obrigada pelo meu dia, pois foi muito bom. Excelente. Ameeeeeeei o dia de hoje. Tudo de bom. Senti tudo tão intensamente que chego a ficar muda em minha oração. Muda de tanta gratidão. Sinto o amor invadir minhas entranhas. Te agradeço por tudo. Até pela comida nossa de cada dia porque tem tanta gente que não tem o que comer. Mas te peço, Senhor para que o meu dia de amanhã – não que esteja reclamando deste – seja mais leve, porque sou apenas uma funcionária pública, estou na zona de risco de infarto, tomei um pé na bunda, sou fumante, com tendência ao alcoolismo, pobre e gay. Se eu fiz algo para merecer isso – não que esteja reclamando – amanhã encho a cestinha de Santo Antonio de pãezinhos. R$ 20,00 em pãezinhos, mas meu Deus, me poupe e economize. Amém.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Humor: esperançoso.</strong></span></p>
<p>Hoje não sou mais fumante, esqueci o pé na bunda, parei de beber e vivo feliz com meu amor, mas nada é capaz de apagar um dia imperfeito. Ou é?</p>
<p>Beijos, meninas, e um ótimo final de semana a todas!</p>
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		<title>Se Joga: Mudando de Profissão</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 00:49:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kriz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já pensou em mudar de profissão? Pois é… Ultimamente tenho considerado seriamente esta hipótese. Estou literalmente estressada. Para que todos entendam: sou administradora de rede. Porém, nos últimos tempos, como todo bom funcionário público estadual, tornei-me um “Severino Quebra-Galho”, ou seja, atendo quase todos os chamados que “pintam” na área: desde disquete preso na unidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/09/chamada_profissao.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>Já pensou em mudar de profissão? Pois é… Ultimamente tenho considerado seriamente esta hipótese. Estou literalmente estressada. Para que todos entendam: sou administradora de rede.</p>
<p>Porém, nos últimos tempos, como todo bom funcionário público estadual, tornei-me um <em>“Severino Quebra-Galho”</em>, ou seja, atendo quase todos os chamados que <em>“pintam”</em> na área: desde disquete preso na unidade até impressora que não imprime, mouse que não clica, blá, blá, blá. A coisa mais corriqueira é me encontrar na posição de <em>“4</em><em>”</em>, bundão pra cima, embaixo de mesa de secretária arrumando algum fio ou cabo de rede.</p>
<p>Outro dia estava chegando, vejam bem, chegando ao meu local de trabalho, ou seja, nem tinha chegado ainda, quando sou abordada por um ser alienígena que trabalha no 13<sup>o</sup> andar. Por favor, notem a situação: eu de óculos escuros (para não correr o risco de ser reconhecida), de fone de ouvido (para ninguém sequer me cumprimentar), andando de cabeça baixa (para ninguém me encarar).</p>
<p><strong>ELE ME PAROU NO MEIO DA RUA!!!!!</strong> E me pediu para dar uma <em>“olhadinha”</em> no micro dele. Senhor!!! Será que é demais esperar das pessoas um certo senso de <em>“conveniência”</em>??? Outro dia me escondi na escada de incêndio. Existem ocasiões em que finjo não escutar meu nome. E depois, como lidar com as questões abaixo sem estressar?</p>
<p><strong>1. </strong>Meu micro não liga.</p>
<p>Resposta: É só enfiar o plug na tomada fofo. Na tomada, tá? Não confunde…</p>
<p><strong>2. </strong>Como eu justifico um parágrafo no Word?</p>
<p>Resposta: Vai fazer um cursinho no SOS Computadores, camarada.</p>
<p><strong>3. </strong>A barra de ferramentas do Excel sumiu, mas não fui eu que mexi.</p>
<p>Resposta: Foi o Freddy Krueger. Tenho certeza absoluta.</p>
<p><strong>4. </strong>Quanto você cobra para dar aulas?</p>
<p>Resposta: Aposentadoria integral.</p>
<p><strong>5. </strong>Porque eu não tenho <em>messenger</em>?</p>
<p>Resposta: Porque isso é um local de trabalho e supomos que somos funcionários públicos a serviço do Estado e que nosso salário é pago pelos cidadãos. Fui clara?</p>
<p><strong>6. </strong>Esqueci minha senha.</p>
<p>Resposta: Você sabe qual o nome da sua mãe?</p>
<p>Portanto, agora vou vender produtos eróticos pra meninada se divertir: vibradores, consolos, roupinhas <em>sadomasô</em>, bonecas infláveis, lubrificantes com sabor e outros que tais. Minha estratégia de venda: vou fazer uma reuniãozinha com a mulherada, tipo reunião da <em>“tupperware”</em> com direito a comes e bebes.</p>
<p>Após uma breve apresentação demonstrarei todos os produtos com uma modelo sueca especialmente contratada para esse fim. Ao final, responderei perguntas e depois pegarei as <em>“encomendas”</em>. A cada encontro haverá o sorteio de um brinde. Mas atenção! Não aceitarei devolução de mercadorias.</p>
<p>Meu slogan será: <em>“servindo com prazer para servir sempre”</em>.</p>
<p>Será que rola? Não custa tentar.</p>
<p>Beijos em seus corações!</p>
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		<title>Se Joga: Confissões De Adolescente</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Sep 2010 23:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kriz</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Se Joga]]></category>

