<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>ABCLes - Literatura Lésbica: Sonhar, amar sem medo, viver do nosso jeito</title>
	<atom:link href="http://abcles.com.br/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://abcles.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 26 Jan 2012 04:27:41 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0</generator>
		<item>
		<title>A vida é muito mais do que padres e pastores dizem que é</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/a-vida-e-muito-mais-do-que-padres-e-pastores-dizem-que-e</link>
		<comments>http://abcles.com.br/destaques/a-vida-e-muito-mais-do-que-padres-e-pastores-dizem-que-e#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 00:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento]]></category>
		<category><![CDATA[O amor que ousa dizer o nome]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=4261</guid>
		<description><![CDATA[Pedro é filho único, nasceu numa cidade pequena, dentro de uma família fervorosamente religiosa. Foi batizado, como os pais queriam, e cresceu indo à missa todos os domingos. Entrou para a catequese ainda cedo e logo posto para ser coroinha. Afora isso, estudava, brincava com os amigos na rua. Adorava-os. Seus olhos brilhavam quando via [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" style="border: 1px solid black" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/chamada_vida.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>Pedro é filho único, nasceu numa cidade pequena, dentro de uma família fervorosamente religiosa. Foi batizado, como os pais queriam, e cresceu indo à missa todos os domingos. Entrou para a catequese ainda cedo e logo posto para ser coroinha.</p>
<p>Afora isso, estudava, brincava com os amigos na rua. Adorava-os. Seus olhos brilhavam quando via os meninos correndo atrás da bola. Era o goleiro porque isso o permitia ficar olhando, observando sem que isso os incomodasse.</p>
<p>Foi ensinado em casa, na escola e na igreja que deveria crescer, se tornar um homem e ser pai de família. Essa era a única possibilidade de futuro que conhecia. Pedro, porém, não via graça nas meninas da escola, nem nas primas, nem nas que moravam em sua rua. E apenas ouviam quando os meninos enchiam uma ou outra de elogios.</p>
<p>Como se mantinha sempre ocupado, porém, não ligava para o assunto. Viveu a infância feliz, chegou à adolescência e era sempre coberto de elogios pelos pais, tios e avós. Era o menino de ouro, que se esforçava nos estudos, vivia cercado por outros meninos, sempre sorridente, gentil, nunca faltava a uma missa, ia sempre à catequese e ainda era coroinha. Alguns diziam que se tornaria padre. Ele não dizia nada.</p>
<p>Os problemas começaram quando os amigos começaram a ter suas namoradinhas. Ele não. Até que um dia ouviu pela primeira vez o novo apelido: “viadinho”. Ficou profundamente assustado. Não poderia ser aquilo. Não poderia ser anormal, um doente, uma pessoa que por seus atos se condena ao inferno.</p>
<p>Sempre ouvira piadas e comentários maldosos em relação a rapazes que se relacionavam com outros rapazes. Sempre ouvira a mãe dizer que preferia não ter tido um filho se fosse para ele ser daquele jeito. Ser “viadinho” era sujo, pecado mortal, era errado. Pedro não queria acreditar que o amor que sentia por seus amigos, em especial por Thiago, era aquilo que seus pais, os padres, os professores e a catequista mais abominavam.</p>
<p>Sem ter com quem conversar, recolheu-se. Porque o que não era aceito era melhor que ficasse escondido. Tinha medo, muito medo. Medo de si mesmo. Vergonha do que sentia. Vergonha de saber que os olhos brilhavam ao ouvir a voz de seu amigo. Vergonha de desejar a companhia dele mais do que a de todos os outros. Vergonha de querer passar dias e dias junto.</p>
<p>Pedro não aguentava mais e procurou um padre par ajuda-lo. Foi aconselhado a deixar esses desejos pecaminosos, esses pensamentos sujos que só o afastavam do caminho de Deus e procurar seguir o caminho da bíblia. E assim ele fez.</p>
<p>Fez faculdade, arranjou emprego e se casou. Passou a morar fora da casa dos pais, formou uma família. Continuava indo à missa todos os dias, repetia os discursos dos padres, dos pais, se horrorizava quando via um homossexual na rua. Ou fingia. Porque seu desejo era ser exatamente o que o outro era. Andava na rua de cabeça baixa com receio de que algum homem o flagrasse olhando, tinha medo de ser acusado de ter uma recaída.</p>
<p>Em casa, mantinha-se silencioso. Era rígido com os filhos porque achava que assim eles não se tornariam anormais ou doentes da homossexualidade. Era frio com a esposa, como tinha tido o exemplo em casa. Tornou-se um sujeito amargurado, taciturno, de poucos amigos, distante de si mesmo, que se obrigava a gostar de cerveja e futebol e a falar de mulheres no bar. Bebia. Bebia mais do que podia para esquecer os dias e desejava o fim de sua existência. Mas tinha certeza de ter dado aos filhos o exemplo certo e de que eles não se desviariam do caminho e jamais seriam “viadinhos”.</p>
<h4>Heranças</h4>
<p>Esta é uma história fictícia, mas baseada em fatos reais. O assunto desta coluna me foi trazido pela PrY, por e-mail, sugerindo que eu escrevesse sobre como a lavagem cerebral promovida pelas igrejas contra nós, homossexuais, é capaz de arruinar a vida de muitas pessoas.</p>
