A ciranda das opiniões: votos evangélicos x LGBTs

Fonte: http://bit.ly/dxORlq
Indicação de tópico: Érica. Verificação de conteúdo: Brunella França
O embate da contrariedade de alguns segmentos evangélicos aos direitos LBGTs. O que os candidatos disseram, desmentiram, voltaram atrás, tudo para ganhar seu voto. Mas… E depois?
Dilma Rousseff (PT): Favorável – Declarou várias vezes ser favorável à união civil entre pessoas do mesmo sexo. Entretanto recentemente, segundo a imprensa, fez acordos com lideranças evangélicas garantindo que deixará a cargo do legislativo o tratamento da questão. Também parece confundir-se, talvez propositalmente por tática, entre os conceitos de casamento civil e casamento religioso. Mas isso faz parecer que não está claro para a candidata o caráter laico do estado brasileiro. Por essa confusão, declarou-se contrária ao casamento gay e favorável à união civil. Também se disse a favor da adoção de crianças por casais homoafetivos.
Marina Silva (PV): Contrária - Mesmo que seu partido tenha como um de seus princípios programáticos a liberdade de orientação sexual, a candidata parece, por motivos religiosos, desconfortável com a questão. Integrante de uma das igrejas neopentecostais mais conservadoras do país, a Assembleia de Deus, Marina chegou no começo da campanha a esconder uma bandeira gay presenteada por um vereador de seu partido. Ainda dizia que era favorável ao reconhecimento jurídico dos casais homoafetivos, mas sem deixar claro como isso aconteceria. Posteriormente, parece ter assumido sua posição filosófica e declarou-se o casamento gay e a favor da união civil. Em seus muitos anos como senadora, ainda no PT, sempre alegou “objeção de consciência” para abster-se do debate e da votação de qualquer medida que tivesse relação com a comunidade LGBT e aborto. O problema aqui não parece ser o fato de a candidata ser evangélica, mas de ser uma evangélica candidata. Ela coloca, aparentemente, suas crenças pessoais acima da laicidade do Estado e do bem-estar dos cidadãos LGBTs. Há algumas semanas, como forma de não dar opinião, vem falando de plebiscito (é, isso mesmo, plebiscito!) para decidir a questão. Parece não saber que não se negocia com direitos humanos e sociais.
Jose Serra (PSDB): Contrário - Católico praticante, no começo da pré-campanha, o candidato prometeu em um evento evangélico em Santa Catarina que não aprovaria o casamento gay no Brasil. Logo em seguida, afirmou ser favorável à união civil entre pessoas do mesmo sexo, para em algumas semanas mudar de ideia e declarar-se contrário, afirmando que esta não seria uma questão relevante a ser regulada pelo de Estado. Serra afirmou: “É um assunto que Estado não entra, é problema das pessoas. Cada crença tem a sua orientação. Se uma igreja não quer casar, mesmo reconhecendo união civil, a igreja não pode ser obrigada a isso. Se duas pessoas querem viver juntas, ter herança, é problema delas, não é do Estado”. Ele tem se queixado sobre as perguntas da imprensa, cada vez mais frequentes, sobre o tema. Parece que o candidato desconhece ou não é sensível ao cenário de injustiças civis cometidas contra os casais homoafetivos (78 direitos negados no Brasil), assim como desconhece os números de casos de homofobia no país e o altíssimo número de assassinatos por ódio homofóbico. Como fica evidente em sua declaração ele confunde o que é casamento civil e casamento religioso, além de desconhecer o caráter laico do primeiro. Estranhamente, quando prefeito da cidade de São Paulo e governador, Serra não vetou projetos de lei aprovados pelos legislativos, assinando o decreto de algumas leis favoráveis à comunidade LGBT. Seu recente posicionamento contrário ao casamento gay parece estar associado a sua queda nas pesquisas e a sua consequente guinada para a direita, na tentativa de atrair a parcela do eleitorado brasileiro mais conservador. Aos poucos, seu partido, PSDB, parece assumir o espectro ideológico que anteriormente pertencia ao PFL, atual DEM. Ao afirmar que a questão LGBT “não é problema de Estado” o candidato parece desconhecer que o Estado tem como principal função garantir o bem-estar de todos os cidadãos!
Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) – Favorável – Mesmo sendo um fervoroso católico, parece ser o único candidato realmente consciente da importância do tema relacionado aos direitos LGBT, e do caráter laico do Estado Brasileiro. Em mais de uma ocasião, defendeu a União Civil. Recentemente começou a defender, talvez influenciado pelos argentinos, a instituição do Casamento entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. Defende, entretanto, de forma clara, a adoção de crianças por casais homossexuais.
Zé Maria (PSTU): Favorável – É único candidato que defende a instituição do Casamento Igualitário, assim como aquele instituído na vizinha Argentina. Entretanto o candidato não parece estar familiarizado ao debate das questões dos direitos LGBT confundindo orientação sexual por opção (sic) sexual. Parece que ele segue nesta área a orientação de seu partido.
Ivan Pinheiro (PCB): Favorável – Declarou-se favorável a instituição da União Civil.
José Maria Eymael (PSDC): Contrário – Não se pronunciou sobre a questão, mas pelas diretrizes de seu partido de fundamentos cristãos, deve optar pela oposição ao casamento gay.
Os demais candidatos à presidência da República, Rui Costa Pimenta (PCO) e Levy Fidélix, não se pronunciaram sobre a questão.












a verdade é…. fala-se muito somente para conseguir o q se quer!
como sabemos, infelizmente nada será feito. para a maioria não é normal ser gay…
vivemos em um mundo ridiculo!!!
esse assunto me estressa,
Outra coisa, sobre a Marina Silva.
Acho absolutamente DESPREZÍVEL a ideia de levar a plebiscito a discussão sobre nosso direitos! Se é assim, então vamos votar também os direitos que abrigam os heterossexuais. Por que temos que ter nossos direitos votados? Por que temos que pedir a um país inteiro para nos casarmos com quem amamos?
ISSO ME REVOLTA UM TANTO…
Pry, vc tem toda razão em falar contra a generalização. Realmente é um erro dizer que todos os evangélicos são contrários aos LGBTs. Maaaaaaas, qdo tratamos da política, infelizmente, isso é uma verdade. A bancada do Congresso Nacional formada por evangélicos é totalmente contrária à aprovação de leis que igualem os direitos entre homo e heterossexuais no Brasil.
E nenhum candidato evangélico vai levantar a bandeira do arco-íris como bandeira sua porque não convém, ele corre o risco de perder votos da maioria. As religiões judaico-cristãs, q tomam a bíblia como verdade, infelizmente condenam a homossexualidade como pecado. Eu sei que existem algumas versões progressistas dentro de cada Igreja. Mas elas são a absoluta minoria e – pelo menos até agora – não têm poder de influência sobre a maioria e menos ainda poder político.
Não vejo um cenário favorável à homossexualidade no campo religioso.
Mas dou graças pela existência das minorias esclarecidas, sinal de q nem tudo está perdido!
beijos
Bru
Oi Brunella… rs… falei em generalização pq sinceramente… eu queria ser ouvida e dizer: “Pessoas eu tô aqui!!! Sou evangélica mas não penso assim!!!”… Me sinto meio desnorteada sabe… os evangélicos não gosto de mim pq sou lésbica e ou homossexuais não gostam de mim pq sou evangélica… o negócio tá dificil…
Qto aos candidatos… bom…
Infelizmente a grande maioria dos candidatos buscam apoio político não em grupos ou pessoas que tem boas propostas para a coletividade, mas sim com os grupos que podem render-lhes massa expressiva de votos…
E qto a homosseualidade e campo religioso… bom a bíblia é um livro extremamente metafórico e vc VÊ nela o que te convèm… é triste mais é a verdade… e alguns textos tem sido usados para a dominação dos indíviduos… esse é um campo que me desperta muito o interesse…
Sei que esse não é o momento pra fazer propaganda, mas estou inclusive escrevendo um história que trata sobre o tema…
Cansei ouvir falar que os evangélicos disseram isso ou aquilo… MEMBROS utilizam-se da coletividade para defender pontos de vista particulares… isso é muito triste….