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		<description><![CDATA[Se Joga no brilho o 1º Encontro ABCLes. Parabéns para as autora, leitoras e para nossa querida editora-chefe-boss-escritora-lançadora Danieli Hautequest. Se Joga na privada as palhaçadas eleitorais do nosso país. Vão tudo se f&#38;¨%#*&#38;, bando de urubus. Dia desses, sentada à mesa do escritório, rememorei uma historinha digna da coluna. Uma situação que vivi há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/09/confissoes_chamada.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p><strong>Se Joga no brilho</strong> o 1º Encontro ABCLes. Parabéns para as autora, leitoras e para nossa querida editora-chefe-boss-escritora-lançadora Danieli <cite>Hautequest.</cite></p>
<p><cite><strong>Se Joga na privada</strong></cite><cite> as palhaçadas eleitorais do nosso país. Vão tudo se f&amp;¨%#*&amp;, bando de urubus.</cite></p>
<p>Dia desses, sentada à mesa do escritório, rememorei uma historinha digna da coluna. Uma situação que vivi há alguns anos, mas que me marcou de maneira indelével.</p>
<p>Vítima de recente pé na bunda, lá pelos idos de 2007, apeguei-me a tudo que é santo, garrafa, droga e tarja preta que visse à minha frente. Passados os primeiros meses de desespero, entrei em uma fase mística muito louca. Primeiramente foram <em>“transes alucinógenos católicos”</em>. Achava que tudo era castigo e culpa. Depois comecei a considerar que para tudo e todos &#8212; inclusive <em>euzinha</em> &#8212; havia salvação, e iniciei minha busca pela redenção, busca esta que culminou em um confessionário e um padre:</p>
<p>Novembro de 2007. Confessionário da Igreja da Consolação. Tudo muito escuro.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/09/confissoes_2.jpg" alt="" width="262" height="287" />&#8211; Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Que o Senhor esteja em teu coração para que arrependida confesse os teus pecados.</p>
<p>&#8211; Então padre&#8230; Eu fumo, bebo muito e também sinto muito ódio. Um ódio e desejo de vingança que me consomem. Sinto ódio desde que acordo até a hora de dormir&#8230;</p>
<p>&#8211; E contra quem, minha filha?</p>
<p>Silêncio. Abaixo a cabeça arrependida, não pelos meus pecados, mas por ter ido confessá-los.</p>
<p>&#8211; Então, minha filha?</p>
<p>&#8211; Precisa falar mesmo, padre?</p>
<p>&#8211; Filha, preciso saber as circunstâncias do ato.</p>
<p>Ah! Se ele soubesse quantos <em>“atos”</em> e <em>“circunstâncias”</em> existiram, ele me poria para correr em minutos.</p>
<p>&#8211; Minha ex-namorada&#8230;</p>
<p>&#8211; Namorado?</p>
<p>&#8211; Não, padre&#8230; Namorada&#8230;</p>
<p>&#8211; Hã?</p>
<p>&#8211; Namorada, padre. Namorada!</p>
<p>&#8211; Sei filha! Mas isso é um pecado muito grave!</p>
<p>O senhor não faz ideia como&#8230;</p>
<p>&#8211; Pois é, padre&#8230; Pode até ser, mas eu não acredito que seja. E o outro?</p>
<p>&#8211; O outro o quê, filha?</p>
<p>&#8211; O outro pecado&#8230;</p>
<p>&#8211; Filha, antes, vamos falar desse&#8230;</p>
<p>&#8211; Padre, o negócio é o seguinte: estou deprimida e não vim confessar que sou lésbica. Por favor, quero paz em meu coração, além do que, ódio dá câncer.</p>
<p>&#8211; Filha, assim você está condenada.</p>
<p>&#8211; A morrer de câncer?</p>
<p>&#8211; Não, filha. Ao inferno.</p>
<p>Disso não tenho dúvidas&#8230; Ao menos no momento&#8230;</p>
<p>&#8211; Padre, estou certa de que tenho tendências suicidas e se o senhor não me ajudar, o que irei fazer?</p>
<p>&#8211; Filha, sua situação está cada vez pior: bebe, fuma, tem ódio e desejo de vingança, e é lésbica e suicida&#8230;</p>
<p>&#8211; Nada disso padre&#8230; Sou suicida passiva&#8230;</p>
<p>Cara de espanto.</p>
<p>&#8211; Padre: escuta! Suicida! Suicida passiva! Tenho só vontade de morrer. Não sou ativa. Digo, suicida ativa&#8230;</p>
<p>&#8211; E por que o ódio, filha?</p>
<p><img class="alignleft" src="../wp-content/uploads/2010/09/confissoes_1.jpg" alt="" width="282" height="158" />– Ela me traiu, padre! Pior do que Judas, porque pelo menos Jesus sabia que ia ser traído. E eu? Foram nove meses para que eu descobrisse, senão mais!</p>
<p>Resumindo: minha confissão íntima valeu a prestação de serviços comunitários ao Senhor, vinte Aves Marias e trinta Padres-nossos. Tudo isso em desagravo por tantos pecados cometidos contra a carne. Oh! Sim! E um sermão longuíssimo sobre as santas virtudes.</p>
<p>Mas na boa? Pelo menos pequei com convicção e dignidade, pois seguindo a ideia das cinco fases (<em>negação</em>, revolta, barganha, depressão e aceitação), surge, como não podia deixar de ser o ódio. Não apenas a <em>“raivinha”</em>, mas o ódio crescente acompanhado do mais puro desejo de vingança.</p>
<p>Por que de que adiantaria o ódio sozinho? De nada, caros amigos. Nada! Assim como o amor, o ódio sempre vem carregado de desejos, os mais cruéis e mesquinhos. E aí temos a sua irmã vingança.</p>
<p>Envergonhar-me? Não, nem um pouco. Mas, por via de dúvida, vai que morro de uma hora pra outra&#8230; Melhor confessar-se.</p>
<p>Um beijo enorme em seus coraçõezinhos!</p>
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		<title>Se Joga: Manual de Atitudes Politicamente (In)Corretas para Sapatões Desencontradas</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 01:37:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kriz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
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		<description><![CDATA[Se Joga dentro da minha boca essas deliciosas gotas de leite de Avaré. Cara, isso é muito bom! Se Joga no lixo a “bachabaze”, tradicional dança afegã que serve de pretexto para marmanjos abusarem sexualmente de menores de idade. Conselhos úteis para quem quer se dar bem na vida: 1. Ao dormir com alguém, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/09/manual_chamada.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p><strong><em>Se Joga dentro da minha boca</em></strong> essas deliciosas gotas de leite de Avaré. Cara, isso é muito bom!</p>