<p>Quantos homens e mulheres se casam e constituem família por que isso é uma obrigação? Não sei precisar. Eu fui ensinada assim. Fui criada num berço católico e sou considerada uma aberração porque me recuso a estar com um homem e rejeito totalmente me casar com um. Não, meu desejo é por outra mulher. E sou assim desde criança.</p>
<p>É lamentável os danos que uma educação moldada pelos ditames religiosos leve a absurdos, fazendo com que crianças e adolescentes carreguem para a vida adulta uma culpa que não existe e, por conseguinte, torne penosa a existência numa sociedade que tem medo de ver beijo gay na novela das oito, mas que se delicia assistindo a atrocidades em noticiários sensacionalistas.</p>
<p>É muito difícil compreender por que a comunidade religiosa fundamentalista é capaz de perdoar assassinos, bandidos ou estupradores que se convertem à religião e não aceitam que eu caminhe de mãos dadas com minha namorada pela rua, e não aceitam que um homem AME outro homem e que formem uma família.</p>
<p>Na vida de milhões de homossexuais, bissexuais, travestis e transexuais, o sentimento religioso e o temor ao deus são nitidamente reforçados, todos os dias, fazendo parecer que a religião por si mesma possa impedir naturalmente as escolhas humanas e o desejo velado de nossas mais profundas vontades. Não é bem assim.</p>
<p>Somos totalmente despreparad@s para a quebra de padrões instituídos na sociedade patriarcal, machista e heterossexual. E precisamos aprender imediatamente que as diferenças são só diferenças e não defeitos! Até quando haverá uma espantosa quantidade de dor causada por essa ignorância da hipócrita sociedade? E a responsabilidade pela mudança também é nossa.</p>
<h4>Ser feliz é SER</h4>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Elas_14.jpg" alt="" width="196" height="236" />Ser o que somos. E enfrentar as consequências por se ter coragem de ser feliz. Eu sou GAY e me orgulho! E digo para todas as pessoas, lésbicas, gays, bissexuais, trans e héteros: a vida continua e construir o amanhã é responsabilidade de cada um, apesar do que dói aqui dentro.</p>
<p>Temos que seguir de cabeça erguida, buscando sempre o melhor, mesmo sem nenhuma certeza de que vamos chegar lá. Isso porque nem mesmo nós sabemos onde é esse lá. Mas sabemos o que desejamos: um mundo de liberdade, igualdade e fraternidade, sem demagogia. E enquanto caminhamos, o importante é fazer da travessia sempre uma descoberta, um reencontro, um renascimento.</p>
<p>O importante é crescer para dentro e ficar maior do que o nosso próprio sonho. A vida pode ser ainda se a vida está viva. Morrer não é apenas estar enterrado. Morre quem anda sempre de olhos fechados, quem esqueceu a alegria no banco de trás do ônibus, quem não sabe quem é quando se olha no espelho porque escolheu se esquecer de si mesm@.</p>
<p>Ser feliz exige coragem. E pode ser que leve tempo para aprender que a vida ainda é a resposta quando tudo agoniza; que não precisamos segurar o vento com as mãos, mas apenas senti-lo no rosto. No entanto, temos que dar uma chance não apenas ao mundo, mas a nós mesm@s. Temos que crer que apesar dos joelhos esfolados e de termos perdido nossos melhores pedaços, podemos levantar e seguir nossa trajetória. Isso não é uma visão romântica da vida. É apenas a necessidade de sobreviver a si mesm@ e continuar sem escutar o “NÃO” da sociedade para nossa existência.</p>
<p><img class="alignright" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Elas_26.jpg" alt="" width="322" height="215" />Dizer “não” é mais fácil do que dizer “sim”. Dizer “eu não sou gay” é mais fácil do que se orgulhar de dizer “eu sou gay”, não apenas com palavras, mas em atitudes, todos os dias. Quando dizemos não, protegemo-nos das decepções, não damos a cara a tapa. Agora, o sim implica em inúmeros desafios porque expomo-nos e nunca sabemos as consequências reais. Tudo na vida é uma questão de não ou sim.</p>
<p>Então, vá lá e diga sim a você mesm@ primeiro. Aceite suas inseguranças, erros e medos sem culpa: ninguém é perfeito, nem héteros nem LGBTs. Procure a sua felicidade sem se importar com o tempo. Ele é nada mais do que um conceito. E acima de tudo, não perca de vista o seu coração, aquilo que VOCÊ É. Porque quando deixamos de sentir, deixamos de ser.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/destaques/a-vida-e-muito-mais-do-que-padres-e-pastores-dizem-que-e/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Diálogo De Um Casal Apaixonado: O Ano Novo</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/dialogo-de-um-casal-apaixonado-o-ano-novo</link>
		<comments>http://abcles.com.br/destaques/dialogo-de-um-casal-apaixonado-o-ano-novo#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 00:46:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leticia Ferrari</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogo De Um Casal Apaixonado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=4251</guid>
		<description><![CDATA[Primeiro dia de ano&#8230; — Amor, onde estão as coleiras? — Na área de serviço. — Obrigada. — Posso saber por que quer saber? — Pra pular corda, oras! — Engraçadinha! — Pro que acha que vou usar? — Vai prender os cachorros? — Com certeza! — E posso saber o motivo? — Bom, minha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/anonovo.jpg" alt="" width="588" height="250" /></p>
