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	<description>Literatura Lésbica</description>
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		<title>Estreia da coluna “No Cinema com a Rapha”</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 01:57:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rapha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Variedades]]></category>

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		<description><![CDATA[Oi! Meu nome é Rapha, talvez vocês me conheçam pelo meu trabalho no meu blog, o FalaRapha, ou talvez pelos meus contos e colunas para sites gays. Ou talvez não, já que o blog ficou fora do ar por muito tempo assim como o resto do meu trabalho. Mas o que importa é que eu [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2013/05/chamada_coluna_Rapha.jpg"><img class=" wp-image-4611 aligncenter" alt="chamada_coluna_Rapha" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2013/05/chamada_coluna_Rapha.jpg" width="480" height="214" /></a></p>
<p>Oi! Meu nome é <strong>Rapha</strong>, talvez vocês me conheçam pelo meu trabalho no meu blog, o <strong><a href="http://falarapha.com.br/blog/" target="_blank"><em>FalaRapha</em></a></strong>, ou talvez pelos meus contos e colunas para sites gays. Ou talvez não, já que o blog ficou fora do ar por muito tempo assim como o resto do meu trabalho. Mas o que importa é que eu estou de volta à ativa (viva!), e desta vez, estou falando de filmes.</p>
<p>Toda semana trarei um filme novo, e, tentando não soltar spoilers, vou dar minha (não tão) humilde opinião sobre eles. Se vocês quiserem sugerir um filme, por favor, sintam-se à vontade. Estou mais que aberta a ouvir a opinião de vocês.</p>
<p>Sejam bem-vindas ao <strong>“No Cinema com a Rapha”</strong>!</p>
<p>Estreando, o filme <strong>Kyss Mig</strong>. Leia a matéria, <a href="http://abcles.com.br/destaques/no-cinema-com-a-rapha-kyss-mig" target="_blank"><strong>AQUI</strong></a>.</p>
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		<title>No Cinema com a Rapha: Kyss Mig</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 01:52:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rapha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[No Cinema com a Rapha]]></category>

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		<description><![CDATA[Um filminho sueco quase obscuro Kyss Mig (“With Every Heart Beat” nos EUA) é um filme sueco de 2011 que segue mais ou menos a linha de “Imagine You and Me”: moça comprometida que sente a homossexualidade aflorar graças à outra que conhece há pouco tempo. O filme gira em torno de Mia (Ruth Vega [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h4><b>Um filminho sueco quase obscuro</b></h4>
<p><strong><a href="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2013/05/KyssMig_capa.jpg"><img class="wp-image-4601 aligncenter" alt="KyssMig_capa" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2013/05/KyssMig_capa.jpg" width="269" height="383" /></a></strong></p>
<p><strong>Kyss Mig</strong> (<strong><em>“With Every Heart Beat”</em></strong> nos EUA) é um filme sueco de 2011 que segue mais ou menos a linha de “Imagine You and Me”: moça comprometida que sente a homossexualidade aflorar graças à outra que conhece há pouco tempo.</p>
<p>O filme gira em torno de Mia (Ruth Vega Fernandez) e Frida (Liv Mjones), duas moças com seus trinta e poucos anos que se encontram no noivado de seus pais. O pai de Mia, Lasse, vai se casar com a mãe de Frida, Elizabeth, e estão dando uma festa para celebrar o enlace, quando Mia, que não visitava o pai há anos, chega com seu namorado, Tim.</p>
<p>Ali mesmo as duas trocam olhares demonstrando mútuo interesse. Contudo, quando, numa tentativa de unir as famílias, ambas vão com a mãe de Frida para um chalé numa ilha remota passar o fim de semana, é que os sentimentos realmente começam a aparecer.</p>
<p>Se por um lado Mia luta contra isso por conta de seu comprometimento com Tim, Frida, é lésbica assumida, é casada (ui!). E assim o filme desenrola com as duas tentando entender e aceitar seus sentimentos.</p>
<p>Algumas pessoas (mal comidas) do Filmow acharam que a química entre as atrizes não foi muito boa. Eu particularmente achei que a química rolou, SIM. As cenas de sexo são muito bem feitas e dão para você sentir uma cumplicidade entre as duas atrizes.</p>
<p>Também gostaria de dar destaque à atuação da Lena Endre, quem faz o papel da divertidíssima mãe de Frida.</p>
<p>Um filme leve, gostoso e com uma trilha sonora que não desaponta, contando com “With Every Heart Beat” do ícone pop sueco Robyn. Kyss Mig é um excelente filme para se assistir no fim de semana com a namorada.</p>
<p>Uma das melhores falas do filme:</p>
<blockquote><p><i>“Nós poderíamos viver assim pra sempre não?”</i></p>
<p><i>“Eu não gostaria de viver assim. Não é real nos isolarmos a quilômetros de distância e tudo”.</i></p>
<p><i>“É difícil pra mim, não sou corajosa como você. Queria que ninguém perguntasse nada”.</i></p>
<p><i>“Eu quero que perguntem. Eu tenho orgulho de você, quero que saibam o quanto gosto de você”.</i></p></blockquote>
<p><a href="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2013/05/tumblr_mad9ljf1Bm1qzd507o1_r1_500.jpg"><img class="size-full wp-image-4605 aligncenter" alt="tumblr_mad9ljf1Bm1qzd507o1_r1_500" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2013/05/tumblr_mad9ljf1Bm1qzd507o1_r1_500.jpg" width="500" height="412" /></a></p>
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		<title>“Amor e Etc&#8230;” removida do Histórias ABCLes</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/amor-e-etc-removida-do-historias-abcles</link>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 00:05:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danieli Hautequest</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>