<p><strong><em>Se Joga no lixo a “</em></strong><em><strong>bachabaze”</strong></em><em>, tradicional dança afegã que serve de pretexto para marmanjos abusarem sexualmente de menores de idade.</em><em> </em></p>
<p>Conselhos úteis para quem quer se dar bem na vida:</p>
<p><strong>1. </strong>Ao dormir com alguém, por favor, <strong>FAÇA AS UNHAS</strong>!!! Ninguém gosta de levar o Zé do Caixão para a cama.</p>
<p><strong>2. </strong>Nunca, mas nunca mesmo toque no nome de sua falecida ao lado de sua atual-futura-amante-marida. Nãããããoooooooooooo!!!!!!!!</p>
<p><strong>3. </strong>Enquanto não namora, aproveite o tempo livre para treinar. Isso mesmo: beije o espelho, a palma da sua mão, a bochecha do seu irmão, pratique autoajuda sexual todas as noites. Só assim você ficará <em>“craque”</em> nos segredos do amor e do sexo!</p>
<p><strong>4. </strong>Paquere sempre, quando e onde puder. Tá com alguém? Não? Então divirta-se!</p>
<p><strong>5. </strong>Sexo casual? <em>Why not?</em> Rola um preconceito tremendo. Claro que você não vai sair por aí dando pra todo mundo, mas <em>please</em>, meu amor! De vez em quando é bom tirar as teias de aranha…</p>
<p><strong>6. </strong>Beba moderamente para se sair bem e impressionar. Caso isto ainda não funcione e a noite estiver perdida, encha a cara mesmo! Só deixe para vomitar em casa, OK?</p>
<p><strong>7. </strong>Nunca procure a mulher ideal porque ela <strong>NÃO EXISTE</strong>! Ela é uma fantasia, um delírio, um surto, um pensamento fixo que o sexo feminino insiste em agarrarrrrrrr com todos os dentes…</p>
<p><strong><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/09/manual_1.jpg" alt="" width="289" height="288" />8. </strong>Tá me achando muito impiedosa, machista, politicamente incorreta? Então, vai ler outra coluna…Continuando…</p>
<p><strong>9. </strong>Nunca, nunca, nunca dê presentes caros logo de cara. Espera um pouquinho, vê qual que é antes… Sinta a <em>“figura”</em>, senão mais tarde você vai sentir seu bolso latejando horroressssssssssssss…</p>
<p><strong>10. </strong>Peça ajuda às pessoas certas. Quem são? Com certeza não são os seus amigos. São aquelas pessoas que te dão coragem para você fazer exatamente aquilo que elas jamais fariam. Lembre-se: faça o que eu faço, não faça o que eu digo… Ou seria o contrário?</p>
<p><strong>11. </strong>Quando entrar numa briga, companheira, entre para ganhar. Dê unhadas, arranhões, puxões de cabelo, mas <strong>GANHE</strong>! Quem foi o trouxa que disse que o que importa é competir?</p>
<p><strong>12. </strong>Se seu pai ou sua mãe perguntarem se você gosta de mulher. Ora… Diga aos pobrezinhos que sim, você adora uma <em>“menina”</em>. Nessas horas, poupar é a pior solução porque mais tarde eles vão voltar ao assunto, tenha certeza disso!</p>
<p><strong>13. </strong>Preencha sua cabeça com pensamentos positivos. Leia <em>“O Segredo”</em>, vá à encruzilhada, faça macumba, queime uma vela de sete dias…</p>
<p><strong>14. </strong>De vez em quando exerça seu lado <em>“canalha”</em>. Isto faz bem, especialmente para o ego. Todas nós temos um lado <em>“Shane”</em>!</p>
<p><strong>15. </strong>Se tudo mais der errado recorra à Santa Joana D’Arc do fundo de sua alma. Deus é Pai, meu bem! Não é padrasto!</p>
<p>Bem, estas foram algumas dicas úteis! Muita coisa pode ser engraçada, muita coisa é piada, mas… Toda brincadeira tem um fundo de verdade, não é mesmo?</p>
<p>Beijo a todas!</p>
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		<title>Se Joga: Tem E-Mail Pra Você</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 01:18:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kriz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Se Joga em um buraco negro infinito os jogos sujos desta eleição. Merda pura! Se Joga na luz do sol as cidades de São Francisco e Los Angeles. Em breve estarei curtindo a luminosidade das praias californianas. À coluna. E você leitora? O que está fazendo aí? Atire a primeira pedra quem nunca acessou chats, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black;" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/09/email_chamada.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p><strong><em>Se Joga em um buraco negro infinito</em></strong> os jogos sujos desta eleição. Merda pura!</p>
<p><strong><em>Se Joga na luz do sol</em></strong> as cidades de São Francisco e Los Angeles. Em breve estarei curtindo a luminosidade das praias californianas.</p>
<p>À coluna. E você leitora? O que está fazendo aí? Atire a primeira pedra quem nunca acessou chats, twitter, sites de relacionamento e outras tranqueiras. É mais ou menos como a música da Blitz (ops, como sou velha):</p>
<p>“Sabe essas noites<br />
Que você sai caminhando sozinho<br />
De madrugada, com a mão no bolso na rua<br />
E você fica pensando naquela menina<br />
Você fica torcendo e querendo<br />
Que ela estivesse na sua”.</p>
<p>Sim, mas nem sempre – diria a maioria das vezes – aquela <em>“mina”</em> não está na sua, então o que fazer? Chorar, assistir <em>“Zorra Total”</em>, encher a cara no boteco? Não! Surfar na Internet e descolar alguém bacana. Conheço várias pessoas que passam por esse ritual vezes sem conta: ligar o micro, acessar as salas, criar uma descrição convincente, blá, blá, blá.</p>