<p>Primeiro dia de ano&#8230;</p>
<p>— Amor, onde estão as coleiras?<br />
— Na área de serviço.<br />
— Obrigada.<br />
— Posso saber por que quer saber?<br />
— Pra pular corda, oras!<br />
— Engraçadinha!<br />
— Pro que acha que vou usar?<br />
— Vai prender os cachorros?<br />
— Com certeza!<br />
— E posso saber o motivo?<br />
— Bom, minha família está vindo almoçar conosco e não quero dois animais gigantes atrapalhando o momento.<br />
— Só isso?<br />
— E no meu aniversário que eles devoraram os embrulhos dos presentes?<br />
— A culpa foi sua por ter deixado todos sobre a cama.<br />
— Quer deixar os dois soltos?<br />
— Óbvio!<br />
— Você está maluca, isso sim!<br />
— Por quê? Seus pais não têm medo deles, sua sobrinha já aprendeu a andar suficientemente bem para não ser derrubada por eles&#8230;<br />
— Mas eles ficam babando na comida das pessoas, amor!<br />
— Mentira! Que eu saiba, eles ficam parados e sentados olhando para o prato de comida das pessoas.<br />
— E babam!<br />
— Bobagem! Pode deixar os dois soltos que eu me responsabilizo por tudo.<br />
— As pessoas vão dar coisas para eles comer e você vai ficar brava.<br />
— Está se referindo aquela festa que você deu pro pessoal do escritório e entupiram os coitados de gelatinas de pinga?<br />
— Mais ou menos&#8230;<br />
— Lógico que fiquei brava! Cachorros não podem consumir álcool! Você como dona deles devia ter feito algo a respeito!<br />
— Você sabe que bêbado nunca lembra das responsabilidades.<br />
— Então você ficou bêbada?!<br />
— Vamos deixar os dois soltos e não se fala mais no assunto!</p>
<p>Uma hora depois&#8230;</p>
<p>— Sabe que fiquei curiosa com uma coisa?<br />
— Amor, já falei que não fiquei bêbada naquela festa.<br />
— Não, não. Fiquei curiosa em saber por que não quis prender os dois quando meus pais vieram me visitar se eles incomodam tanto?<br />
— Ah, é diferente.<br />
— Por quê?<br />
— Porque eu queria que eles atacassem o prato da sua mãe.<br />
— Amor!<br />
— Foi você quem perguntou, oras.<br />
— Ainda com implicância com a velha?<br />
— Ela que continua implicante!<br />
— Tá, mas agora temos que ver uma coisa.<br />
— O quê?<br />
— Só tem comida gordurosa aqui. Acho que vou buscar alguma coisa mais saudável pro caso de alguém dar comida para o Michael e o Jackson.<br />
— Você só pode estar de brincadeira! Já sei! É alguma piada de ano novo?<br />
— É você quem está de brincadeira! Você não liga pra saúde deles!<br />
— &#8230;<br />
— Já basta ter deixado os dois, sozinhos aqui na virada de ano!<br />
— E o que é que tem?<br />
— Sabe como eles têm medo dos fogos de artifício!<br />
— Você queria ter levado eles pra chácara dos nossos amigos?<br />
— Não seria uma má ideia, mas você fez tanto drama&#8230;<br />
— E daí que eles têm medo dos fogos?<br />
— Você prometeu que seria mais sensível!<br />
— Deixa de bobagem e não esqueça que meu pai vai trazer um monte de fogos para soltar hoje.<br />
— Tinha esquecido!<br />
— Quero só ver sua cara&#8230;<br />
— Está rindo, é?<br />
— Serão só alguns minutos, amor. Não faça drama!<br />
— Ainda me chama de dramática?!<br />
— Michael? Jackson? Quem quer um pedação de costela cheia de gordura?<br />
— Ah, mas vai ter troco!<br />
— É brincadeira, amor.<br />
— Então por que jogou a carne de verdade pra eles?<br />
— Foi só um pedacinho.<br />
— Vou ligar para ver se seus pais estão chegando.<br />
— Qual é, amor? Vai ficar mesmo brava?<br />
— Não quero conversa com você!</p>
<p>Mais tarde, depois dos fogos&#8230;</p>
<p>— Está vendo? Deu tudo certo.<br />
— Já falei que não quero conversar com você.<br />
— Qual é, amor? Os cachorros nem choraram, nem nada.<br />
— Óbvio que não. Tomei providências para que ficassem bem.<br />
— O que você fez?<br />
— Agora está preocupada com o bem estar deles?<br />
— Amor, não vou perguntar de novo! O que você fez???<br />
— Deixei eles dentro de casa.<br />
— Ah, só isso? Ufa! Achei que como estava brava comigo, ia fazer algo que&#8230;<br />
— Dei seu presente de Natal para eles se distraírem do barulho.<br />
— Você deu meus óculos de sol?<br />
— Não, boba! Dei a camiseta da seleção feminina.<br />
— Eu não ganhei nenhuma camiseta da seleção.<br />
— E agora você vai saber o porquê.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/destaques/dialogo-de-um-casal-apaixonado-o-ano-novo/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O velho e batido discurso fóbico da Igreja: o alvo agora somos @s LGBTs</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/o-velho-e-batido-discurso-fobico-da-igreja-a-ameaca-agora-somos-s-lgbts</link>
		<comments>http://abcles.com.br/destaques/o-velho-e-batido-discurso-fobico-da-igreja-a-ameaca-agora-somos-s-lgbts#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 13:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento]]></category>
		<category><![CDATA[O amor que ousa dizer o nome]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=4241</guid>
