Tropical Girls
18 de junho de 2010 por Nell Felix
Arquivado em Destaques, Quadro a Quadro

Na última vez que apareci por aqui, não me peguei com dúvidas de qual projeto fazer. Iria, naquele momento e estava levemente decidida, a me dar ao desfrute de traduzir e trazer a vocês um tankoubon entitulado “Honey & Honey”.
Porém, como minha falta de sorte é um tanto lendária, a este ponto, ambos meus assistentes maravilhosos acabaram se enrolando com suas vidas. Explico: um deles de repente se viu em meio a apresentações de 3 de suas 5 bandas (não me pergunte como ele conseguiu o feito de estar em 5 bandas ao mesmo tempo), e o outro, bem — o outro é estudante de direito em final de semestre, não é necessária uma maior explicação para a falta de tempo livre do cidadão.
Com um tradutor e um editor a menos, o projeto foi abandonado (para esta semana, já deixo de antemão) para dar vez a um projeto “menor” (não exatamente…), com menor probabilidade de complicações e com um menor número de páginas. Foi neste momento que decidi trazer a vocês o um tanto esquisito mundo de Akihito Yoshitomi, em Tropical Girls.
Yoshitomi-sensei e Blue Drop
Quem andou nerdeando e assistindo animes lá por volta de 2007/2008 talvez tenha ouvido falar sobre a série Blue Drop: Tenshitachi no Gikyouku, sobre certa menina que sem querer descobre que a colega de quarto dela é uma alien estudando a raça humana, e mais um monte de coisas. Longe de ser uma história chata pra caramba de sci-fi ou uma história fofinha e bobinha (como em muitas animações japonesas que causam uma severa ânsia no meu estômago), o quase que dramático palco de Blue Drop começou em 2005, nas mãos de Akihito Yoshitomi, certo manga-ka mais conhecido por uma série chamada Eat-man, que não tem nada a ver com o nosso assunto de hoje.
Mas, mas, mas ele é um cara! Eles não costumam escrever S-genre?
Sim, é fato de que o S-genre normalmente limita-se a péssimos mangás nos quais garotinhas jovens se casam com homens quando crescem, apesar de passar o tempo inteiro de escola se atracando com outras menininhas. Porém, para a nossa sorte, Yoshitomi-sensei meio que segue adverso a essa história. A prova disso inclusive não está só em Blue Drop, mas nos outros curtas que o autor lança para a Yuri Hime S (sim, o S está lá, mas isso só significa que são histórias escritas para rapazes mais do que para moças — o que no final das contas não quer dizer nada). E são esses curtas em específico, que foram lançados sob o nome de Tropical Girls, que é o assunto da semana.
Tropical Girls
Tropical Girls, como o nome sugere, são historietas ocorridas durante o verão. Embora todas sejam sobre garotas nos seus prováveis 16 anos e tenham ideias pra lá de esquisitas (como nos contos Natsu no Ari – que traduz para algo como “formiga de verão”, e Suika que meramente significa “melancia”), elas acabam se tornando interessantes ao mostrarem certos temas comuns na vida de um casal: aceitação, como lidar com atração, certas questões de timing, entre outros.
Antes, porém, de entregá-las à leitura, já aviso que duas das 8 histórias não foram traduzidas por mera falta de tempo e outros problemas que a vida jogou à minha frente. Peço desculpas pela ligeira falta de profissionalismo ao deixar que merdas pessoais se enfiem no caminho do meu trabalho, e espero que isso não mais ocorra. E só.
Divirtam-se.
* O link foi atualizado.



Estudante de artes sequenciais e quadrinização no Canadá. Autora abcLES.
Coluna:









Ahhh! Achei tão fofenho! Comecei e não parei mais de ler. Por isso demorei a postar
Vai depois passar o restante que ficou faltando?
Se eu conseguir o raw de uma das histórias, eu juro que passo. Mas vai ter que ficar para outra data =p assim, maaaais ao looooonge.
E sei lá, o Yoshitomi-sensei tem algumas das idéias mais bizarras que eu já vi, mas eu adoro as coisas que ele acaba escrevendo.
Por um acaso moça, quando você tiver tempo, eu aconselho que você procure e assista ao Blue Drop anime. É MUITO BOM, não tem nem como explicar o quão bom é.