<p>Vamos imaginar como funciona a cabeça de uma internauta ávida por novas aventuras. Para isso me disfarcei de garota solteira e fui à caça. Vamos ao relato:</p>
<p>Sento-me à frente do notebook: <em>“it’s show time!”</em> Vejamos o que a Internet reserva nesta noite solitária. E-mail: nada de interessante. Notícias: nada de interessante. Salas de bate-papo: nada de interessante. Hummm&#8230; Achei! Finalmente algo que chamou minha atenção. Em um grande portal GLBT observo uma coluna com vários perfis: um site de relacionamentos. Pessoas que desejam encontrar pessoas. Sempre tive uma enorme curiosidade, mas nunca o tempo necessário para me entreter com isso. Entro.</p>
<p>Vários perfis, fotos e descrições saltam-me aos olhos. De repente pode até rolar um lance legal. Vamos tentar. Como isso funciona? Filtro minha busca. Sexo: feminino. Estado: São Paulo. Cidade: São Paulo. Idade? Todas. Começa a caçada virtual:</p>
<h4><strong> <img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/09/email_1.jpg" alt="" width="253" height="243" />Mulher, 28, solteira, SP/SP</strong></h4>
<p><strong>Foto:</strong> sem foto.</p>
<p><strong>Chamada:</strong> <em>“Bonita, romântica e sincera”</em>.</p>
<p><strong>Perfil:</strong> sem perfil.</p>
<p>Zero. Ela não escreveu nada. Assim fica difícil. E sem foto? Próxima:</p>
<h4><strong> Mulher, 16, solteira, SP/SP</strong></h4>
<p><strong>Foto:</strong> morena, magra, bonita, estilo <em>“menininho”</em>.</p>
<p><strong>Chamada:</strong> <em>“Aventureira e divertida”</em>.</p>
<p><strong>Perfil:</strong> “Uhuuuu<em>!!! Curto esportes radicais. Adoro shows de rock”</em>.</p>
<p>Tudo bem que não me importo com idade, mas 16 é quase uma ninfeta. Pelo menos na minha época era. Não rola. Próxima:</p>
<h4><strong>Mulher, 43, casada, SP/SP</strong></h4>
<p><strong>Foto:</strong> morena siliconada, queimada de sol, calça branca de cintura baixa, marquinhas de biquíni, <em>“tattoo”</em> na região dos seios.</p>
<p><strong>Chamada:</strong> <em>“Quero você!”</em>.</p>
<p><strong>Perfil:</strong> <em>“Procuro você, mulher ativa e descolada para curtirmos momentos de prazer intenso. Quem sabe a três: eu, você e meu gato. Sigilo absoluto”</em>.</p>
<p>A mulher é um pouquinho vulgar. Próxima:</p>
<h4><strong> Mulher, 26, solteira, SP/SP</strong></h4>
<p><strong>Foto:</strong> loira, cabelos longos, magra.</p>
<p><strong>Chamada:</strong> <em>“Me conheça”</em>.</p>
<p><strong>Perfil:</strong> <em>“Não tenho o que falar de mim mesma. Se quiser saber quem sou me conheça”</em>.</p>
<p>Credo! Tenho altas desconfianças com pessoas que não falam de si mesmas com o mínimo de clareza. Próxima:</p>
<h4><strong> Mulher, 35, solteira, SP/SP</strong></h4>
<p><strong>Foto:</strong> cabelos castanhos, corte da moda, esguia, feminina, uma <em>“tattoo”</em> tribal no braço, veste a santíssima trindade da moda: jeans, <em>“t-shirt”</em> e tênis All Star.</p>
<p><strong>Chamada: </strong><em>“Sincera, bonita e inteligente”</em>.</p>
<p><strong>Perfil:</strong> <em>“Estou à procura de uma mulher sincera, carinhosa, fiel e culta. Sou inteligente, divertida e espirituosa. Adoro artes plásticas, cinema, teatro, exposições e literatura. Estilo musical: clássica, jazz, pop, rock, samba de raiz e MPB. Dispenso aventureiras</em>”.</p>
<p>Finalmente um perfil interessante. Quer dizer, desde que seja verdadeiro. Na Internet as pessoas mentem tanto que fica difícil saber onde termina a realidade e começa a ficção. É tudo <em>“Matrix”</em>. Será que devo entrar em contato? Morro de vergonha dessas coisas. E se meus amigos souberem? Parece atestado de incompetência procurar alguém dessa maneira&#8230; Racionalmente sei que não é bem isso, mas também tenho meus preconceitos&#8230;</p>
<p>Vou me cadastrar e enviar uma mensagem. O que custa? Vamos lá&#8230; Nome, e-mail válido, dados cadastrais, enfim&#8230; Até aqui, OK. Celular? Melhor não. Vai que alguma louca fica me ligando, aí não rola. Chego à parte mais delicada do processo: o perfil em si. Começo a preencher o formulário:</p>
<p><strong>Apelido:</strong> Kriz</p>
<p><strong>Idade:</strong> 43 anos</p>
<p><strong>Peso:</strong> 50 quilos (mentirinha leveeeeeeeeeeeee)</p>
<p><strong>Altura:</strong></p>
<p>Ai, ai. Tenho 1,58m de altura, mas gostaria de ser mais alta. Se existe uma coisa que me estressa é isso. E agora? Bem, se jogar uns <em>“centímetros”</em> a mais não irá fazer diferença. Afinal, o que são alguns <em>“centímetros”</em> a mais? Continuando&#8230;</p>
<p><strong>Altura:</strong> 1,70m</p>
<p>Melhor não. Quando marcar algum encontro vai dar na cara que tenho muito menos. Tem que ser uma medida menos exagerada.</p>
<p><strong>Altura:</strong> 1,68m</p>
<p>Agora está melhor. Uma altura bem próxima à que tenho na realidade.</p>
<p><strong>Cabelos:</strong> castanhos escuros e curtos</p>
<p><strong>Olhos:</strong> castanhos escuros</p>
<p><strong>Pele:</strong> branca</p>
<p>Pronto. A descrição terminou, agora entro no território psicológico propriamente dito:</p>
<p><strong>Chamada:</strong> Inteligente, sincera, fiel e sensível.</p>
<p>Não. Melhor não. Quer dizer, é tudo verdade, mas vou colocar que sou bonita, porque senão como vou vender meu <em>“peixe”</em>? E esse negócio de ser <em>“inteligente”</em> sem beleza soa meio <em>“nerd”</em>.</p>
<p><strong>Chamada:</strong> Bonita, inteligente, sincera, fiel e sensível.</p>