		<description><![CDATA[O ano nem bem começou e já nos deparamos com declarações homofóbicas daqueles que, segundo dizem, são mensageiros do amor. Irônico, não? Mas, na última segunda-feira, durante um pronunciamento de ano novo a diplomatas de quase 180 países acreditados no Vaticano, o Papa Bento XVI disse, do alto de sua “santidade”, que o casamento homossexual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/papa.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>O ano nem bem começou e já nos deparamos com declarações homofóbicas daqueles que, segundo dizem, são mensageiros do amor. Irônico, não? Mas, na última segunda-feira, durante um pronunciamento de ano novo a diplomatas de quase 180 países acreditados no Vaticano, o Papa Bento XVI disse, do alto de sua “santidade”, que o casamento homossexual é uma das várias ameaças atuais à família tradicional, pondo em xeque &#8220;o próprio futuro da humanidade”.</p>
<p>De acordo com Bento XVI, a educação das crianças precisa de &#8220;ambientes&#8221; adequados, e &#8220;o lugar de honra cabe à família, baseada no casamento de um homem com uma mulher&#8221; (qualquer semelhança com Bolsonaros da vida NÃO É mera coincidência). &#8220;Essa não é uma simples convenção social, e sim a célula fundamental de cada sociedade. Consequentemente, políticas que afetam a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade&#8221;.</p>
<p>O primeiro ponto que quero abordar é esse conceito “família tradicional”. Que tradição é essa? Desde quando? Instituída por quem? Ou alguém pode negar que NUNCA na história da humanidade houve um modelo único de família? Algum historiador tem provas irrefutáveis de que em todas as casas, comunidades e tribos a composição do núcleo familiar era a mesma desde a Antiguidade até os dias atuais? A família foi sempre a mesma, sem quaisquer alterações? Pelos conhecimentos superficiais que tenho, a resposta é NÃO.</p>
<p>A &#8220;Santa Igreja Católica&#8221;, que se coloca como guardiã da vida, da moral e dos bons costumes, da qual o Papa é o líder máximo, promoveu a &#8220;Santa Inquisição&#8221;; ofereceu a “base teórica” para justificar a escravidão; dizimou milhares de culturas indígenas com sua &#8220;catequese&#8221;; fechou os olhos para a matança de milhares de negros e índios em nome do poder e da riqueza; apoiou o Nazismo; é a favor da mortalidade feminina interferindo em questões LAICAS de direitos reprodutivos e acoberta os casos de pedofilia DENTRO DO PRÓPRIO CLERO.</p>
<p>Mas a ameaça à humanidade somos nós, @s homossexuais!</p>
<p>É muita hipocrisia insistir no discurso de que “o homossexualismo (sic) é objetivamente um transtorno e constitui para muitos deles (nós, @s homossexuais) uma provação”. Mas vejam só que lindo: a Santa Sé condena ainda qualquer tipo de perseguição violenta aos gays e afirma que tod@s @s que quiserem “mudar de vida” serão bem-vindos à Igreja.</p>
<p>A mesma instituição que prega que tod@s @s seres humanos são filh@s de seu deus e, mais ainda, criad@s a imagem e semelhança dele, apresenta um discurso de sua autoridade máxima NEGANDO aquilo que “está na bíblia”. Seremos aceit@s apenas se formos tod@s cordeirinh@s, mans@s e seguirmos aquilo que querem que sigamos e acreditemos.</p>
<p>A Igreja recusa-se a aceitar que não se escolhe nascer homo, hétero ou bissexual. SOMOS ASSIM! É a diversidade da espécie humana, tão comum na natureza.</p>
<p>O maior medo da Igreja Católica – e das demais doutrinas religiosas dogmáticas – é justamente a emancipação das pessoas quanto ao “pensar”. As igrejas mundo afora têm sua força baseada na vida do além, ou seja, naquilo que se supõe que exista e que acontecerá algum dia.</p>
<p>As religiões, TODAS, se escondem atrás da palavra “mistério”, aquilo que não se pode entender e deste modo pretende que nunca se possa analisar criticamente o que não pode ser explicado.</p>
<p>A verdade, porém, é que atrás do mistério pode-se esconder de tudo, por exemplo, a infabilidade papal. Assim que o homem é eleito Papa – num ritual de conchavos do qual pouco sabemos – ele é imediatamente elevado à categoria de perfeito e infalível, aquele que não comete erros.</p>
<p>Convenhamos que é muito fácil comprar o perdão dos mortos com um texto bem escrito, como os milhões de negros e índios que morreram pela sede do ouro e do poder da Santa Madre Igreja, para sustentar a opulência de seu clero. Muito fácil também é proclamar santa quem fora queimada viva numa fogueira, como Joana D’arc.</p>
<p>O discurso do Papa deixa claro que, para a Igreja, nós homossexuais somos uma espécie de fenômeno, de erro humano que possa ser “consertado”. Essa mesma igreja recusa-se, porém, a também ser vista como um fenômeno humano e social e, como tal, possa ser analisada.</p>
<p>Será que tod@s @s que se dizem seguidores do Cristo conhecem a história daquilo que professam? Sabem que a “divindade” de seu Jesus foi votada num Concílio numa época em que a Igreja perdia adeptos? Sabem que o mito da ressurreição ao terceiro dia foi copiado da mitologia egípcia, muito mais antiga? Entendem que o domingo ser considerado “dia santo” vem da fé dos gregos antigos à adoração do sol? Será que tod@s @s que rezam o credo têm noção de que a bíblia é um livro montado, editado e traduzido de acordo com os interesses das religiões, de acordo com aquilo que mais convém a elas?</p>
<p>Dentro da minha própria família a resposta grita! Eu não teria o menor problema em conviver com religiões e religiosos se estes se dignassem a realmente apenas oferecer àquelas e àqueles que buscam o conforto para a alma numa crença em uma entidade superior, todo-poderosa, que governa o Universo segundo seus desígnios, caprichos e bel-prazer.</p>
