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Mamãe, por que você fica triste se eu digo que sou igual a elas?

8 de fevereiro de 2012 por Brunella França  
Arquivado em Colunas, Destaques, Movimento, O amor que ousa dizer o nome

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Sou a filha mais velha de duas irmãs. E tinha sete anos quando me apaixonei pela primeira vez. Não, eu não queria ser a Xena, a Princesa Guerreira. Ok, talvez quisesse as habilidades dela, mas eu queria mesmo era ser a Gabrielle e estar ao lado de Xena 24 horas, viajar com ela, participar de sua vida.

Não era um amor do tipo “nossa, como ela é incrível, eu quero ser assim quando eu crescer”. Era do tipo “como pode existir no mundo alguém tão linda assim?” E eu não me cansava de admirá-la, de suspirar por ela assistindo à série aos domingos de manhã (e continuo suspirando ainda hoje).

Meu episódio preferido é “Once against an army”. As declarações entre elas, o amor explícito… Xena e Gabrielle me ensinaram muito sobre mim mesma. Ensinaram-me lições para a vida toda. Acontece que eu não nasci numa cidade “liberal” e meus pais não têm amigos gays. Nasci numa cidade cujo centro é a praça de uma igreja.

E na minha casa, descobri bem cedo que não teria ninguém com quem compartilhar o meu episódio favorito, menos ainda teria como repeti-lo e comentá-lo. Minha mãe nunca gostou que eu assistisse à série. “Não é uma coisa boa isso!”, era o julgamento dela (e ainda deve ser). E sempre fazia cara feia quando, nas férias, eu me recusava a ir à praia aos domingos pela manhã para não perder um capítulo sequer.

O que será que ela diria se, quando ainda criança, eu tivesse tentado iniciar uma conversa do tipo:

“Mamãe, Xena e Gabrielle se amam. E elas são iguais a mim!”

Por certo, não seria muito diferente da resposta obtida anos depois: lágrimas de tristeza, de desapontamento. Isso sem contar as típicas perguntas “onde foi que eu errei?” e similares. Não, a minha família não aceita que eu seja lésbica. E eles não me amam como eu sou. Esperam que um dia “isso” passe, que volte a ser “uma menina normal”, como a minha irmã caçula.

Meus pais não estão ansiosos para dançar em meu casamento. Aliás, eles nem acreditam que eu possa me casar, ter uma família de verdade, ter filhos. E minha mãe jamais admitirá que a Xena seria uma nora realmente incrível.

Eles estavam apenas se expressando

“A Constituição nos dá o direito à livre expressão. O direito à livre expressão não dá a ninguém o direito de cometer um crime”.

(Law & Order: Special Victims Unit)

Eu era criança e gostava de jogar bola, correr na rua, brincar de pique, me sujar de lama. Correr, sentir o vento batendo no rosto. Mas então um amigo do meu pai foi até a nossa casa e eu voltava da rua toda sorridente, com o joelho esfolado e uma bola debaixo do braço. “Sua menina? Está mais para um moleque. É bom tomar cuidado com isso”. Essa foi a primeira de uma lista de críticas feitas a mim. Não era homofobia, ele estava apenas se expressando.

Época de natal. Todas as minhas primas – e minha irmã – mais ou menos da mesma idade sempre desejavam ganhar uma boneca, uma Barbie. Eu gostava muito mais da ideia de ganhar uma bola, um jogo, uma bicicleta. Várias pessoas da família olhavam com ar reprovador. “Isso não é coisa de menina! Você tem que ser uma mocinha!” Não era homofobia, eles estavam apenas se expressando.

Na escola, diversas vezes ouvi reprovações sobre meu modo de ser e do que eu gostava de brincar. Uma vez, chegaram a dizer: “essa daí não tem jeito, vai virar sapatão”. Eu tinha 8 anos. E eles estavam apenas se expressando.

Fui proibida de jogar futebol. Não era coisa para menina. Ganhava bonecas, conjuntos de panelinha, era incentivada a brincar de casinha, coisas que eu deveria apreciar tanto quanto minhas primas e/ou coleguinhas. Foi então que passei a preferir a companhia dos livros. Eles, pelo menos, não me recriminavam.