<p><strong>Descrição:</strong></p>
<p>Que falta de inspiração! O que posso colocar? Já sei. Vou copiar alguma descrição e dou uma <em>“arranjadinha”</em> pra combinar com meu estilo. É isso!</p>
<p><strong>Descrição: </strong>“Estou à procura de uma mulher sincera, carinhosa, fiel e culta. Sou inteligente, divertida e espirituosa. Adoro artes plásticas, cinema, teatro, exposições e literatura. Estilo musical: clássica, jazz, pop, rock, samba de raiz e MPB. Dispenso aventureiras.”</p>
<p>Gostei! Uma excelente descrição. Quer saber a real? Vou deixar assim mesmo. Essa sou eu sem tirar nem por, afinal quem vai sacar que copiei esse texto?</p>
<p><strong><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/09/email_2.jpg" alt="" width="312" height="230" />Como você é sexualmente?</strong></p>
<p>Como eu sou sexualmente? Normal, ora. Como eu seria? Esses sites perguntam cada coisa. Mas tenho que responder. Vou colocar que sou <em>“ativa”</em>. <em>“Ativa”</em> de <em>“pegada” </em>forte. Tudo bem que tem ocasiões em que adoro é <em>“dar”</em> mesmo, com direito a gemidos e bracinhos pro alto ao estilo <em>“São Sebastião”</em> e de preferência a noite inteira. Sabe quando você começa seu dia querendo dar?</p>
<p><strong>Como você é sexualmente?</strong></p>
<p>Sou 100% ativa, sexualmente agressiva na cama e prefiro tomar a iniciativa.</p>
<p>Pronto. Tá valendo. Vai isso mesmo.</p>
<p><strong>Procuro:</strong></p>
<p>Procuro mais <em>refri</em> na geladeira. Voltando&#8230;</p>
<p><strong>Procuro:</strong> Uma mulher carinhosa, sensível, culta, sincera e que seja fiel. Gosto de mulheres femininas.</p>
<p>Vou deixar a palavra <em>“fiel”</em> em maiúscula, negritada e na cor vermelha. Para bom entendedor, meia palavra basta.</p>
<p><strong>Procuro:</strong> Uma mulher carinhosa, sensível, culta, sincera e que seja <span style="color: #ff0000;"><strong>FIEL</strong></span>. Gosto de mulheres femininas.</p>
<p>Quê mais?</p>
<p><strong>Foto:</strong></p>
<p>Coloco ou não? Minha mãe diz que foto é um perigo. As pessoas podem fazer macumba com ela. Morro de medo. E tem mais&#8230; E se meus amigos virem minha foto? Mas quem vai entrar nisso? Vou colocar uma foto em que estou de óculos. Procurando&#8230; Achei! Está com efeito gráfico e é em PB. Perfeita para o que se propõe! Além de ficar uma coisa meio artística, não dá para fazer macumba em cima porque, acredito eu, macumba rezada em cima de foto com filtro e distorção não surte efeito.</p>
<p>Findo o perfil, fico sentada à frente da tela brilhosa. Só isso? Nada muito diferente de um encontro às escuras. Aqueles em que você encontra com a fulana sem conhecê-la. Maior roubada! Apago todo o perfil e reconheço que existe muita maluca na rede, mas também existe muita garota legal. Desligo o notebook e deito-me ao lado do meu amor. Toco sua pele. Existe coisa melhor do que a <em>“sorte de um amor tranquilo”</em>? Não, nem de longe. Fico ali, abraçadinha com ela, pele com pele e durmo. E ali, no escuro do quarto, após essa breve experiência cibernética, desejo apenas que o instante dure infinito e que cada um no mundo encontre seu amor. Durmo e amanheço&#8230;</p>
<p>Um beijo no coração e muito amor para vocês!</p>
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		<title>Se Joga: Mulheres Anônimas</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 02:03:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kriz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<description><![CDATA[Se joga para a eternidade nosso querido Cazuza. Gente, que saudade desse cara que fez minha cabeça nos idos de 80 e 90. Precisamos de rebeldes. Quem se habilita? Se Joga do décimo nono andar os chamados “puxadores de voto”: Mulher Melão, Romário, Tiririca, Popó Freitas, o ex-BBB Kléber Bambam e o estilista Ronaldo Esper. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/08/anonimas_chamada.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p><strong>Se joga para a eternidade nosso querido Cazuza</strong>. Gente, que saudade desse cara que fez minha cabeça nos idos de 80 e 90. Precisamos de rebeldes. Quem se habilita?</p>
<p><strong>Se Joga do décimo nono andar os chamados “puxadores de voto”</strong>: Mulher Melão, Romário, Tiririca, Popó Freitas, o ex-BBB Kléber Bambam e o estilista Ronaldo Esper. What? Give me a break!</p>
<p>Vamos às <em>sapas</em> frias, ou seja, à coluna propriamente dita. Já tomou seu Tegretol? Porque hoje vamos falar de adicção amiguinhas. Isso mesmo: vícios, desbundes &amp; caralhadas.</p>
<p>Ao deparar-me com tantas desilusões amorosas e sexuais das colegas, resolvi ao final desta jornada, fundar o grupo <em>“Sapatas Anônimas”</em>. Para você que é lés, trans, gay, gosta de homem, mulher ou da Chita do Tarzan, este grupo existe para <strong>VOCÊ</strong>.</p>
<p><strong><em>“Sapatas Anônimas é uma irmandade de mulheres que compartilham suas experiências, forças e esperanças, a fim de resolver seu problema comum: desilusões amorosas e ajudar outras a se recuperarem do “over lesbian” que nos persegue dia-a-dia”.</em></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Imaginem apenas um <em>“pedacinho”</em> da reunião:</p>
<p>Sala cheia de fumaça de cigarro, pois grupo anônimo é anônimo, porque as pessoas não veem umas às outras devido à cortina de fumaçaaaaaaaaaaaa…….</p>
<p><strong>Eu:</strong> Declaro aberta mais uma reunião das <em>“Sapatas Anônimas”</em>. A palavra está aberta aos membros (hummm… Membros???) do grupo.</p>