<p>O problema é quando aquilo que foi criado para oferecer conforto a essas pessoas oferece não só desconforto a outras, como dissemina o ódio e, apesar de a Revolução Francesa ter determinado a separação entre Igreja e Estado, resiste em sair da Idade Média quando era o centro de poder do mundo.</p>
<p>O deus oferecido hoje pelas igrejas, que, segundo análise de Michael Focault, se utilizam do medo e do temor para atingir o domínio das mentes, é um deus antropomorfizado, não mais um mistério divino, mas um mistério humano.</p>
<p>Religiões baseadas em magia, alguma aparição, vozes saídas de nuvens ou na intervenção do sobrenatural em várias formas: milagres, revelações ou um homem erguendo-se dos mortos, atraíram milhões de pessoas com suas pretensões. E o que fizeram à história humana? Guerras, perseguições e massacres. É o preço que pagamos, crentes ou não, pelo fanatismo.</p>
<p>O “credo” que rezo é muito diferente do que me foi ensinado nos anos de catequese. Creio no ser de iguais direitos, de não ser igual ou diferente, apenas SER. Creio que não existem meios termos, existem pessoas! Acredito que o preconceito é, na verdade, a camuflagem para o desejo e para o medo de descobrir sobre si mesm@.</p>
<p>E apesar de não ser cristã e de não professar essa fé, rezo por tod@s aquel@s, incluindo o Papa, que ainda não aprenderam a ser gente. E espero que um dia ninguém seja visto ou dito melhor ou pior, que seja possível ser apenas e viver dignamente com a cor que nascemos, com o sexo que escolhemos e com o gosto do gosto que queremos.</p>
<p>Minhas preces se resumem a apenas uma: que a quem se julga “melhor”, “superior”, “perfeit@” ou mais “pur@”, seja dado o presente de entender que tod@s nós nada mais somos que iguais. Amém.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/destaques/o-velho-e-batido-discurso-fobico-da-igreja-a-ameaca-agora-somos-s-lgbts/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>PLÁGIO: Agora foi a vez da Astridy Gurgel!</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/plagio-agora-foi-a-vez-da-astridy-gurgel</link>
		<comments>http://abcles.com.br/destaques/plagio-agora-foi-a-vez-da-astridy-gurgel#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 22:38:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danieli Hautequest</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Enfoque Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento]]></category>
		<category><![CDATA[Variedades]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=4224</guid>
		<description><![CDATA[Não bastassem os casos de abusos, usos indevidos, “modificações” de obras e o último, o plágio descarado por parte da “autora” leiacris01 (saiba detalhes aqui), tivemos o absurdo de uma cidadã não somente plagiar uma das histórias da Astridy Gurgel, mas também, publicá-la como livro (impresso e eBook) em uma editora sob demanda portuguesa e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/chamada_plagio_astridy.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p style="text-align: left;">Não bastassem os casos de abusos, usos indevidos, “modificações” de obras e o último, o plágio descarado por parte da “autora”<em><strong> leiacris01</strong></em> (<a href="http://www.abcles.com.br/historias/viewstory.php?sid=990&amp;chapter=3" target="_blank">saiba detalhes aqui</a>), tivemos o absurdo de uma cidadã não somente plagiar uma das histórias da <em><strong>Astridy Gurgel</strong></em>, mas também, publicá-la como livro (impresso e eBook) em uma editora sob demanda portuguesa e, inclusive, vender e ganhar em cima de uma obra que não lhe pertence.</p>
<p>A tal “autora”, <strong><em>Francesca White</em></strong>, pegou a história <strong>Amor Selvagem</strong>, da <em><strong>Astridy Gurgel</strong></em>, modificou o título para <strong>Um Amor Diferente</strong>, alterou alguns nomes das personagens, e intitulou o trabalho como seu. No trecho do “livro” é nítido ter usado de “base” o texto postado no ABCLes, que lembro, foi revisado por mim, e onde consta os &#8211; -, pedidos na formatação do site para o caso de narrativa. A “autora” <strong><em>Francesca White</em></strong>, ainda usou a sinopse do site, que eu escrevi para a <em><strong>Astridy</strong></em>, a pedido seu, e somou somente algumas linhas.</p>
<p><strong>História da Astridy no ABCLes: </strong></p>
<p><a href="http://www.abcles.com.br/historias/viewstory.php?sid=372" target="_blank">http://www.abcles.com.br/historias/viewstory.php?sid=372</a></p>
<p><strong>Link para a venda de Um Amor Diferente: </strong></p>
<p><a href="http://www.bubok.pt/livros/4727/Um-Amor-Diferente" target="_blank">http://www.bubok.pt/livros/4727/Um-Amor-Diferente</a></p>
<p><strong>Link da página da “autora”, Francesca White:</strong></p>
<p><a href="http://francescawhite.bubok.pt/" target="_blank">http://francescawhite.bubok.pt/</a></p>
<p><strong>* </strong>Scans, caso os links saiam do ar:</p>
<p><a href="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio.jpg" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio.jpg" alt="" width="195" height="142" /></a> <a href="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio2.jpg" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio2.jpg" alt="" width="195" height="140" /></a> <a href="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio3.jpg" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio3.jpg" alt="" width="195" height="142" /></a></p>