Na adolescência, começaram a surgir as cobranças. “Cadê o namoradinho?” Num churrasco de família, um tio observou que eu estava crescendo. “Não é uma menininha mais”. Meu pai respondeu: “é, e os gaviões já estão chegando aqui. Daqui a pouco vai ter um comendo churrasco com a gente”.

Eu me senti doer inteira, tremer. Gaviões? Então eu era uma presa cuidadosamente cuidada para gaviões? Minha vontade era responder “não, papai, não haverá gaviões. Prefiro as águias. Ou, melhor ainda, as corujas!”. Mas eu apenas deixei o almoço e fui chorar no porão. Não era homofobia, eles estavam apenas se expressando.

No ensino médio, nunca houve um garoto com quem eu quisesse formar um casal. E nunca cedi às investidas dos meninos. Cheguei a ouvir que precisava de “uns bons pegas, pra aprender a ser mulher”. E nunca houve alguém com quem eu pudesse conversar sobre isso. A errada era eu, que deveria ser como todas as outras meninas da minha idade.

Em 2010, quando me formei em Comunicação Social – Jornalismo – a primeira de uma família imensa a cursar uma federal, não pude levar minha namorada à minha festa de formatura, que paguei sozinha, fruto do meu esforço e do meu trabalho. Só que não “pegava bem”, as pessoas poderiam não ver com bons olhos, e as minhas chances no mercado de trabalho se todos soubessem que eu era “aquilo”? Não era homofobia, minha família estava apenas se expressando, preocupada comigo e me protegendo.

Até hoje, não pude apresentar minha namorada, não pudemos estar juntas num momento família. Até hoje, meus pais esperam que eu “me comporte bem e não saia por aí demonstrando a minha vida para os outros”. Ou seja, tudo bem que eu seja lésbica, desde que dentro do meu quarto e que ninguém mais saiba disso.

Quereria ser indiferente ao gesto condenável, aos olhares tortos, à vigilância sobre a qual sou posta a cada reunião familiar para que “não faça nada de errado”. Quereria nem ligar para a conotação negativa que muitos dão à minha presença, entender ser mesmo tudo como uma questão cultural.

Quereria não ser afronta e apenas liberar minha verdade. Soltar de meus sentimentos as amarras e ser feliz em meu universo arco-íris. Quereria ter gritado:

- Sou eu! Sou assim!

E ter ouvido todo um futuro a me responder:

- Estás aqui!

Textos inspiradores desta coluna

“Não é homofobia” – http://www.plc122.com.br/hao-homofobia-historia-real/#axzz1leZGI2Ni

“Mamãe, eles são iguais a mim” – http://nossafamiliacolorida.blogspot.com/2012/02/e-num-mundo-com-pessoas-como-essas-que.html

 

Comentários

17 comentários para “Mamãe, por que você fica triste se eu digo que sou igual a elas?”
  1. Ronniar disse:

    Amei! Nessa historia fica a historia de muitas lesbicas no mundo! Eu sou da Argentina e achei essa historia a minha historia, so que eu nao nasci numa cidade pequena, eu sou de Buenos Aires onde segundo o turismo fica a cidade mais aberta com os Gays, so esqueceram de dizer que os olhares, as criticas,e a discriminacao tem outro rostro, mais temos a coragem de lutar por todos os que nao poderam.
    Minha familia “aceita” minha “condicao” (sim eu tenho uma “condicao”) so que nesse aceitam, esqueceram de chamar minha mulher de namorada e nao de “a amiga de Vero”, esqueceram de nao olhar com desaprovacao quando ao sair dou um bitoque na minha mulher, esqueceram de nao bloquear meus comentarios no facebook “por que nao sao apropiados”, o que nao esqueceram foi a hipocresia, acho que eu prefiro eles dizer na minha cara “eu nao aceito voce” a ter que aguentar a hipocresia e os comentarios nas costas. Na realidade acho que o que mais doi é saber que elas nao tem a verdadeira capacidade de me amar, eles so me amariam se eu fosse como “tenho que ser”, o amor minha querida familia nao condiciona, eu aprendi isso com a pessoa maravilhosa que gracas a Deus tenho do meu lado que me ama e amo incondicionalmente, o amor nao se compra, na se vende, nao condiciona e é por issso que a pesar de tudo eu Amo Voces. Obrigada Laila, minha linda mulher, por ter compartilhado essa historia, vc me conhece e eu agradeco isso a Deus Cada Dia! Desculpem meu portugues se tiver alguma palavra errada, meu idioma é Espanhol, so falo portugues por Amor. :love:

    • Ronniar disse:

      TRaduccion al español: Mama por que te pone triste si te digo que soy igual a ella? Soy la Hija mayor de dos hermanas, tenia siete años cuando me enamore por primera vez. No yo no queria ser Xena, la princesa guerra, bueno talvez queria las habilidades de ella, pero yo queria ser Gabrille y estar al lado de Xena las 24 hs, viajar con ella, participar de su vida. No era de un amor del tipo “Dios que increible que ella es! Quiero ser asi cuando crezca!” Era del tipo “Como puede existir en el mundo alguien tan linda!” (Aun hoy continuo suspirando) Mi Episodio preferido es “Once against an army”, las declaraciones entre ellas, el amor explicito….Xena y Gabrielle me ensañoron mucho sobre mi misma, me enseñaron lecciones para toda la vida. Yo no naci enuna ciudad “liberal” y mis padres no tienen amigos Gays, naci en una ciudad cuyo centro es la iglesia de la plaza. Pronto descubri que en mi casa no tendria con quien compartir mi capitulo referido, menos tendria con quien repetrilo o comentarlo, mi mama nunca le gusto que viese esa serie “Eso no es una cosa buena” era su juzgamiento (y aún debe ser). Y siempre ponia cara fea cuando los domingos yo rechazaba la ida a la playa para no perderme siquiera un capitulo. Que hubiera dicho si yo hubiese intentado tener una conversacion del tipo : “Mama Xena y Gabrielle se aman, y ellas son iguales a mi” Por cierto la respuesta no hubiese sido muy diferente a la que recibi años despues: lagrimas de tristeza y desepcion. Eso sin contar las tipicas preguntas ¿en que me equivoque? y similares. No, mi familia no acepta que sea Lesbiana y ellos no me aman como soy. Esperan que eso un dia se me pase y que vuelva a ser una chica normal como mi hermana menor. Mis padres no estan ansiosos por bailar en mi casamiento, ni siquiera piensan en que yo me pueda casar, tener una familia de verdad, tener hijos, y mi madre nunca aceptara que Xena podria ser una nuera increible. ELLOS ESTABAN APENAS EXPRESANDOSE “La constitucion nos da el derecho a la libre expresion. El derecho a la libre expresion no le da el derecho a nadie a cometer un crimen” (La ley y el orden, victimas especiales)
      Yo era pequeña y me gustaba jugar a la pelota, correr en la calle, ensuciarme en el barro. Correr sentir el viento pegar en el rostro. Pero un dia un amigo de mi padre fue a nuestra casa y yo llegaba de la calle sonrriente con mi rodilla lastimada y una pelota debajo del brazo. “Tu nena? parece mas un varoncito, mejor tene cuidado con eso” Esa fue la primera de una larga lista de criticas, No era homofobia, ellos apenas se estaban expresando.
      Epoca de navidad, todas mis primas y mi hermana, mas o menos de la misma edad siempre deseaban una mueca barbie de regalo, a mi me gustaba mucho la idea de que me regalasen una pelota, un juego o una bicicleta. Varias personas de la familia veian eso con un aire de reprobacion “Esas no son cosas de nena, vos te tenes que comportar como una señorita” No era homofobia, ellos apenas se estaban expresando.
      Varias veces en la escuela escuche reprobaciones de mi forma de ser o sobre lo que me gustaba jugar. Una vez llegaron a decir “esa de ahi no tiene arreglo, va a ser torta” Yo tenia ocho años y ellos apenas se estaban expresando.
      Me prohibieron jugar al futbol, no era cosa de nenas. Me regalaban muñecas, juegos de cocina, incentivada a jugar a la casita, cosas que me deberian gustar tanto como a mis primas o mis amiguitas. Fue entonces donde preferi la compañia de los libros, ellos por lo menos no me recriminaban.
      En la adolescencia comenzaron los reclamos “Y para cuando el noviecito?”, en una comida familiar un tio observo que yo estaba creciendo” no es mas una nenita” y mi padre respondio “Es verdad, y los gavilanes ya estan llegando, pronto veremos uno sentadoa la mesa con nosotros.” Senti un dolor enorme, me estremeci toda. Gavilanes? entonces yo era una presa cuidadosamente reservada para los gavilanes? Queria responder “no papá, nohabrá gavilanes, prefiero las aguilas o mejor aun,las lechuzas!” pero apenas pude dejar el almuerzo y salir llorando al sotano. No era homofobia, apenas se estaban expresando.
      En la secundaria no hubo un chico con el cual quisiese estar y nunca cedi a ninguno. Llegue a escuchar que precisaba de “una buena sacudida (sexo) para aprender ser mujer” y nunca hubo nadie con quien yo pudiese hablar sobre eso. La equivocada era yo, que no era como las demas chicas de mi edad.
      En 2010, cuando me recibi de Licenciada en Comunicacion Social (periodista) la primera de una familia enorme en ser universitaria, no pude llevar a mi novia a mi fiesta de graduacion, que pague sola, fruto de mi esfuerzo y de mi trabajo. Solo que “no queda bien”, las personas podrian no ver con buenos ojos, y mis chances en el mercado de trabajo podrian reducirse si todos supiesen que yo era “aquello”. No era homofobia, mi familia se estaba solamente expresando, preocupandose y protegiendome.
      Hasta Hoy no pude presentar mi novia, no pudimos estar juntas en ningun momento familiar, hasta hoy mis padres esperan que yo ” me comporte bien y no ande por ahi demostrando mi vida para los otros” O sea, todo bien que yo sea lesbiana, siempre y cuando los demas no se enteren.
      Quisiera ser indiferente a los gestos condenables, a las miradas torcidas, a la vigilancia que soy puesta en cada reunion familiar para que “no haga nada equivocado”. Quisiera que no me importase la connotacion negativa que muchos le dan a mi precencia, entender que todo es una cuestion cultural. Quisiera no ser” conflictiva” simplemente liberar mi verdad. Soltar de mis sentimientos las amarras y ser feliz en mi universo Arco-Iris. Quisiera haber gritado:
      Soy YO, Soy Asi!
      Y escuchar todo un futuro diciendo:
      Estas Aqui!