<p><strong>Raquel:</strong> Meu nome é Raquel, e sou uma <em>sapata anônima</em> em recuperação…</p>
<p><strong>Grupo:</strong> Oiiiiiiiii, Raquel (todas animadíssimas porque estão em recuperação).</p>
<p><a title="gretchen.jpg" href="http://kriz.blog.br/wp-content/uploads/2007/12/gretchen.jpg"></a><strong>Raquel:</strong> Descobri há seis meses que estava mal: mal resolvida, mal comida, maltratada e maltrapilha, e resolvi buscar forças interiores para resolver os meus problemas. Foi aí que uma amiga minha <em>muuuuuiiiitooooooooooooo</em> íntima, convidou-me para uma reunião das <em>“Sapatas Anônimas”</em>.</p>
<p>Essa seria a mais normalzinha do grupo. Tem também as <em>“falantes”</em>. Aquelas que interrompem a pessoa no meio pra poder falar. Nem conseguem respirar de tanta aflição e ansiedade:</p>
<p><strong>Beatriz:</strong> Posso falar? Deixa eu falar?</p>
<p><strong><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/08/anonimas_1.jpg" alt="" width="280" height="183" />Eu:</strong> Na sua vez você fala…</p>
<p><strong>Beatriz:</strong> Não… É rapidinho… Posso falar?</p>
<p><strong>Eu:</strong> Caralho! Na sua vez você fala, companheira…</p>
<p>Outro personagem típico seria a <em>“viajandona”</em>. Essa leva as reuniões tão a sério que já dá um tapa no <em>“back”</em> antes de entrar na sala:</p>
<p><strong>Marina:</strong> Oiiiiiiiiiiiiiiiiiii…………E aíííííííííí? Tudo legal? Meu nome é Mariiiiinaaaaa…</p>
<p><strong>Grupo:</strong> Oiiiiiiiii, Marina (aqui é sempre igual).</p>
<p><strong>Marina:</strong> Sou uma adicta em recuperaçãooooooo…</p>
<p><strong>Eu:</strong> Aqui não é o NA nem o AA…</p>
<p><strong>Marina:</strong> Ihhhhhh, caraaaaaaa… Errei de Grupo de novo…</p>
<p>Pois é… Seria tuuuudoooooooooo de bom. O que não faltaria seriam pessoas bizarras: uma ajudando a outra, aí no final do ano rola um <em>“Sapatas Secretas”</em> ao invés de <em>“Amigo Secreto”,</em> que é muito careta. Muito salgadinho <em>“Fandango”</em> e guaraná <em>“Dolly”</em> com biscoito <em>“Dunga”</em> pra encher a pança. Na festinha, convidadas especiais relatam suas experiências.</p>
<p>Todos os problemas seriam discutidos: desde o desmatamento da Amazônia até o melhor tipo de depilação. Sexo??? Claro que seria debatido… Você é ativa, passiva ou <em>“total flex”</em>?</p>
<p>Portanto, estão todas convidadas para a 1ª Reunião. Inscrevam-se e receberão um convite nominal e perfumado via E.C.T., ok?</p>
<p>Beijo a todas!</p>
<p><strong>P.S.:</strong> Isso não passou de brincadeira. Meu profundo respeito, agradecimento, admiração e carinho aos Grupos e Irmandades Anônimas que já me ajudaram e ajudam na recuperação de milhares de pessoas no mundo inteiro.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Se Joga: Me Deixa Sua Louca!</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 01:59:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kriz</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Se Joga]]></category>

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		<description><![CDATA[Se Joguem no palco todas as lindas leitoras do abcLES. Obrigada por todo o apoio. Amo vocês. Se Joga no esquecimento as touradas. Sou totalmente contra essa carnificina egoísta e irracional. Coisa de pseudos-machos com pau pequeno. Só pode ser. Você já foi vítima de “perseguição”? Tipo alguma louca te infernizando, arranhando seu carro, dando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/08/louca_chamada.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p><strong><em>Se Joguem no palco</em></strong> todas as lindas leitoras do abcLES. Obrigada por todo o apoio. Amo vocês.</p>
<p><strong><em>Se Joga no esquecimento</em></strong> as touradas. Sou totalmente contra essa carnificina egoísta e irracional. Coisa de pseudos-machos com pau pequeno. Só pode ser.</p>
<p>Você já foi vítima de <em>“perseguição”</em>? Tipo alguma louca te infernizando, arranhando seu carro, dando escândalo na porta da sua casa? Pois bem, há algumas semanas, minha mulher recebeu um e-mail de uma desconhecida, uma cartinha onde <em>a dita cuja</em> revelava todas as traições da namorada, e, de quebra, colocava meu amor no meio da bagunça. Ou seja, a fulana entrou em modo de compatibilidade com sua raiva interior.</p>
<p>Depois de quase tudo esclarecido, rimos muito e me lembrei de um texto que havia escrito sobre a loucura e a raiva, afinal o ser humano lida muito mal com a rejeição. No texto procuro colocar em perspectiva alguns <em>“tipos”</em> de comportamentos irados que percebo em determinadas mulheres. Vamos a ele:</p>
<p><a title="Britney Spears" href="http://kriz.blog.br/wp-content/uploads/2007/10/britney-mad2.jpg"></a></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Britney Spears, A Louca:</strong></span> é o tipo que tenho mais medo, pois apresenta um quadro de comportamento bipolar. Imagine uma mulher careca, ensandecida, de moletom e vindo pra cima com um guarda-chuva verde! As mulheres Britney vão correr atrás de você em um acesso de fúria, vão dar escândalo na porta da sua casa, arranhar seu carro 0 Km, chorar, gritar e depois correrão novamente atrás de você, mas só para pedir perdão. São tão repetitivas em suas frases que parecem um eco ambulante. Nada faz sentido: uma hora ela te ama, outra hora ela te odeia, só que um dia desiste.</p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Frase Típica:</strong></span> <em>“Sua vagabunda-bunda-bunda-bunda…Eu te amo-mo-mo-mo… Vagabunda-bunda-bunda-bunda…”</em>.