<p>Não satisfeita, a cara de pau ainda fez um video promovendo “sua” obra e o postou no <em><strong>YouTube</strong></em>:</p>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/x3NBiZdrURg?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>*</strong> Scans, caso o link saia do ar:</p>
<p><a href="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio_Video.jpg" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio_Video.jpg" alt="" width="195" height="168" /></a> <a href="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio_Video2.jpg" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Astridy_Plagio_Video2.jpg" alt="" width="195" height="167" /></a></p>
<p>Sinceramente, além da falta de caráter, não sei se é total falta de senso, ou burrice, mesmo, que leva uma pessoa a agir assim. A lei de direitos autorais não é enfeite. Plágio é crime. Em casos como este, com fins comerciais, existe processo, pagamento de indenização e ressarcimento de perdas. A criatura vai ter que pagar indenização à verdadeira autora, além de devolver o dinheiro ganho com os livros que vendeu da obra plagiada. E nas reincidências de plágio, pode até pegar cadeia.</p>
<h4><span style="color: #ff0000;">Plágio é ROUBO. É apropriar-se de algo que não é seu. </span></h4>
<p style="text-align: left;">Será que é tão difícil de as pessoas entenderem isto?</p>
<p>Ah, mas aí vem a ilusão de o plagiador achar que pode se esconder atrás do anonimato da internet usando um pseudônimo esquisito. Ledo engano. Em uma ação judicial, a Justiça vai ter acesso aos verdadeiros dados e chegar certinho na pessoa.</p>
<p>Sei que o assunto já está ficando batido. Infelizmente, isto somente demonstra o quanto ainda precisamos aprender e conscientizar. Tanto a Astridy, quanto eu não conhecemos nenhum advogado especializado, ou pelo menos familiarizado com o assunto para ajudá-la. Então, caso alguém que esteja lendo a postagem possa, por favor, entre em contato com ela: <strong><em>astridy24gel@hotmail.com</em></strong></p>
<p style="text-align: left;">Leitoras, autoras que postam no ABCLes, continuemos na luta contra esta falta de respeito e roubo descarado. Isto só enfraquece a vontade de boas autoras continuarem a publicar na internet. Para quê? Para a autora levar meses, por vezes anos, escrevendo algo e alguém vir e usar seu trabalho? Lucrar em cima dele? É justo? Vamos continuar reagindo, denunciando e educando!</p>
<p style="text-align: left;">Semana que vem farei uma postagem especial na minha coluna Editorial tentando esclarecer melhor o assunto plágio, modificações de obras, o que realmente são fanfictions e afins. Infelizmente, ainda tem gente desinformada ou com dúvidas de casos específicos. Quem quiser, pode deixar aqui sugestões de tipos de usos indevidos das histórias, para que o assunto seja abordado.</p>
<p>Por favor, repassem a notícia. Reajam, se manifestem. Não vamos deixar que pseudo autoras prejudiquem a quem merece o nosso respeito.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>[EDITADO: 06/01/2012]</strong></span></p>
<ul>
<li>A querida Ilka nos passou links acerca de explicações sobre o que são direitos autorais, como agir no caso de plágio e informações sobre advogados especializados neste tipo de caso. Peço que leitoras e autoras leiam os textos. Tanto para esclarecimento do que realmente abrange a lei de direitos autorais, assim como para saberem como denunciarem casos de infrações, e no caso das autoras lesadas, que medidas tomarem:</li>
</ul>
<p><a rel="nofollow nofollow" href="http://www.abdabrasil.org.br/" target="_blank">http://www.abdabrasil.org.br/</a></p>
<p><a rel="nofollow nofollow" href="http://www2.uol.com.br/direitoautoral/" target="_blank">http://www2.uol.com.br/direitoautoral/</a></p>
<p><a rel="nofollow nofollow" href="http://www2.uol.com.br/direitoautoral/index_artigo.htm" target="_blank">http://www2.uol.com.br/direitoautoral/index_artigo.htm</a></p>
<p><a rel="nofollow nofollow" href="http://www.jusbrasil.com.br/advogados/direito-autoral" target="_blank">http://www.jusbrasil.com.br/advogados/direito-autoral</a></p>
<ul>
<li>A picareta da “autora”<em><strong> leiacris01 <em><strong>(</strong></em></strong></em><em><strong>Léia Cristina)</strong></em> (<a href="http://www.abcles.com.br/historias/viewstory.php?sid=990&amp;chapter=3" target="_blank">saiba detalhes aqui</a>), depois de ter sido denunciada, bloqueada e exposta no ABCLes, agora, teve a cara de pau de começar a publicar &#8220;sua&#8221; história no Livre Arbítrio (<a href="http://www.livrearbitrio.net/la/contos/leia_cristina/oslacosdeumavinganca.html" target="_blank">vejam aqui</a>). Além disto, a maioria, senão todas, as histórias publicadas lá por ela, são plágios. Provavelmente, ela deve ter enviado &#8220;suas obras&#8221; para outros sites também. Acaso virem isto, vamos denunciar, gente. Essa pessoa deve ser detida!!!</li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/destaques/plagio-agora-foi-a-vez-da-astridy-gurgel/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>18</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Marcas do que se foi e sonhos que ainda vamos ter</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/marcas-do-que-se-foi-e-sonhos-que-ainda-vamos-ter</link>