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		<description><![CDATA[Reafirmando o compromisso do ABCLes de coibição e reação aos casos de plágio e uso indevido de texto literário, avisamos que a história Amor e Etc&#8230;, publicada na seção de Histórias ABCLes por CaamyLima, foi removida do site, e, a usuária, banida. &#160; O CASO De acordo com nossas regras de postagens: Conteúdo Não Aceito [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2013/05/chamada_irregularidades.png"><img class="size-full wp-image-4584 aligncenter" alt="Irregularidades" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2013/05/chamada_irregularidades.png" width="600" height="268" /></a></p>
<p>Reafirmando o compromisso do ABCLes de coibição e reação aos casos de plágio e uso indevido de texto literário, avisamos que a história <b>Amor e Etc&#8230;</b>, publicada na seção de Histórias ABCLes por <b><i>CaamyLima</i></b>, foi removida do site, e, a usuária, banida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>O CASO</b></p>
<p>De acordo com nossas regras de postagens:</p>
<p><b>Conteúdo Não Aceito — Não publicamos</b></p>
<p>:: TRADUÇÕES OU TEXTOS DE OUTRAS PESSOAS, mesmo com autorização de uso. Só aceitamos textos de autoria própria (neste caso, podem ser traduções). Somos severas no combate a plágios.</p>
<p>O A usuária <b><i>CaamyLima</i></b> enviou ao site a história <b>Amor e Etc&#8230;</b>, que, na verdade, era uma “versão modificada” por ela da história <b>Tudo Muda, Tudo Passa</b>, da autora <b><i>Raydon Donovan</i></b>.</p>
<p>Não obstante nossas regras, e a <b><i>CaamyLima</i></b> alegar avisar que não era a autora, trata-se de uso indevido de texto literário, uma vez que ela não teve autorização prévia da autora original, <b><i>Raydon Donovan</i></b>, para modificar seu texto, inclusive o título, e postá-lo em um site, onde, na chamada, erroneamente faria a alusão de a história ser sua:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2013/05/PL_02.jpg"><img class="size-full wp-image-4588 aligncenter" alt="PL_02" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2013/05/PL_02.jpg" width="500" height="116" /></a></p>
<p>Ninguém tem o direto de modificar, finalizar ou publicar um texto de autoria de outrem, sob qualquer pretexto. O  ABCLes <span style="text-decoration: underline;">somente aceita a postagem de textos por suas respectivas autoras originais</span>. REPUDIA qualquer tentativa de ferir os direitos das verdadeiras autoras, e, sempre, agirá duramente em situações de plágio e uso indevido de textos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gente, não importa se você der o crédito dentro da história, alegar que “tentou contato com a autora” pedindo autorização, mas ela “é desconhecida”, ou que iria pedir “depois” ao final da publicação, ou qualquer defesa parecida. Não é um texto escrito por você, então, você não tem direito algum sobre ele. Ponto. Plágio e uso indevido de texto literário somente diferem na questão de, no plágio, além de modificar e publicar algo que não é dela, a pessoa ainda assume sua autoria. No entanto, ambos são errados. Ambos são crime.</p>
<p>Agradeço às leitoras que denunciaram o caso e peço que todas vocês fiquem atentas e alertem à administração em situações semelhantes, para que, o mais rapidamente possível, eu possa tomar as devidas providências.</p>
<p>Atenciosamente,</p>
<p>Danieli Hautequest<br />
Administração ABCLes</p>
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		<title>“Eu sou um ser humano”</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Mar 2013 14:52:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento]]></category>
		<category><![CDATA[O amor que ousa dizer o nome]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas últimas semanas, todas as manhãs, tenho repetido um ritual que há um tempo, quando eu era adolescente, me fez seguir um dia após o outro. Olho-me no espelho e digo para mim mesma “eu sou um ser humano”. Repito isso até me acalmar, até entender que tenho forças suficientes para sair de casa e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2013/03/chamada_humano.jpg" alt="" width="588" height="250" /></p>
<p>Nas últimas semanas, todas as manhãs, tenho repetido um ritual que há um tempo, quando eu era adolescente, me fez seguir um dia após o outro. Olho-me no espelho e digo para mim mesma “eu sou um ser humano”. Repito isso até me acalmar, até entender que tenho forças suficientes para sair de casa e enfrentar tudo mais uma vez.</p>
<p>Porque todos os dias, sou testada enquanto ser humano. Todos os dias, alguém aponta o dedo e me diagnostica ora como doente, ora como desviada, ora como pecadora, ora como aberração. A vozes da opressão são tantas que por vezes chego a me perguntar se não sou eu mesma a errada da história.</p>
<p>E só quem já duvidou de si enquanto pessoa porque tem seu valor contestado sabe a dor que causa. A angústia. As lágrimas deixam marcas profundas. Sentir, todos os dias, a rejeição de pessoas que nem me conhecem é um fardo pesado. Ouvir e ler discursos contra o meu direito de viver me faz morrer um pouquinho.</p>
<p>Já me disseram algumas vezes que sou uma alienada. Devo ser&#8230; E tenho até uma explicação para me terem dito isso: é que no meu mundo, nesse universo pequenininho no qual eu existo e sou, não faz o menor sentido que pessoas matem e sejam mortas porque não são “aceitas”. Nessa minha cabeça de alienada, fico tentando entender esse conceito. Porque, para mim, &#8220;aceitar&#8221; não tem o mais ínfimo sentido.</p>
<p>E não tem sentido porque tem a ver com uma necessidade de aprovação. E eu devo mesmo ser absurdamente alienada porque não consigo conceber a ideia de que alguém nesse mundo precise da minha aprovação para se apaixonar, para amar e se casar (ou que eu precise!).</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2013/03/connecting-people.jpg" alt="" width="354" height="241" /></p>
