Clichê É A Mãe!
Esta semana estou abrindo uma coluna dentro da minha coluna. A cada quinta-feira vou eleger duas figuras (públicas ou não) que se jogarão – o nome da coluna não é “Se Joga”, fofa? Só que uma vai se jogar no salto, no gloss e na purpurina, e a outra vai se jogar de um prédio de vinte andares, porque tem gente que ninguém merece.
Se Joga na purpurina a meiga Luciana Vendramini que deu uma super entrevista para a UOL no dia 14/07. Adooooooooooooooroooooooo!
Se Joga na reabilitação e no tratamento de pele a louca da Lindsay Lohan. Cansei dessa eterna garota malvada. Helllooooo, Lindsay.
Para a próxima semana envie seus palpites de quem deve se jogar. Acesse meu Twitter (sejoga_kriz) e dê seus pitacos. Eleja seu pai, sua mãe, a Dilma, o Felipe Melo, o vizinho, a namorada. Aréver! Quem você quiser. É só twittar pra mim. Agora vamos às vacas frias…
Foi-se a época em que “Perdidos no Espaço” e “A Feiticeira” eram os melhores programas da televisão brasileira. Atualmente, a TV aberta está entrincheirada de porcarias. Puro lixo.
Mal assisto aos programas, séries e novelas, mas há pouco tempo pude comprovar que não passam de repetições, inclusive textos de autores consagrados como Silvio de Abreu, Miguel Falabella ou Antônio Calmon. Eles são ruins? Não. A televisão como a conhecemos está mudando radicalmente, assim como o seu público. Não compreendo aonde os autores pretendem chegar com textos tão óbvios e rasos.
Tenho me deliciado todas as noites com a série “True Blood”. Um primor da HBO, que já nos brindou com “Família Soprano” e “A Sete Palmos”. Insuperáveis no enredo e na produção, esses programas são verdadeiras aulas de como se fazer uma série. Terceira dimensão pura. Até “Two and a Half Men” e “The Big Bang Theory” são imbatíveis nas piadas rápidas e inteligentes. E o que falta a nós? A Rede Globo é a quarta emissora do mundo, o Brasil faz escola em novelas, temos grandes autores e intérpretes.
E porque digo tudo isto? Porque simplesmente vem aí a última temporada de “The L Word” pela Warner – sim senhoritas, aquela emissora que repete à exaustão a propaganda paranoica do sabonete Protex. Muitos se gabam de terem mostrado nas telinhas de TV o amor que não ousa dizer o nome, mas convenhamos que os enredos e imagens foram mascarados pelo ranço global, e tudo foi apresentado de acordo com as regrinhas mais do que preconceituosas da sociedade brasileira. A mesma sociedade que inspirou tantas vezes meu amado Nelson Rodrigues.
“The L Word” está longe de ser um primor em termos de roteiro – que o digam as últimas temporadas – mas certamente embalou muitos dos nossos sonhos e desejos, e o mérito é todo da bela Ilene Chaiken, a produtora fera que enxergou lááááááááá na frente.
Não estou pedindo que façam uma série tipo “Glee” com Maria Gadú cantando “Don’t Stop Believing” e sendo treinada pela coach Ana Carolina. Longe de mim. Mas existe um buraco enorme na TV brasileira com relação a gays e lésbicas. O que se vê nas editoras e na internet é um verdadeiro boom de autores homossexuais, porém nas emissoras a coisa toda está a anos luz de uma televisão sem preconceitos.
Roberto D’ Avilla, realizador da série “9mm São Paulo” está por detrás da produção de “Amor, I Love You”, primeiro seriado lésbico da TV brasileira, com roteiro de Ecila Pedroso. Segundo entrevista ao site “Outro Canal”, Roberto D’Avila, da TerraSul, acredita não haver probabilidade de emissoras abertas como Globo e Record exibirem produtos como esse nos próximos cinco anos.
Ou seja, daqui a cinco anos, a televisão aberta ainda estará fechada para gays e lésbicas. Até lá, seremos retratados pelos programas Zorra Total, Legendários, Pânico, Luciana Gimenez, etc. A TV é um espelho no qual somos refletidos e recriados para que possamos contar e recontar nosso cotidiano, mas longe do clichê e da caricatura. Você se vê nesses programas? Eu não!
Para encerrar, deixo aqui a inspirada abertura do seriado “True Blood”.
Evoé, meninas!



Escritora e roteirista. Autora abcLES.
Coluna: 








O mais incrível é que essas produções ‘L’ têm público sim, ou seja, a oferta é mesmo menor do que a procura, (alguém anda gostando de perder dinheiro), vide “Nikki & Nora”(2004), série não aprovada e o piloto virou ‘cult movie’ na net. Em todo caso, as inicitiavas embora existam, são de tempos em tempos, fica um certo vazio cultural a ser preenchido. É uma pena.
A ficha tem caído para algumas produtoras, porém será extremamente difícil que uma Rede Globo da vida realize uma séria voltada para o público lés ou gay.
Realmente nao ha nada na tv aberta pra quem nao vive “straight”! isso nao pode ficar assim por mais 5, 6 ou sei lah quantos anos! eh impressionante o mundo gay que encontramos na net, na literatura, nas ruas… e nada, absolutamente nada, proveitoso na tv. Eh bem verdade que se eu tiver conexao soh uso a internet, a tv fica jogada pros cantos… mas nem por isso vou deixar de lutar pra que as coisas mudem!!! Agora… o true blood vou deixar pra quem tem mais sangue frio e consegue assistir a vinheta ate o final!! um abraco
Parece que a saída para programas mais ousados será a televisão paga, o que é uma pena, pois a tv aberta ainda atinge o maior número de telespectadores em nosso país.
Outra alternativa são as novas mídias, tais como Internet e conteúdo para celular.
No entanto, acho importante continuar a batalha por novos programas.
Abraços!