		<comments>http://abcles.com.br/destaques/marcas-do-que-se-foi-e-sonhos-que-ainda-vamos-ter#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 15:30:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento]]></category>
		<category><![CDATA[O amor que ousa dizer o nome]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=4210</guid>
		<description><![CDATA[Mais um ano, mais doze meses, mais cinquenta e duas semanas, mais trezentos e sessenta e cinco dias, mais horas, mais minutos, mais segundos, mais&#8230; mais&#8230; mais&#8230; Tantos momentos tristes e felizes vividos; tantas escolhas no intuito de acertar e tantos motivos por escolher, foram momentos de aprendizado de um tempo que não volta atrás. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/12/chamada_marcas_2011.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>Mais um ano, mais doze meses, mais cinquenta e duas semanas, mais trezentos e sessenta e cinco dias, mais horas, mais minutos, mais segundos, mais&#8230; mais&#8230; mais&#8230; Tantos momentos tristes e felizes vividos; tantas escolhas no intuito de acertar e tantos motivos por escolher, foram momentos de aprendizado de um tempo que não volta atrás.</p>
<p>Tantos acontecimentos e consequências por todos os lados da ação e reação, fica difícil enumerar os atos do que se manifestou positiva ou negativamente. Mas tentarei. Estou em meu quarto, sentada, horas à espera de palavras.</p>
<p>Dizem por aí que final de ano é época de reflexões, retrospectivas, como se todas as pessoas vivessem o mesmo ciclo de 365 dias que a Terra demora para girar em torno do Sol. Sei que não é bem assim. Por isso, não me restringirei ao ano de 2011 no que tenho a abordar.</p>
<p>Estamos na mídia! Nunca antes na história deste país nós, homossexuais, estivemos tão em evidência. São diversos os debates que nos cercam e nos três últimos anos houve inegáveis avanços no contexto nacional e na garantia de bases de consolidação de Políticas Públicas para lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT).</p>
<p>A partir da 1ª Conferência Nacional, em 2008, foram criados o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT, a Coordenação-Geral Nacional de Políticas LGBT, além de instaurado o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção de Direitos Humanos LGBT.</p>
<p>O marco histórico de 2011, sem dúvida, foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela equiparação das uniões estáveis heterossexuais com as homossexuais, garantindo o acesso aos mesmos direitos de ambas as uniões.</p>
<p>Mesmo com todos esses avanços no plano federal, porém, temos ainda que reportar o triste acirramento da violência homofóbica e da resistência de setores conservadores e fundamentalistas religiosos contrários a qualquer tipo de afirmação dos direitos LGBT. É nesse contexto que a presidenta Dilma, em decisão equivocada e retrógrada, recuou em relação ao material didático-pedagógico do projeto Escola Sem Homofobia, trazendo a mensagem de que a luta LGBT deve ser feita autonomamente de governos.</p>
<p>O ano de 2011 também está sendo marcado pelo crescimento da homofobia, que muitos de nossos parlamentares insistem em não ver. Assistimos à veiculação de diversas notícias de agressões físicas nas ruas, universidades, escolas e espaços públicos em geral. Sim, ainda somos coagid@s a não manifestar em público nosso amor. Somos marginalizad@s por termos orgulho de sermos homossexuais. Somos atacad@s porque ousamos resistir!</p>
<p><strong>Desafios</strong></p>
<p>Às vezes ainda não acredito que em pleno século XXI, numa república democrática, signatária da Declaração Universal dos Direitos Humanos, estamos lutando por nossos direitos básicos de viver e de amar. Chega a ser assustador ouvir discursos inflamados de parlamentares contrários à equidade de direitos a tod@s @s brasileir@s.</p>
<p>O Congresso Nacional continua omisso, não aprovou nenhuma lei referente à cidadania LGBT. E soma-se a isso o crescimento do fundamentalismo religioso, que avança sobre a laicidade do Estado, pressionando governos e partidos, incidindo adversamente na elaboração legislativa e nas políticas públicas.</p>
<p>Temos ainda que lidar com Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas aprovando legislações homofóbicas, como o “Dia do Orgulho Heterossexual” e a proibição de falar sobre homossexualidade nas escolas.</p>
<p>Apesar dos avanços conquistados no STF, muitos juízes de primeira e segunda instância ainda se negam a julgar favoravelmente as causas LGBT, principalmente o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.</p>
<p>E apesar de sermos notícia, de estarmos na mídia, os veículos de comunicação, principalmente televisões abertas, propagam homofobia por meio de programas religiosos, programas de humor ou novelas.</p>
<p><strong>Futuro</strong></p>
<p><strong><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/12/marcas_2011.jpg" alt="" width="294" height="230" /></strong>2012 bate à porta. Ganhamos de presente mais um ano repleto de oportunidades e possibilidades de nos rever como seres humanos. É no dia a dia que vamos desconstruindo o ser antigo para dar espaço à construção de uma nova forma de ser, estar e interagir. Questionamentos? O mundo é movido por eles. E a resistência? Essa é a palavra de quem não deseja mudanças, transformações, preferem permanecer no que é mais seguro, talvez até lhe tragam uma forma de chamar atenção para si, para seu ego primitivo.</p>