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/08/louca_2.jpg" alt="" width="289" height="289" />Glenn Close, A Exu:</strong></span> é a mãe e padroeira de todas as loucas. Sai com uma faca na mão, mata coelhinhos indefesos, inferniza sua vida, diz que vai se matar e persegue sua namorada até ela terminar. É do tipo louco que rasga dinheiro no meio da rua e come cocô. Vem disfarçada em embalagem <em>“soft”</em>, ou seja, cara de gente normal. Reze todos os dias para nenhuma atravessar sua vida porque ela vai fazer de tudo pra ter você de volta, mesmo que em uma camisa de força. Ao contrário do estilo Britney, esta nunca desiste.</p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Frase Típica:</strong> </span><em>“Se eu não tenho você, ninguém mais tem”</em>.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Jennifer Aniston, A Fina:</strong></span> faz que não é com ela. A <em>“galharada”</em> tá aflorando na cabeça, tá todo mundo comentando, apontando, mas ela só sabe encarar o povo com aquela cara <em>“blasé”</em> (efeito do Dormonid 15 Mg da noite anterior). Se acaba de chorar à noite, mas durante o dia e na frente dos outros não desce do salto. Não importa o que digam, para ela classe é classe. Ignora sua mal fadada história de amor como se nunca tivesse acontecido. Sua <em>“ex”</em> passa a ser uma espécie de mulher invisível.</p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Frase Típica:</strong></span> <em>“Brad??? Que Brad??? É de comer???”</em>.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Maria Quitéria, A Heróica:</strong></span> faz o estilo <em>“Grandes Personagens da Nossa História”</em>. Suas aventuras amorosas são verdadeiras guerras. Ela é digna, pobre, limpinha e sofrida. Tem certeza que não merecia todas as sacanagens que lhe aprontaram. É vitima e heroína ao mesmo tempo. Inconformada, irá vestir seu melhor terninho Armani, pegar seu bacamarte e dar três tiros na <em>“ex”</em>. Mais tarde alegará <em>“insanidade temporária”</em> no tribunal.</p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Frase Típica:</strong></span> <em>“Tudo que eu fiz foi por amor”</em>.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Miss M., A Bruxa:</strong></span> acredita que <em>“aqui se faz, aqui se paga”</em>, mas como tem pressa e não tá a fim de aguardar a justiça divina, se antecipa e corre para o primeiro terreiro indicado por um amigo gay. Sempre tem uma simpatia de bate pronto pra passar pras amigas. Os nomes de suas <em>“ex-namoradas”</em> vivem na boca de vários sapos cururus. Acredita em <em>saci-pererê</em> e jura por tudo que é mais sagrado que possui algum tipo de mediunidade e por isso está ligada metafisicamente a extraterrestres.</p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Frase Típica:</strong></span> <em>“Comigo ninguém pode, misinfiii!!!</em></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/08/louca_1.jpg" alt="" width="282" height="326" />Lindsay Lohan, A Menina Malvada:</strong></span> esta aqui é muito perigosa, pois compartilha absolutamente tudo com suas amigas. Elas se doem, choram e xingam até o dia em que todas se emputecem e resolvem te pegar de porrada em algum lugar. Ela só anda em grupo e isso fará com que você evite todo o circuito gay da cidade. Suas amigas, apesar de lindas e aparentemente civilizadas, são mentirosas, fofoqueiras, <em>“bagaceiras”</em> e bebem <em>“horrores”</em>. São totalmente sem noção. Se antes já te odiavam (claro, rola ciúmes da amiga, né?), imagina agora que vocês terminaram.</p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Frase Típica:</strong></span> <em>“Segura que eu bato”</em>.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Ursinha Puff, A Fofa:</strong></span> crê que a melhor saída para sua situação é ser <em>“amiguinha”</em> de sua <em>“ex”</em> e da atual namorada desta, afinal de contas somos todas civilizadas, não? Apesar de toda raiva, escuta as <em>“chorumelas”</em><em> </em>sentimentais da <em>“falecida”</em>, dá carona até o dentista e ainda por cima sai para jantar a três. Considera-se uma mulher analisada e bem resolvida. Mas cuidado: no fundo, no fundo, o tipo <em>Ursinho Pooh</em> deseja mais é ficar perto de sua amada e quem sabe um dia reconquistar seu <em>Tigrão</em>.</p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Frase Típica:</strong></span> <em>“Fala que eu te escuto”</em>.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Amy Winhouse, A Suicida:</strong> </span>bebe, cheira, fuma, não come e se recusa a ir para um centro de reabilitação. É uma Lindsay Lohan mais <em>“over”</em>. Sua melhor companhia é a garrafa e nem os amigos mais íntimos têm saco pra aturá-la. No fundo, no fundo, é uma mulher super carente e solitária. Irá ligar para você todos os dias ameaçando se matar e dizendo que esta é a última vez que vocês estão se falando. Adora mexer com seu sentimento de culpa. Possui sete versões de bilhetes suicidas, um para cada dia da semana.</p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Frase Típica:</strong></span><strong> </strong><em>“Se eu morrer a culpa é sua”</em>.</p>
<p>Beijos no coração (sem raiva) e até!</p>
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		<title>Se Joga: Meu Roteiro de Cinema</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 00:43:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kriz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Se Joga]]></category>

