Diálogo De Um Casal Apaixonado: A Intrometida
17 de maio de 2011 por Leticia Ferrari
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Num restaurante…
– Amor, estou com fome!
– Eu sei, já estou me decidindo.
– Mas você falou isso há mais de dez minutos!
– Você sabe que demoro para escolher.
– Sim, mas está demorando demais!
– Você quer que eu escolha errado?
– Depende. Vai fazer barraco com o pobre garçom de novo?
– Só para constar, o erro foi dele.
– Ah, claro! Quem podia imaginar que você queria gelo moÃdo e não em cubo?!
– Pode vir com sarcasmo, mas faz toda a diferença!
– MoÃdo ou em cubo, o gelo sempre termina em água lÃquida não?
– Sim.
– Então não vejo a diferença.
– Porque você não repara nos detalhes.
– Começou…
– Já me decidi!
– ALELUIA!
– Vou querer o filé bem passado.
– Vou chamar o garçom.
Minutos depois…
– Posso saber o que você tanto olha para mesa daquela famÃlia?
– Estou apenas olhando, oras.
– Olhando o quê?
– Como aquelas crianças comem!
– Nisso você repara, né?
– Como não reparar? Eles devem ter menos de sete anos e tão comendo horrores!
– Deixa as crianças comerem em paz?
– Só estou comentando.
– Você vive fazendo isso, né?
– Isso o quê?
– Fica reparando na vida alheia quando saÃmos.
– Eu não faço isso.
– Certeza? E aquele dia que foi me buscar na academia e saiu falando dos três moços que estavam na esteira?
– Só comentei que eles estavam falando da moça que tava na bicicleta.
– E o que mais?
– Que eles tavam falando como ela era bonita e como as outras moças eram feias ou gordas.
– E lembra do que falou depois?
– Posso ter feito alguma piada a respeito deles.
– Você zombou deles até chegarmos em casa falando como era possÃvel três caras feios julgarem as mulheres gordinhas e acharem que a moça gostosa daria bola pra eles.
– Ah, pode crer!
– Viu só?
– Falei brincando, amor.
– Você falou que os três estavam competindo pra ver quem era o mais feio!
– Admite que essa piada foi muito boa, vai!
– Foi maldosa!
– E os caras zuando as gordinhas não era maldade?
– Não era do seu bico.
– Desculpa aÃ!
– E aquela vez no restaurante japonês?
– O que tem?
– Lembra daquele casal oriental idoso?
– Que eu fiz piada da idade deles?
– Você chamou o velho de “Sr. Myagi San” e toda hora repetia que se a velha parasse de comer, era pra alguém medir o pulso pra ver se ela tava viva!
– Amor, eu sou irônica.
– Se não bastasse brincar com a vida dos dois velhinhos, ficava olhando o balcão pra ver o valor da conta dos outros.
– Era a única coisa que estava no meu campo de visão! Ninguém mandou você sentar do meu lado ao invés de sentar na minha frente!
– Pois é! A gente aprende nossa lição, né?
– Do que está reclamando? Você sempre ri das minhas ironias.
– Nem sempre.
– Por que diz isso?
– Porque na maioria das vezes eu sou a vÃtima.
– Amor, não se ofenda! Sempre fui assim e você sabe!
– É, sua mãe já me preparou quando conheci ela. Aliás, ela também odeia quando você é irônica com ela.
– Bobagem!
– Ainda está olhando aquela mesa?
– Não!
– Mentira!
– Tá, mas estou olhando pra mesa do lado.
– Qual o problema com aqueles dois moços?
– Aposto que são um casal.
– NÃO!
– Não estou falando em tom de crÃtica, amor.
– Pois parece.
– Eles estão bebendo vinho.
– E daÃ? Você é mulher e bebe cerveja.
– Quem está sendo preconceituosa é você.
– Pelo menos não sou intrometida!
– Vai começar com isso?
– Ah, você me estressa!
– Por que reparo em coisas idiotas e faço piada?
– Não, porque você repara em coisas idiotas e não repara nas minhas coisas!
– Claro que reparo!
– Ah, é? Então diz qual o nome do meu ator preferido?
– Patrick “Shanhenho”.
– É Patrick Swayze! E você errou! O nome é Robert Pattinson.
– Mas você assiste “Ghost” e “Dirty Dancing” toda semana!
– Não adianta discutir! Acabei de provar que tenho razão!
– Ah é? Então diz você quem é meu jogador favorito?
– Ronaldinho Gaúcho.
– Droga!
– Viu só? Eu reparo em você.
– Tá bom, tá bom. Você venceu essa.
– Não precisa ficar assim também. Só acho que devia reparar menos nas pessoas desconhecidas e mais na sua mulher.
– Tá, eu vou tentar.
– Que bom, amor!
– Mas não prometo guardar as coisas do tipo gelo moÃdo, Robert Pratick…
– Pattinson!
– Isso! Vou reparar só nas coisas úteis!
– Pode ser!
– Que bom.
– Agora para de olhar pra outra mesa cheia de mocinhas ou irá pra casa solteira.
– Desculpe!
Após o jantar…
– Mas que garçom lerdo! Pedimos a conta há minutos!
– Qual a pressa?
– O Michael deve está se sentindo sozinho.
– Que nada! Ele deve está latindo para as formigas do muro como faz toda santa noite.
– Ainda sim, não quero demorar.
– Pronto, o garçom chegou.
– Você paga ou eu pago?
– Deixa eu ver… Nossa! Que preço absurdo!
– Olha só! Não ficou de olho no balcão pra ver o valor com antecedência!
– Eu disse que ia parar com isso e só reparar nas coisas importantes!
– Que bom! Quer eu pague, então?
– Não, eu pago, mas saiba que é um absurdo!
– Por quê?
– Aquelas crianças monstros comeram muito mais que nós e a conta deu bem menos que a nossa!



Estudande de educação fÃsica e escritora amadora. Coluna:









Muuuuito engraçado!
A curiosidade é TÃO forte que nem na hora do jantar é esquecida!!
Essas duas são o maximo!!
Morri de rir com o “Patrick “Shanhenho”…rsrsrsrsrsrs
O melhor nome de todos!!! rsrsrsrs
Bjins!
AihmeoDeos… ainda morro com essas duas

como assim o ator preferido eh o Robert?!?! putz! ela ve muito HP CDF e Crepusculo… rsrsrsrs
Muito boa como sempre
ADOREIII *-*
**bjos**
Mais uma impagável, oh casal maravilhoso, kkkkkk, adoro!!!!
Putz… que difÃcil hein…ainda bem que ela só ia reparar nas coisas úteis!!!

mais diálogo mara!!!
A cada vc se superando, parabéns!!!
bjo bjo