<p>Mas eu vivo numa sociedade na qual é legítimo ofender, ferir, xingar e duvidar do valor das pessoas. Eu vivo num país em que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais não têm direitos. Nascer “LGBT” é nascer mort@, porque a cidadania não nos acolhe. Nascer “LGBT” é nascer insegur@, pois a cada instante podemos nos deparar com agressores prontos a usar de violência contra nós e até mesmo nos matar.</p>
<p>E enquanto eu digito esse texto ora com a visão turva de lágrimas, adolescentes e jovens se matam porque não aguentam mais humilhação e violência. Não vou mentir e dizer que essa é uma realidade distante de mim.</p>
<p>Porque, muitas vezes, eu mesma pensei nisso (e não posso dizer que essas ideias não me voltem de quando em vez). Porque houve (e ainda há) noites em que a solidão doeu mais do que qualquer outra dor física que eu já tenha sentido. Porque houve (e ainda há) palavras que eu ouvi de quem eu só esperava amor que me feriram mais do que poderia suportar. Porque houve (e ainda há) julgamentos absurdamente infundados, mas por estarem escritos num livro milenar e dito sagrado, são incontestáveis e eu não tive a menor chance de me defender.</p>
<p>E se me perguntarem o que me fez resistir, o que me trouxe até aqui, honestamente, não saberei responder. Só o que me lembro dessas vezes em que desistir parecia o melhor caminho a tomar era que eu me olhava no espelho e, apesar de o mundo gritar o contrário, eu sussurrava para mim mesma “eu sou um ser humano”.</p>
<p>Tenho dificuldade para entender tanta energia desprendida por uma pessoa para infligir tamanhos sofrimentos psicológicos ou físicos a outra pessoa, única e exclusivamente com base na forma como esta pessoa se relaciona afetiva e sexualmente com outras.</p>
<p>As palavras de abertura da Declaração Universal dos Direitos dos Humanos são inequívocas: “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. É um quadro bonito, mas não é real.</p>
<p><strong>#NãoMeRepresenta</strong></p>
<p>A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, que tem a importante missão de receber, avaliar e investigar denúncias de violações de direitos humanos; discutir e votar propostas legislativas relativas à sua área temática; realizar pesquisas e estudos relativos à situação dos direitos humanos no Brasil e no mundo, inclusive para efeito de divulgação pública e fornecimento de subsídios para as demais Comissões da Casa; além de cuidar dos assuntos referentes às minorias étnicas e sociais, continua sob a presidência do Partido Socialista Cristão (PSC) e sua estrela-mor, o pastor-deputado Marco Feliciano.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2013/03/lgbt.jpg" alt="" width="340" height="320" />Feliciano se diz vítima porque é evangélico. Afirma ser perseguido por sua fé. Que senso de oportunidade! Ninguém está pedindo a retirada do sujeito da CDHM por ele ser pastor ou evangélico. Não é (e nunca foi) uma perseguição religiosa.</p>
<p>Mas é muito fácil se esconder atrás do foro privilegiado ao qual ele tem direito enquanto parlamentar e, não bastasse!, de um discurso dito religioso (e portanto “protegido” pela Liberdade de Culto que apregoa a Constituição) para difundir posições claramente discriminatórias em relação à população negra, LGBT e mulheres, expressas em diferentes ocasiões, e ficar impune.</p>
<p>Pelo país, surgem protestos e notas de repúdio da sociedade, incluindo aí artistas e figuras públicas, e de organizações como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Anistia Internacional. Faz tempo que não se via a agitação social que temos visto nas ruas e nas redes sociais ultimamente. Isso é bom, é bonito, mas significa também que temos tido muita coisa pelo que lutar. Os ataques são muitos: aos nossos direitos, à nossa expressividade, à nossa liberdade.</p>
<p>O movimento #NãoMeRepresenta soma vozes que são simplesmente ignoradas. Do Palácio do Planalto, o mais absoluto silêncio. A presidenta mantém o Brasil omisso e o Estado brasileiro cúmplice de todos os crimes de ódio praticados contra LGBTs. E o espetáculo da violência e da ignorância segue tomando meu campo de visão e descolorindo o meu arco-íris.</p>
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		<title>#RIPDireitosHumanos: amai-vos uns aos outros como&#8230; não, pera!</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Mar 2013 20:54:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento]]></category>
		<category><![CDATA[O amor que ousa dizer o nome]]></category>

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		<description><![CDATA[“A guerra já foi declarada. E os inimigos do cristianismo estão buscando, desenfreadamente, destruir a família. Você tem ideia dos meios pelos quais estes inimigos se fortaleceram? Sabe por que eles conseguiram espalhar pelo mundo a agenda homossexual e abortista, que corrompe a família? Porque enquanto cresciam, significativamente, por todo o mundo, ideais contra a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2013/03/184013_335683303198172_1820575418_n.png" alt="" width="586" height="366" /></p>
<p>“A guerra já foi declarada. E os inimigos do cristianismo estão buscando, desenfreadamente, destruir a família. Você tem ideia dos meios pelos quais estes inimigos se fortaleceram? Sabe por que eles conseguiram espalhar pelo mundo a agenda homossexual e abortista, que corrompe a família? Porque enquanto cresciam, significativamente, por todo o mundo, ideais contra a família e contra a Igreja, os cristãos se mantiveram indiferentes e dispersos.</p>
<p>Dispersos entre si, com a Igreja e com Deus. Mas essa situação está mudando&#8230; No mundo inteiro, pessoas e associações começaram a perceber a gravidade e a agilidade com que ideais anti-cristãos influenciaram inúmeros países nos últimos anos&#8230; e estão se organizando para defender a família cristã. É preciso afastar as crianças e os jovens de todos os males que assolam a família, para que aprendam, desde novos, a defender a verdade.”</p>