Ola Pry John!!
Esta discussao religiao x direitos homossexuais eh pra lah de controversa. Nao ha como falar nesse assunto e nao pisar no calo de alguem. Crenca religiosa, cada um tem a sua, e segue as vezes de longe, por nao poder se aproximar devido a “sua condicao” de homossexual. Acontece, porem, que precisamos unir forcas para fazer mudancas objetivas a nosso favor!! Em pleno sec. XXI, mudancas mil ocorreram…. mas nossas vidas, nossos direitos, ainda estao sujeitos a aprovacao da sociedade, como se isso fosse necessario!! Vc acha justo esse sentimento que te consome aih dentro?? nao, nem eu!! Ha 10 anos ninguem se atrevia a falar nada neste pais, hj existem blogs, revistas, livros sobre nos, sobre nossos sentimentos!! Essa uniao merece mais animo, mais forca ainda, pra que possamos fazer a diferenca.
Concordo com sua revolta ….. mas somente na uniao encontraremos as solucoes para o que precisamos.
Boa noite pessoas… não estou querendo dar uma de advogada do diabo, mas generalizações sempre me incomodaram…
Sei que os grupos evangélicos em sua GRANDE maioria são formados por pessoas de visão bastante restrita e que, por isso mesmo, eles são um grande obstáculo para a obtenção de direitos, principalmente qdo se trata dos direitos dos homossexuais…
Entretanto não devemos esquecer que dentro das próprias igrejas existem movimentos de renovação que, por exemplo, discutem a união civil de homossexuais… infelizmente, esses tipos de manifestações ainda não ganharam visibilidade…
É uma opinião particular, mas acredito que o correto seria dizer que votos de ALGUNS GRUPOS EVANGÉLICOS são contrários aos interesses dos homossexuais… e não VOTOS EVANGÉLICOS… não são TODOS os evangélicos que são contrários a obtenção de direitos para os casais homossexuais. Conheço evangélicos que são homossexuais e são membros de igrejas neopentecostais (inclusive a própria criatura que vos escreve)…
Pode parecer absurdo para alguns, mas existem homossexuais que são membros de igrejas neopentecostais… e em questões como estas, tomam posições políticas contrárias a de DETERMINADOS grupos de fiéis de sua igreja… não são todos os “irmãos” que acreditam que a igreja é a dona da verdade…
Desculpem-me se por acaso falei besteira… Bjs PRy
Oi, Pry! Que isso, tem mais é que se expressar, mesmo.
Concordo com você que existem grupos à parte dessa visão retrógada da maioria dos segmentos religiosos. Mas a matéria em si, fala da posição de cada candidato frente aos direitos LGBTs e a camada religiosa, que se declara publicamente contrária. No entanto, para não haver mais discrepâncias, somei: “O embate da contrariedade de alguns segmentos evangélicos aos direitos LBGTs.”
Seria MUITO interessante fazer uma matéria sobre o outro lado. Fiéis que são homossexuais e são membros de igrejas. Vou ver com nossas colunistas.
Bjs!!!
Oi Dani!!! Concordo com vc… seria interessante fazer esse tipo de abordagem… sabe… é dificil ser fiel dentro de igrejas ortodoxas, mas não é impossível…
E todos os lados dessas questões devem ser ouvidos de fato… senão, infelizmente um discurso de lutas por direitos acaba por silenciar outras vozes… que estão ali… apesar de serem poucas ainda… bjs Pry