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O amor que ousa dizer o nome: #EUSOUGAY

13 de abril de 2011 por Brunella França  
Arquivado em Colunas, Destaques, O amor que ousa dizer o nome

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4 comentários

Imagem por Brunella França

Sentada num canto da lua, observo uma tempestade de sonhos. Há almas que choram… Silêncios vivos, ecos inexistentes. Deixem-me então chorar pelo que a humanidade se tornou. É triste constatar e dizer que, em pleno século XXI, estamos em um novo tipo de Inquisição. Mas ao invés de estarem atrás de “bruxas”, estão “caçando” o Amor.

Ela tinha nome, sobrenome, sentia dor, sentia prazer. Tinha uma vida, tinha sonhos, como todas as garotas de 16 anos têm. Mas, para alguns, o nome dela era lésbica. E por isso, ela morreu. Adriele Camacho de Almeida foi assassinada. E os suspeitos do crime são o pai e o irmão da namorada dela.

Adriele foi morta porque amava outra garota. Foi morta porque não tinha medo de ser quem era, de assumir seus sentimentos mesmo numa sociedade ainda tão hipócrita e machista. Adriele foi morta pelo ódio à diferença. Adriele foi ASSASSINADA pela sociedade heteronormativa tão bem representada na figura do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Basta um olhar ao redor. Os modelos heterossexuais estão em todo lugar: outdoors, televisão, em casa e na família, nos livros (principalmente infantis) e nos filmes. Ao passo que nós, homossexuais, somos sempre clandestin@s e/ou estereotipad@s. Somos dit@s @s errad@s, @s doentes, @s pecadores.

Adriele é mais uma vítima fatal da homofobia (ódio aos homossexuais) num país em que se acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis. Em 2010, o registro oficial conta 260 assassinatos LGBT, segundo dados divulgados este mês pelo Grupo Gay da Bahia (GGB).

Estamos de luto. Mas não podemos ficar parad@s com o choque, a tristeza ou mesmo a revolta. Por isso, quero convidar a tod@s a participarem da campanha #eusougay.

Para que sejamos vist@s e ouvid@s é simples:

1) Basta que cada pessoa, sozinha ou acompanhada da família, namorada, namorado, esposa, marido, amiga, amigo, presidenta, presidente, tire uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY

2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com

Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada no You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a tod@s nós que amamos por seres invisíveis.

A edição desse vídeo será feita por Daniel Ribeiro, diretor de curtas premiados, como: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho. Mais informações: http://projetoeusougay.wordpress.com/

Ninguém tem o direito de questionar o nosso valor enquanto seres humanos. Pois é o que somos, acima de tudo. E homossexualidade é manifestar AMOR por alguém do mesmo sexo.

 

Comentários

4 comentários para “O amor que ousa dizer o nome: #EUSOUGAY”
  1. GINGER GINGER disse:

    Gente,

    Graças a Deus, isso está sendo divulgado tbm nas rádios!!!
    Fiquei feliz qdo vi esta divulgação do movimento…
    Bjs

  2. flaandrade disse:

    Em primeiro lugar, gostaria de dizer que conheci recentemente o site e gostei muito da iniciativa!

    Em segundo lugar, quero compartilhar uma história.
    Na UFMG (Univ. Federal de Minas Gerais) teve, há pouco tempo, um protesto contra alguns atos homofóbicos que, infelizmente, ocorreram dentro da universidade, que se diz aberta ao auxílio dos alunos, e, mais ainda espanta, que a repressão tenha se dado no curso de Letras (considerado pelos estudantes da Engenharia como o “antro bicha”). O protesto também foi a favor do Projeto de Lei que transforma a homofobia em crime. O protesto teve uma certa repercussão (foi filmado por globo, band, record, além de tvs universitárias), sendo que a maioria das mídias resolveu tratar o assunto com neutralidade. Um site, porém, resolveu subverter a mensagem e tratou de divulgar uma matéria super preconceituosa.

    http://reporterdecristo.com/estudantes-fazem-ato-contra-homofobia-no-campus-da-ufmg

    Espero que tenha me expressado bem. É de se indignar o fato de que o Brasil, “país para todos”, tenha que aceitar representantes do povo como Jair Bolsonaro, que se posicionam contra a transformação da homofobia em crime, alegando ser um crime contra a opinião.
    Ora, se chamar um negro de crioulo ou um branco de branquelo é crime de racismo, porque reprimir a ofensa ao gay é crime de opinião?

    Bom, é isso!
    Um beijo

  3. lizi lizi disse:

    Olá Meninas, … Brunella!
    Bem, primeiramente, Xou de bola sua coluna, cada vez mais viciada em seus textos. No Conexão Repórter quarta-feira, 13 de abril,mostraram uma denúncia alarmante: o aumento da violência contra homossexuais.

    O apresentador fica frente a frente com um grupo que prega o ódio aos homossexuais. São agressões e mortes em série. Eu não consegui assistir, mais acho incrivel, a policita e nem as autoridades não fazerem nada, absolutamente NADA. Imaginemos o contrario: Gays Lesbicas, Travestis Matando a ” parte certa da humanidade”
    Certamente ja teríamos a classe politica e quem quer q fosse tomando alguma atitude. Sempre me pergunto pq não tomamos uma atitude eficaz ?
    mais… o q fazer ? como fazer ?

    No site do SBT tem uma enquete com a seguinte pergunta ( VC ACEITARIA UM FILHO HOMOSSEXUAL ? cliquei no resultado so pra matar minha curiosidade, até o momento 85,71% sim, 14,29 % NÃO.

    Gostei da Campanha Sou Gay, vou participar.

    Mais… To completamente descrente de tudo, esperamos q politicos aprovem leis e bla bla bla, mais no fundo no fundo sinto q nada será feito até mesmo pq todo politico não quer perder votos afinal milhões e milhões eles deixaram de ganhar caso desagrade seu eleitorado.

    Noticia Abaixo:

    O deputado federal Jair Bolsonaro comentou esta semana sobre sua defesa que precisa ser entregue hoje à Corregedoria da Câmara. O parlametar enfrenta quatro acusações de quebra de decoro, apresentada por outros deputados, depois de sua participação polêmica no programa CQC, da Band. Segundo informações da Agência Câmara, a estratégia do deputado será assumir que errou mas por engano.

    Sobre homofobia, o deputado afirma que não é contra o gay mas contra a cartilha que, segundo ele, promove a homossexualidade nas escolas. “Passar filminho pornográfico para estudantes do segundo grau é para estimular o homossexualismo”, defende o deputado que acrescenta: “A minha briga não é com esse homossexual bípede que anda e corre por aí; o que não quero é que o kit gay chegue à molecada que ainda está engatinhando”, disse. Sobre a resposta dada pelo apresentador Marcelo Tas, que mostrou uma foto de sua filha e disse ter muito orgulho dela, o deputado sentenciou: “Eu teria vergonha de ter uma filha lésbica ou um filho gay e duvido que um pai queira ter um filho homossexual. Para mim, é igual à morte”.

    :D
    Emeli Oliveira

  4. ZIZI ZIZI disse:

    Concordo e apoio totalmente, o que aconteceu é motivo de muita indignação e vergonha para a nossa sociedade “hipocrita”. Por favor vá até a página 21 deste jornal de grande circulação em Goiânia, eles também apoiam a idéia.
    http://www.dmdigital.com.br/index.php?edicao=8559&contpag=1
    Beijos
    Zizi

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