<p>Assim começa a mensagem disparada para pessoas em todo país pelo grupo religioso extremista conhecido como Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (IPCO), que promove campanhas “em defesa das famílias” no mundo inteiro usando esse mesmo nível de mensagem reproduzida acima.</p>
<p>A homofobia tem se lançado na sociedade brasileira como uma força política, conceitual e analítica nos últimos anos. E o discurso de ódio a Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Transgêneros (LGBTs) propagado por instituições religiosas reverbera com força na sociedade e encontra eco em figuras públicas que deveriam zelar pelo bem-estar social.</p>
<p>São notáveis os casos de parlamentares (deputados e senadores) que usam do cargo público que ocupam (e da notoriedade dele advinda) para reforçar o preconceito e a discriminação contra a população LGBT. Propositalmente, políticos católicos e evangélicos confundem o interesse público com seus interesses particulares.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2013/03/313771_337526113013891_1304221839_n.jpg" alt="" width="399" height="190" />Nunca é demais lembrar que o Brasil é, pela sua Constituição, um Estado laico. Isso significa que não possui uma religião oficial, devendo ser neutro ou imparcial em relação a assuntos religiosos. A prática, porém, é bastante diferente: são encontrados símbolos religiosos em espaços ou repartições públicas; feriados religiosos são tidos como nacionais; em regimentos internos de diversos órgãos do legislativo são feitas referências ao deus judaico-cristão.</p>
<p>A relativa tolerância com que as tradições pagãs lidaram com as relações homossexuais contrasta, grandemente, com a hostilidade do cristianismo, que subjugou (muitas vezes usando de violência) tantas outras crenças. A condenação das relações homoafetivas pela tradição judaico-cristã (pedra angular do sistema repressivo) aparece como elemento precursor fundamental das diferentes formas de homofobia.</p>
<p>O termo compreende dois aspectos: a dimensão pessoal, de natureza afetiva, que se manifesta pela rejeição das pessoas LGBTs; e a dimensão cultural, de natureza cognitiva, em que o objeto da rejeição é a homossexualidade como fenômeno psicológico e social. A homofobia se alimenta da desumanização d@ outr@ para torná-l@ inexoravelmente diferente. Ao designar @ outr@ como contrári@, inferior, ou anormal, ela/ele é posicionad@ fora do universo comum d@s humanos.</p>
<p>A homofobia é um sistema de humilhação, exclusão e violência com cumplicidade jurídica, científica, cultural e institucional. Sendo complexa e variada, pode ser percebida desde piadas vulgares que ridicularizam o homem afeminado, a mulher masculinizada, a travesti ou @ transexual, mas também assume formas brutais, chegando ao extremo do extermínio.</p>
<p><strong>Ameaça aos Direitos Humanos</strong></p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2013/03/559703_376271562480566_665197615_n.jpg" alt="" width="360" height="400" />Essa interferência de instituições religiosas e seus representantes (parlamentares ou não) que insistem em prejudicar os direitos humanos e civis de milhões de brasileir@s chega a um novo nível de ameaça à vida da população LGBT.</p>
<p>Isso porque a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara Federal elegeu como presidente nesta quinta-feira (7) o pastor-deputado Marco Feliciano, representante do Partido Socialista Cristão (PSC), e tem como novos integrantes da mesa diretora os também evangélicos-reacionários Anthony Garotinho (PR) e Jair Bolsonaro (PP). Isso porque a presidência da CDH era tradicionalmente ocupada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) que, este ano, não a considerou prioridade e preferiu presidir a Comissão de Seguridade Social (situação típica de troca de favores para garantir a base aliada das eleições 2014).</p>
<p>Um pouquinho do que pensa do nobre deputado: &#8220;Satanás levantou o seu ativismo neste país. O problema é o ativismo gay, o problema são pessoas que têm na sua cabeça o engendramento de satanás. São homens e mulheres que usam dos mesmos mecanismos que Stanley usou no seu comunismo nazista, usam a mesma linguagem de Hitler”.</p>
<p>Não bastasse sua homofobia declarada, em seu perfil no twitter, o pastor-deputado resolveu reescrever a história da África: “a maldição de Noé sobre Canaã toca seus descendentes diretos sobre os africanos. Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé, isso é fato. (&#8230;) Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, do ocultismo, misérias(&#8230;)”. Para terminar, a pérola: &#8220;É porque a Aids é uma doença gay. A Aids é uma doença que veio desse povo&#8221;.</p>
<p>Marco Feliciano afirma ter o perfil ideal para comandar a CDHM, já que ele se diz perseguido por ser cristão. Não conheço as estatísticas (?), mas, realmente, todos os dias devem ser muitas as pessoas verbalmente e fisicamente agredidas em vias públicas ou dentro de casa ou de instituições (até mesmo públicas) por serem cristãs/cristãos. Deve ser mesmo horrível ter que lidar, todos os dias, com gays e lésbicas vociferando contra o direito à liberdade de crença e tentando, de todo modo, converter mulheres e homens héteros em lésbicas, gays, travestis, transexuais, bissexuais&#8230;</p>
<p>Como andar tranquilamente pelas ruas podendo, a qualquer momento, ouvir que ser cristã/cristão não é natural, que essas pessoas que creem no deus judaico-cristão são abominações, aberrações, doentes necessitad@s de tratamento psiquiátrico e que a sociedade não pode aceitá-l@s? Como lidar cotidianamente com a iminente ameaça ao direito à vida simplesmente por assumir sua crença?</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2013/03/644612_611753928850255_981509269_n.jpg" alt="" width="385" height="288" />No site da Câmara, sobre a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, está escrito assim: “o principal objetivo da CDH é contribuir para a afirmação dos direitos humanos. Parte do princípio de que toda a pessoa humana possui direitos básicos e inalienáveis que devem ser protegidos pelos Estados e por toda a comunidade internacional. Tais direitos estão inscritos em textos e diplomas importantes de direitos humanos, que foram construídos através dos tempos, como são, no âmbito da ONU, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) e, no âmbito da OEA, a Declaração Americana de Direitos Humanos (1948). O Brasil é signatário desses e de outros instrumentos internacionais, o que significa que assumiu compromissos com os direitos humanos perante a Humanidade e diante de seu povo”.</p>