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		<description><![CDATA[Se Joga em um palco iluminado a maravilhosa obra teatral de Nelson Rodrigues. Se Joga no buraco negro o Irã e sua intolerância religiosa e política. A violência às mulheres e homossexuais é inaceitável. Free Sakineh Mohammadi Ashtiani. Vamos à coluna, minha gente. Se você está passando por um momento não muito agradável afetivamente, leia [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/08/cinema_chamada.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p><strong>Se Joga em um palco iluminado</strong> a maravilhosa obra teatral de Nelson Rodrigues.</p>
<p><strong>Se Joga no buraco negro</strong> o Irã e sua intolerância religiosa e política. A violência às mulheres e homossexuais é inaceitável. Free Sakineh Mohammadi Ashtiani.</p>
<p>Vamos à coluna, minha gente.</p>
<p>Se você está passando por um momento não muito agradável afetivamente, leia as frases abaixo. Elas fizeram parte de todo o meu roteiro de desilusão amorosa. Hoje as releio com prazer e emoção, tendo a plena convicção que já estou na fase <em>“Após A Tempestade Passar”</em>. Denominei este longo processo de <strong>PDPT</strong> (pré-durante-pós-término de relacionamento). Ela possui quatro fases distintas: <strong>Durante a crise</strong> (quando você descobre que foi feita de palhaça); <strong>Em um futuro bem próximo</strong> (o acerto de contas); <strong>Na balada</strong> (quando você começa a sair de casa) e <strong>Após a tempestade passar</strong> (quando tudo se acalma e sua vida volta ao normal).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Durante A Crise:</strong></span></p>
<p>Quando nos despedimos e desliguei o telefone na cara dela:</p>
<p>–  I’ll be back. (Arnold Schwarzenegger em <em>“O Exterminador do Futuro”</em>).</p>
<p><a title="E o vento levou…" href="http://kriz.blog.br/wp-content/uploads/2007/11/eovento.jpg"></a>Quando minha melhor amiga xingou a <em>“maluca” </em>pelo telefone:</p>
<p>– Que a força esteja com você. (Harrison Ford em <em>“Guerra nas Estrelas”</em>).</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/08/cinema_2.jpg" alt="" width="258" height="360" />Quando chorei feito uma louca:</p>
<p>– Apesar de tudo, amanhã será um novo dia. (Vivien Leigh em <em>“O Vento Levou…”</em>).</p>
<p>Quando me dei conta de que fui feita de idiota e resolvi tomar algumas providências:</p>
<p>– Ninguém coloca Baby para escanteio. (Patrick Swayze em <em>“Dirty Dancing”</em>).</p>
<p>Quando ela reclamou do cancelamento de uma viagem que faríamos juntas:</p>
<p>– Francamente, minha querida, eu não dou a mínima. (Clark Gable em <em>“O Vento Levou…”</em>).</p>
<p>Quando finalmente consegui cancelar a viagem:</p>
<p>– Eu sou o rei do mundo. (Leonardo DiCaprio em <em>“Titanic”</em>).</p>
<p>Quando ela deixou de cumprir seus compromissos financeiros comigo:</p>
<p>– Houston, we have a problem. (Tom Hanks em <em>“Apollo 13”</em>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Em Um Futuro Bem Próximo:</strong></span></p>
<p>Quando me chamar de Kriz ao telefone na hora de acertarmos as contas:</p>
<p>­– Kriz é o caralho! Agora meu nome é Zé Pequeno, porra! (Leandro Firmino em <em>“Cidade de Deus”</em>).</p>
<p>Quando eu cobrar sua dívida:</p>
<p>– Show me the money. (Cuba Gooding Jr. em <em>“Jerry Maguire – A Grande Virada”</em>).</p>
<p>Quando ela reclamar do montante e da forma de pagamento:</p>
<p>– Você está falando comigo? (Robert De Niro em <em>“Taxi Driver”</em>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Na Balada:</strong></span></p>
<p><a title="I see dead people!" href="http://kriz.blog.br/kriz.blog.br/archives/meu-roteiro-de-cinema/i-see-dead-people/"></a>Quando encontrar a <em>“falecida”</em> em algum lugar da cidade pela primeira vez:</p>
<p>– I see dead people. (Haley Joel Osment em <em>“O Sexto Sentido”</em>).</p>
<p>Quando topar com outra louca como ela:</p>
<p>– Run, Forrest, run. (Tom Hanks em <em>“Forrest Gump”</em>).</p>
<p>Quando passar minha primeira cantada:</p>
<p>– Eu farei uma oferta irrecusável. (Marlon Brandon em <em>“O Poderoso Chefão”</em>).</p>
<p>Quando fizer sexo pela primeira vez com alguém após dois meses e meio na seca:</p>
<p>– Deus é testemunha, jamais passarei fome novamente. (Vivien Leigh em <em>“O Vento Levou…”</em>).</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>Após A Tempestade Passar:</strong></span></p>
<p>Quando finalmente esquecer tudo isso:</p>
<p>– Abençoados os que esquecem, pois aproveitam o melhor dos seus equívocos. (<em>“Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”</em>).</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2010/08/cinema_1.jpg" alt="" width="342" height="227" />Quando olhar para ela e enxergá-la apenas como uma <em>“ameba”</em>:</p>
<p>– Medíocres de todo o mundo &#8211; do presente e do futuro &#8211; eu vos absolvo! (F. Murray Abraham em <em>“Amadeus”</em>).</p>
<p>Quando encontrar alguém muito especial e meditar sobre as ironias da vida:</p>
<p>– Mamãe sempre disse que a vida era como uma caixa de chocolates. Você nunca sabe o que vai encontrar. (Tom Hanks em <em>“Forrest Gump”</em>).</p>
<p>Se um dia ela ainda ousar falar comigo:</p>
<p>– The bitch is back. (Sigourney Weaver em <em>“Alien 3”</em>).</p>
<p>E você? Qual o seu roteiro de cinema? É só twittar para @sejoga_kriz</p>
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