    • Ronniar, não tenho palavras para agradecer sua presença aqui, seu depoimento compartilhado com tanta verdade e sentimento. Quem se importa com palavra errada diante disso?

      Obrigada, muito obrigada por estar aqui.

      Tudo que posso desejar é que sua namorada e você sejam felizes e que seja o amor o escudo para todos esses olhares tortos, essa discriminação absurda e essas críticas vazias de qualquer argumento.

      Beijos!
      :D

  2. rosicrisr disse:

    Eu li esse texto, lembrei da minha infância e chorei,vou fazer um relato bem resumido da minha vida, com 19 anos eu nunca tinha namorado ninguém conheci um amigo dos meus irmãos -tbm sou a mais velha de 5 e única mulher – por incentivo da família comesamos a namorar com2meses de namoro ele me embebedou em uma festa e tive a famosa 1vez 2mese depois descobri que estava gravida e fui morar com ele, 12 anos de suplicio e 4 filhos depois me separei dele e 2 anos depois conheci no trabalho uma garota lésbica e através dela conheci a mulher dela e algumas amigas e senti que tinha achado meu lugar no mundo na mesma época me envolvi cm uma amiga,minha Mae forsando daqui e dali m afastou de todas elas, passado 9 anos gostei de uma garota que só estava curiosa mas foi a melhor coisa que poderia ter acontecido porque hj eu sou uma pessoa verdadeira comigo e com o mundo minha família finge não saber meus filhos sabem e me aceitam hj eu sou :D :) ^_^ :lol: =] feliz