<p>A simples presença de Marco Feliciano, síntese do que há de mais retrógrado na política e na sociedade brasileira: o fanatismo religioso que estimula preconceitos e discriminação, é uma afronta à razão de existir da CDH.</p>
<p>O deputado Chico Alencar (PSOL) resumiu bem a tragédia de Marco Feliciano como presidente da Comissão: &#8220;Essa indicação vai inviabilizar a comissão que é dos direitos humanos. Será a comissão dos valores religiosos, do fundamentalismo e da higienização da raça&#8221;.</p>
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		<title>A homofobia nossa de cada dia</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Nov 2012 11:40:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fui agredida hoje. Humilhada na rua. Apanhei, meu cabelo foi cortado, minhas roupas rasgadas e ouvi absurdos sobre mim. Ouvi que sou um animal, que sou uma doente, uma anormalidade. E as pessoas que me disseram isso eram vizinhas, com um deles, eu tinha dividido a infância. E o meu crime foi amar. Eu me [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/11/chamada_homofobiacadadia.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>Fui agredida hoje. Humilhada na rua. Apanhei, meu cabelo foi cortado, minhas roupas rasgadas e ouvi absurdos sobre mim. Ouvi que sou um animal, que sou uma doente, uma anormalidade. E as pessoas que me disseram isso eram vizinhas, com um deles, eu tinha dividido a infância.</p>
<p>E o meu crime foi amar. Eu me apaixonei por uma garota linda, sadia, inteligente. E ela se apaixonou por mim. O problema é que, da mesma forma que fomos ensinadas, desde pequenas, que deveríamos crescer para servirmos a homens que fariam bom uso de nós como esposas, outras tantas pessoas ouviram esse mesmo discurso.</p>
<p>Então, quando passamos sorrindo e de mãos dadas na rua onde moramos, despertamos um ódio maior do que eu poderia explicar ou entender. Ela contou para a mãe que estávamos namorando, que estava feliz. Eu não contei nada porque a minha mãe não queria saber mesmo. Tudo relacionado ao fato de eu ser lésbica, ela prefere ignorar.</p>
<p>Noite de segunda-feira, eu voltava do trabalho para buscar o material da faculdade. Estou no último semestre do curso de Direito. Quero ser juíza, sempre sonhei com isso. Quando saía carregada com meus livros, fui abordada pela mãe da minha namorada. Ela estava acompanhada do meu vizinho, um rapaz atlético que está estudando medicina.</p>
<p>A primeira coisa que ouvi foi minha sogra gritar que sou uma maldita sapatão. Depois disso, recebi socos, chutes, fui jogada no chão, imobilizada e tive meu cabelo cortado, meus livros destruídos, minha blusa rasgada e ainda tive que suportar o valentão me dizendo que eu precisava mesmo era de um pau pra aprender a ser mulher.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/11/a-homofobia-nossa-de-cada-dia.jpg" alt="" width="360" height="261" /></p>
<p>Várias pessoas ouviram. Várias pessoas se aproximaram. E ninguém fez nada. Quer dizer, muitos riram, gritaram, juntaram-se às sessões de xingamento. Minha namorada estava na faculdade. Ela sai do trabalho e vai direto porque trabalha longe.</p>
<p>Depois que fizeram todas as agressões que queriam, comigo, simplesmente me deixaram lá, caída em frente de casa. Restos de um ser humano. Restos de alguém que, todos os dias, precisa provar seu valor enquanto pessoa porque a sociedade insiste em me classificar como um ser humano de segunda categoria.</p>
<p>Quando entrei em casa, juntando os cacos de mim, me tranquei no meu quarto me perguntando a razão de tanto ódio. Porque quem me agrediu foi a pessoa que disse que uma mulher, pra ser mulher de verdade, precisa de um homem e de ser bem comida. E todas as pessoas que validam e reforçam a ação dos que me bateram e humilharam.</p>
<p>Quem me agrediu foram os comediantes fazendo piada com o fato de uma pessoa nascer homossexual, de uma pessoa ser travesti ou transgênera. E todo mundo que riu dessas piadas. Foram todos os roteiristas de novela que caricaturaram e estereotiparam lésbicas e gays apenas porque se não for assim público não aceita. E com isso estavam dizendo que nós não podemos ser pessoas aceitas na sociedade por sermos como somos, mas que temos que pedir licença e nos fantasiarmos para entrar nela e sermos aceitos.</p>
<p>Quem me agrediu foram as propagandas vendendo o padrão heterossexual como o único correto, o único que merece ser publicizado, o único capaz de fazer as pessoas felizes e, portanto, o normal. E tudo o que for diferente é inferior, ruim, errado.</p>
<p>Quem me humilhou e cortou meus cabelos foi o padre que disse que o homossexualismo (sic) é pecado, condenado por seu deus com o inferno, e a igreja empenhada há séculos em me demonizar, diminuir e ridicularizar. Foi o pastor que pregou que a aceitação de mim como pessoa só seria possível se me convertesse, ou seja: deixasse de ser quem eu sou para ser quem a igreja quer que eu seja (e que pague o dízimo).</p>
<p>Quem me bateu, quem me deu um soco na boca e quebrou dois dentes meus foram aquelas pessoas que, mesmo depois do ocorrido, insistem que a culpada sou eu. Que eu estava me exibindo demais com a minha namorada, que era absurdo usarmos um anel de compromisso como se fôssemos um casal normal.</p>
<p>Quem me agrediu foi o Governo Federal que diz que sou parte de um grupo de risco porque eu amo uma mulher. E não importa que minha relação seja estável, que sejamos cuidadosas com nossa saúde e sejamos saudáveis, não podemos doar sangue porque somos lésbicas. Ou quando a presidenta deste país se recusa a discutir um projeto de combate à homofobia nas escolas porque não vai fazer &#8220;propaganda de opção sexual”.</p>
<p>Quem me agrediu foi o deputado que defendeu que se eu tenho AIDS é porque mereço ser castigada. E que se eu levanto a voz exigindo um direito que ele, por ser hétero já tem, estou querendo privilégios do Estado, que deveria zelar pelo meu bem-estar.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/11/a-homofobia-nossa-de-cada-dia-2.jpg" alt="" width="301" height="428" />Quem me agrediu foram os meus pais quando decidiram que a sociedade em que cresceram e foram criados só podia estar certa e que a errada, a problemática e a anormal sou eu, a filha que eles ensinaram e educaram, mas que deixou tudo isso pra trás e se resumiu, de uma hora para outra, em problema, decepção e tristeza por ser homossexual.</p>
<p>E então eu percebo que, mesmo que eu estivesse alerta, mesmo que eu tivesse lido nos olhos do meu vizinho e da mãe da minha namorada o tamanho do ódio que eles sentiam por mim, eu não poderia ter escapado, eu não teria machucados e hematomas a menos. Porque não foi só o meu vizinho que me bateu até cansar ou a minha sogra que me humilhou até se satisfazer. Foi uma cultura inteira.</p>
<p>(Este texto é fictício. Eu não fui agredida hoje. Mas certamente outras pessoas LGBTs foram).</p>
<p>A violência é muito mais que um ato físico. A sociedade que impõe regras, tentando moldar-nos conforme os interesses da classe dominante, não poupando de ataques pessoais àqueles que não seguem seus preceitos, aprisiona. Isso é violência. Isso é homofobia.</p>
<p>A igreja que intimida, que prega um deus que ameaça os “pecadores” que não aceitam suas doutrinas e julga condenando à danação eterna as diferenças, está perpetuando um discurso de ódio que já matou milhões de índios, deu origem à escravidão e apoiou o nazismo. Isso é violência. Isso é homofobia.</p>
<p>A homofobia tem muitas vozes, muitas mãos e muitas faces, reveladas de muitas formas, desde a agressão física ou moral, até a aparente ternura do gesto que nos faz prisioneiros de sentimentos altamente egoístas. Ela tem a cara da liberdade perdida, consentida ou não, roubada ou entregue espontaneamente para alguém que usou de poder sobre nós.</p>
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		<title>Voto: instrumento contra a homofobia</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Oct 2012 01:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Política. Assunto árduo – muita gente acha chato –, mas se não nos envolvermos, acabaremos sendo governad@s pelas pessoas que se envolvem (que perigo os comícios apoiados por igrejas e instituições suspeitas!). Sim, é preciso votar. Mas não basta. É preciso votar consciente. Ainda que esse voto seja “perdido”, é necessário mostrar que nós, Lésbicas, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/10/chamada_voto.jpg" alt="" width="588" height="250" /></p>
<p>Política. Assunto árduo – muita gente acha chato –, mas se não nos envolvermos, acabaremos sendo governad@s pelas pessoas que se envolvem (que perigo os comícios apoiados por igrejas e instituições suspeitas!).</p>
<p>Sim, é preciso votar. Mas não basta. É preciso votar consciente. Ainda que esse voto seja “perdido”, é necessário mostrar que nós, Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêner@s, Transexuais e Travestis existimos e queremos sim candidat@s comprometidos com a igualdade de direitos.</p>
<p>No dia 7 de outubro, escolheremos o rumo dos próximos 4 anos em nossos municípios. Muita coisa está em jogo. E é interessante constatar que quase tod@s @s candidat@s que defendem as causas LGBTs também estão profundamente comprometid@s com políticas para mulheres, apresentam um programa de governo com foco no social e na defesa dos direitos humanos.</p>
<p>Peço licença a vocês para transcrever aqui um “filtro de voto”, publicado originalmente por Ivone Pita em sua página no facebook (<a href="http://www.facebook.com/ivonepita">http://www.facebook.com/ivonepita</a>).</p>
<p><img class="alignleft" style="border: 1px solid black;" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/10/voto2.jpg" alt="" width="256" height="233" />“FILTRANDO O VOTO: CONTRA a legalização do aborto? Não voto. CONTRA a liberação das drogas? Não voto. CONTRA cotas raciais? Não voto. CONTRA apropriação de terras pelos indígenas? Não voto. CONTRA o reconhecimento das identidades trans? Não voto. CONTRA apropriação de terras por quilombolas? Não voto. CONTRA a iniciativa pública? Não voto. CONTRA a total equiparação de direitos entre LGBTs e demais cidadãos? Não voto. CONTRA os direitos da mulher? Não voto. CONTRA ressocialização de presos? Não voto. CONTRA delegacias e promotorias de proteção animal? Não voto. CONTRA ações afirmativas? Não voto. CONTRA a separação total entre igreja e estado? Não voto. CONTRA a tributação de templos e igrejas? Não voto. CONTRA o término da imunidade parlamentar? Não voto. CONTRA programas sociais? Não voto. CONTRA a transparência total dos poderes? Não voto. CONTRA qualquer ação ou política de promoção de reconhecimento de diferenças para promover equiparação social? Não voto.</p>
<p>ACERTANDO O VOTO: candidat@s com histórico de luta popular, sem processos administrativos, sem processos judiciais, que não tenham enriquecido ilicitamente, que sejam de fato envolvid@s em causas voltadas para o povo, movimentos sociais para a população marginalizada, frentes de luta por mais justiça e igualdade que não apague as tantas diversidades de nossa população e, claro, que seja a FAVOR de tudo ali acima, que ficou no filtro”.</p>
<p>Difícil encontrar alguém que tenha esse perfil? Pode ser, mas são vários os quesitos eliminatórios. Quem chegar mais perto, merece ter o número digitado e confirmado na urna no domingo.</p>