  3. Juvaz disse:

    Vivo isso na pele, minha mãe não me aceita e também não me respeita, infelizmente estou me afastando dela, tivemos uma briga muito feia ontem, agressão verbal e quase física, estou muito triste, gostaria que minha sexualidade não fosse impedimento para o amor dela. :D

  4. Stellinha disse:

    Mais um texto maravilhoso seu!!! Infelizmente essa a realidade de muitos de nós…a “não-aceitação” que parte de dentro de casa, dos parentes mais próximos, é a mais dolorida…enfim…vivendo e aprendendo, não é?!

    Bru….vc é fanzona do seriado da Xena certo? eu tbm sou! e estou quase entrando em desespero…pq estou terminando de assistir a 5temporada e baixando a sexta…mas, tem vários episódios da ultima temporada que nao estou encontrando pra baixar….vc conhece algum site que disponibilize downloads da última temporada? nao posso começar a assistir e pular os episódios q nao tenho…nao vou aguentar de curiosidade!!hehehe
    Me ajuda??!
    Bjao!

  5. kissila kissila disse:

    quando contei pra minha mãe que eu tava saindo de casa para mora com uma “amiga” eu vi decepção no olhos dela e tudo mais que eu nunca imaginei ver…mais isso tudo durou uma mês, voltei e conversei com ela novamente. nesse meio tempo ela já tinha espalhado pra deus e o mundo que eu era lésbica SRSR(TIPICO DA MINHA MÃE). mais nossa conversa foi difícil eu chorei horrores e ela mais ainda. mais depois eu vi nos olhos dela amor um amor que eu ate naquele dia não conhecia e vi tbm medo muito medo, mais esse ela me disse o que era. ela tinha medo do mundo e do que eu ia enfrentar pela frente.depois desse dia ela nunca mais me deixou só sempre esteve do meu lado e não só ela mais como meus irmão tbm. eles me defende e defende minha esposa com dentes e unhas. acho que tive sorte muita sorte msm. sei que é difícil pra ela, pois quando alquem vira a cara pra mim eu vejo a dor em seus olhos. quando eu falo pra ela sobre esse preconceito do mundo. ele vira pra mim e falar. É por que as pessoal tem medo de amar sem se preocupar com oque as pessoa vão falar,em vez de se preocupar com o amor verdadeiro entre uma mãe e um filho. acho que o mundo precisa disso de amor verdadeiro…TE AMO MUITTTTTTTTTTTO MÃE

  6. Angels Angels disse:

    Gostei muito mesmo, vc soube demonstrar o que muitas passaram ou ainda passam com os amigos e famílias. Suas palavras me emocionaram.
    Voce está de parabéns. :D

  7. Gesperanca disse:

    Ouço , diariamente, gracinhas nada engraçadas, comentarios de gosto duvidoso, referindo- a homoafetividade. A principio , meu desejo é de dar uns gritos e excluir essas pessoas da minha convivencia. A razão me aconselha o contrario. Respiro fundo, e explico o alcance e resultados dos comentarios homofobicos. Concordo que é um trabalho de formiguinha, quase nada frente aos milhões de homofobicos, mas insisto e não desisto. Alguns acreditam que estou em defesa propria (42 anos e solteira!!!), não me importo porque não me ofende ser considerada lesbica.Não é um chingamento nem depreciação. À esses respondo com meu silencio porque não lhes devo satisfação. Vou continuar ‘formiguizando’ (isto não está no Aurelio..rs) doa a quem doer. E sempre com esperanças de que as pessoas se amem sem receita ou modo de fazer; que pessoas lindas como você, Brunella, chorem somente de alegria.
    Avante.
    Bjs

  8. A Oraculo A Oraculo disse:

    Maravilhoso texto de uma triste realidade, com toda a certeza de uma vida você nao é a unica e infelizmente nao sera a ultima, parabens pelas palavras me emocionaram.

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