<p>O voto contra a homofobia é um voto pela cidadania.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/10/voto3.jpg" alt="" width="386" height="283" /></p>
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		<title>Quando o Amor é maior que todas as coisas</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Sep 2012 02:34:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De livre e espontânea vontade, eles disseram sim um ao outro. E vivem não uma vida perfeita ou de contos de fadas, mas amando-se e respeitando-se, construindo juntos, crescendo juntos. Queridas leitoras, peço licença a vocês para escrever um texto doce (feito jujuba), um texto nascido da experiência recém-vivida e de todas as emoções que [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/09/casamentogay2.jpg" alt="" width="447" height="329" /></p>
<p>De livre e espontânea vontade, eles disseram sim um ao outro. E vivem não uma vida perfeita ou de contos de fadas, mas amando-se e respeitando-se, construindo juntos, crescendo juntos.</p>
<p>Queridas leitoras, peço licença a vocês para escrever um texto doce (feito jujuba), um texto nascido da experiência recém-vivida e de todas as emoções que ainda estão a flor da pele.</p>
<p>17 de setembro. Dia que guardarei para sempre na memória, na história. Dia que meu irmão se casou. Dia que meu irmão casou com meu cunhado. Sim, um casamento gay. E casamento mesmo, no cartório, com direito a certidão de casamento, a eles poderem usar o sobrenome um do outro. E mais, no Brasil!</p>
<p>Confessou que não acreditava que um dia eu vivenciaria um momento como este. E, apesar dos temores dos fundamentalistas homofóbicos, depois do registro civil do casamento dos dois, não houve na cidade nenhuma catástrofe, nenhuma calamidade repentina, nenhuma onda de divórcios de casais héteros, nenhum protesto de gays querendo obrigar padres ou pastores a casá-los.</p>
<p>O que houve foi uma celebração do afeto, o compartilhamento de sorrisos entre amigos emocionados pela felicidade contagiante dos noivos e de viver essa parte da história com os dois. E o mais lindo: as presenças das mães dos noivos, cuidando de detalhes, lembrancinhas e de deixar os dois à vontade nesse momento tão íntimo e especial.</p>
<p><strong>Casar é um direito!</strong></p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/09/casamentogay.jpg" alt="" width="349" height="260" />Na cidade em que eles se casaram, Santa Rita do Sapucaí, sul de Minas Gerais, o juiz José Henrique Mallmann concedeu o direito ao casamento civil a qualquer casal homossexual que comprovar residência na cidade, sem precisar entrar na Justiça, como acontece na maioria das cidades brasileiras.</p>
<p>Desde maio de 2011, a união estável entre pessoas do mesmo sexo é aceita em todo Brasil, mas para realizar o casamento civil é preciso entrar na Justiça. E ela enésima vez, isso não tem nada a ver com o matrimônio, sacramento dado nas igrejas.</p>
<p>E como eu já cansei de explicar, re-explicar e dizer de novo que o casamento civil é um direito de todas as pessoas, não exclusivo d@s héteros, tomo emprestada uma fala de Salomão Akhnaton, Juiz que autorizou recentemente o casamento entre duas mulheres em Colatina (cidade natal desta que vos escreve, mas, tristemente, não é uma das noivas em questão): “Onde houver afeto entre duas pessoas, respeito, solidariedade, comunhão de vida, ética familiar, ostensividade e intenção de constituir família, haverá uma união familiar tutelada pelo direito”.</p>
<p>Eu não poderia descrever com melhores palavras a relação de meu irmão e meu cunhado. Eles se amam e a relação deles é exemplo para muitas pessoas. O que não entendo é por que eu, se quiser me casar, tenho que entrar na Justiça e brigar por uma autorização que milhões de outras pessoas (seres humanos iguais a mim) já têm&#8230;</p>
<p>Espero que muito em breve isso seja passado no Brasil!</p>
<p><strong>Pront@s para o sim!</strong></p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/09/casamentogay3.jpg" alt="" width="351" height="263" />Corações plenos de Amor, em união de sentimentos enraizados na amizade. Momentos partilhados cheios de esperança, num fluir novo de cada dia, em ternura e aconchego. Casar é pousar os pertences na carruagem do Amor e embarcar leves, rumo ao país das suas maravilhas, onde o sonho e a realidade fundem-se no calor do encontro de duas pessoas.</p>
<p>Desejo que meu irmão e meu cunhado (e, simbolicamente, desejo o mesmo a todos os casais lésbicos e gays) juntem seus sonhos mais bonitos para celebrar os milagres da vida em amor e do amor em suas vidas.</p>
<p>No acalanto do abraço, adormeçam o cansaço das rotinas corridas e os percalços que encontrarem ao longo do caminho na estrada do viver. Acariciem, sem medo, a criança que há em cada um vocês. Deixem que sorria livre, descobrindo a vida, crescendo em afetos.</p>
<p>Juntos, vocês colherão as flores que brotarem da vida partilhada, espargindo seu perfume em seu leito de amor. E compreenderão então, que uma vida é pouco para quem ama tanto assim, como vocês, Dado e Nan.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dia Nacional da Visibilidade Lésbica</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/dia-nacional-da-visibilidade-lesbica</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2012 15:52:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ser e se assumir lésbica é dizer não aos “humanos standard”. SEJA! Sensíveis e fortes. Não haveria paradoxos se não houvesse nós, mulheres. E parece que quando somos lésbicas, elevamos essa essência ao máximo. Competentes em mostrar nossa capacidade de saltar o coração de quem nos vê. Eu tenho orgulho de ser uma das herdeiras [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/08/chamada_visibilidade.jpg" alt="" width="588" height="250" /></p>
<h4>Ser e se assumir lésbica é dizer não aos “humanos standard”. SEJA!</h4>
<p>Sensíveis e fortes. Não haveria paradoxos se não houvesse nós, mulheres. E parece que quando somos lésbicas, elevamos essa essência ao máximo. Competentes em mostrar nossa capacidade de saltar o coração de quem nos vê.</p>
<p>Eu tenho orgulho de ser uma das herdeiras do arco-íris, símbolo que há muito acompanha o movimento LGBT. Todas as cores reunidas, um único amor. Ser lésbica. Sou lésbica. E acredito no Amor. No amor entre duas mulheres. Entre dois homens. Entre uma mulher e um homem. Acredito no AMOR!</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/08/visibilidade1.jpg" alt="" width="269" height="197" />E o Amor é minha causa inerente, objetivo, o que me faz sempre seguir adiante, com o coração colorido de quem não se esconde, de quem recusa, ainda que com todas as dores que o cotidiano preconceito possa causar, a ser quem não é.</p>
<p>Sim, somos lésbicas! Amamos outras mulheres e queremos uma vida a duas, criar e ser&#8230; ser quem somos, em plenitude, respeitando a essência de cada uma. Não somos barro para que possam moldar nossos rostos e destinos. Menos ainda ferro para fundir em qualquer formato, retorcer os lábios e torcer de novo, soldar um novo corpo que pouco a pouco oxida com lágrimas salgadas.</p>
<p>NÃO SOMOS PRÉ-FABRICADAS! E não permitamos que nos preguem pregos nas mãos e obediência nos pés. Tão pouco que cortem as estruturas de nossos dias. Não somos madeira para gravarem em nós o nome de um pretenso “dono”, nem páginas em branco de um contrato eterno de infelicidade. Não! Somos mulheres. Mulheres que amam outras mulheres e queremos ser amadas assim, respeitadas assim e viver como somos.</p>
<p>E no Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, 29 de agosto, simbolizando a história de resistência e luta de um novo olhar sobre a sociedade, em que o SER se torna plural e público, comemoremos reafirmando ou dizendo pela primeira vez um sonoro “não” à sociedade concebida e ajustada pelos “humanos standard”.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/08/visibilidade2.jpg" alt="" width="200" height="350" />Humanos standard: humanos dentro da norma. E que norma é essa? Uma sociedade que podemos comparar a uma bolha, na qual NINGUÉM ou NADA, salvo o humano standard, é realmente visto ou ouvido, na qual nada além do humano standard importa. Tudo o mais é resto: paisagem, mercadoria ou comida.</p>
<p>Ser lésbica é saber a si mesma. E assumir-se lésbica é um fato político de visibilidade dentro dessa sociedade de humanos standard. “Sair do armário”, “abandonar Nárnia” e viver de acordo com quem você é, SER é uma atitude política que transcende a “identidade sexual” e  constitui-se enquanto ação desconstruir essa standardização manifesta de “o que é certo e aceito em sociedade”.</p>
<p>E que fique claro que isso não significa rebeldia, mas sermos protagonistas de nossas próprias existências. Mais: significa, cotidianamente, manifestar a nossa repulsão pela homofobia. A imagem do Brasil progressista e libertário, onde é possível ser quem é, é desconstruída a cada morte de uma lésbica, de um gay ou de uma travesti porque essas pessoas têm orgulho de si e manifestam isso sendo quem são.</p>
<p>Parabéns a todas as mulheres lésbicas que, ao saírem de casa de cabeça erguida e prontas para enfrentar tudo aquilo que se opõe ao seu caminho todos os dias, estão lutando contra a restrição homofóbica sobre nossos afetos e desejos em um mundo machista e de mentalidade patriarcal.</p>
<p>No Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, VEJA e SEJA VISTA como quem você é.</p>
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		<title>Pesquisa: Homoparentalidade e Escola</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Aug 2012 21:01:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Enfoque Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento]]></category>
		<category><![CDATA[Variedades]]></category>

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		<description><![CDATA[Gente, vamos ajudar a Pry com seu TCC sobre família homoparental e a escola. Abaixo detalhes e dados para contato. Caso você não faça parte de uma família homoparental, pode ajudar divulgando a pesquisa. Olá! Me chamo Priscila (aqui no ABCLes vocês me conhecem apenas como Pry), curso Pedagogia no Centro Universitário FIEO, e para [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/08/chamada_homoparental.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>Gente, vamos ajudar a Pry com seu TCC sobre família homoparental e a escola. Abaixo detalhes e dados para contato. Caso você não faça parte de uma família homoparental, pode ajudar divulgando a pesquisa.</p>
<blockquote><p>Olá! Me chamo Priscila (aqui no ABCLes vocês me conhecem apenas como Pry), curso Pedagogia no Centro Universitário FIEO, e para o TCC, escolhi estudar a relação entre a família homoparental e a escola.</p>
<p>Objetivo saber se as famílias homoparentais são recebidas pelas escolas com os mesmos direitos e deveres que os pais heterossexuais. Se não há um estranhamento quando professores e funcionários descobrem a sexualidade dos pais, e, além disso, gostaria de saber como foi constituída a família, se houve casamento hetero anterior, adoção ou reprodução assistida.</p>
<p>Para concluir a pesquisa, eu preciso entrevistar famílias homoparentais e estou procurando voluntários. Dou preferência para casais de São Paulo (capital) e/ou região metropolitana. Lembrando que, se desejarem, os nomes dos entrevistados serão mantidos em sigilo.</p>
<p>Os interessados podem entrar em contato comigo pelos e-mails:</p>
<p><strong><em><a href="mailto:07109614@unifieo.edu.br">07109614@unifieo.edu.br</a></em></strong></p>
<p><strong><em><a href="mailto:butter_cup_john@yahoo.com.br">butter_cup_john@yahoo.com.br</a></em></strong></p>
<p>Agradeço a participação e divulgação,<br />
Priscila.</p></blockquote>
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