<p>Convido a tod@s nós a tirar a roupa da alma e deixar as palavras falarem, pegar o coração-cofrinho e colocá-lo de cabeça pra baixo: deixar cair tudo que tem dentro, especialmente aquelas coisas que precisam de espaço para expandir. É preciso superar o medo do silêncio que envergonha até a própria covardia.</p>
<p>A vida está cheia de belezas desavergonhadas, delicadezas paridas, reticências que suspiram de amor. A vida dói a dor necessária pra gente crescer. Mesmo assim, acredito que vale a pena sentar nas almofadas dos sonhos, encostar a cabeça nas nuvens e pensar, com ternura e desejos, nos quilômetros que são apenas de cada uma de nós nesta caminhada.</p>
<p>É preciso aprender que “hoje” não é apenas mais um dia, hoje nós estamos acontecendo e tudo isso faz parte do processo de sair de dentro de nós mesm@s para sermos apenas o que somos. Os Deuses não nos perdem de vista! E se você não acredita neles todos, acredite em um apenas. Faz bem! Uma vida sem mistérios é muito triste.</p>
<p>Tirando a roupa da alma, ficamos mais leves e conseguimos entender que perigoso não é ter esperanças. O verdadeiro perigo é não mais se lembrar de como se abre a porta da vida e se anda sem os pés&#8230; Que venha 2012, um ano travestido de arco-íris!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/destaques/marcas-do-que-se-foi-e-sonhos-que-ainda-vamos-ter/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O amor que ousa dizer o nome: Homofobia x A Aceitação</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/o-amor-que-ousa-dizer-o-nome-homofobia-x-a-aceitacao</link>
		<comments>http://abcles.com.br/destaques/o-amor-que-ousa-dizer-o-nome-homofobia-x-a-aceitacao#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 23:40:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[O amor que ousa dizer o nome]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=4202</guid>
		<description><![CDATA[Até quando seremos cidadãs e cidadãos apenas quando interessa ao Estado Brasileiro? Concessões para a bancada evangélica e para os guardiões da moral heteronormativa da sociedade brasileira são as marcas do novo texto do Projeto de Lei 122, o PLC 122, que entrou em votação na última semana. Desde sua proposição (já são várias as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/12/humano_aceitacao.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p><strong>Até quando seremos cidadãs e cidadãos apenas quando interessa ao Estado Brasileiro?</strong></p>
<p>Concessões para a bancada evangélica e para os guardiões da moral heteronormativa da sociedade brasileira são as marcas do novo texto do Projeto de Lei 122, o PLC 122, que entrou em votação na última semana. Desde sua proposição (já são várias as reformulações no texto), o projeto é rechaçado por parlamentares da estirpe do senador Magno Malta sob a alegação de ser o primeiro passo para instaurar uma “Ditadura” ou um “Império Gay” no Brasil. Dizem que seria criar uma classe privilegiada.</p>
<p>Quem já leu e conhece a redação anterior do projeto que foi &#8220;apreciado&#8221; por parlamentares na última semana, porém, sabe que nele não há a criação de um crime diferente para homicídios decorrentes de homofobia. Ou seja, não haverá a criação de “homicídio de gays” no Código Penal. Daí, não há privilégio algum, pois a Constituição Federal de 1988 garante que não deve haver discriminação de nenhuma ordem e que todos são iguais na medida de suas diferenças.</p>
<p>O PL 122 (entendam sempre o texto anterior, não o que foi apresentado na última semana pela senadora Marta Suplicy) é apenas uma equiparação à Lei contra o Racismo. Se o argumento é a criação de uma casta especial, o que dizer então do Estatuto da Criança e do Adolescente, do Estatuto do Idoso e o da Igualdade social? Criaram grupos melhores que os outros? Não. São tentativas de trazer a dignidade para grupos desprotegidos.</p>
<p>O diferencial do PLC 122 é que ele criminaliza preconceitos cotidianos, que não são contabilizados em dados estatísticos e que também são tão prejudiciais quanto às agressões que resultam em morte. Quem sofreu algum tipo de preconceito por causa da sexualidade sabe o que escrevo.</p>
<p>Talvez por isso haja tanta oposição das pessoas que enxergam isto: “se o PLC 122 for aprovado, não vou poder mais falar mal dos gays“. O “falar mal dos gays” não é criticar uma lésbica ou um gay corrupto, falso, de conduta duvidosa. É atacar uma característica intrínseca de um ser humano, da mesma forma que atacam origem de nascimento, gênero, cor da pele.</p>
<p>É ridículo afirmar que os homossexuais querem que “suas mortes sejam ‘melhores’ que as dos heterossexuais”. É óbvio também que uma lei não tem o poder de erradicar a homofobia da sociedade. Isso se faz com políticas públicas e educação. Mas aí muitas das pessoas que dizem não serem preconceituosas e contra a homofobia querem impedir o Plano Nacional de Direitos Humanos e o kit de combate à homofobia nas escolas. Paradoxal, não?</p>
<p><strong>Liberdade para quem?</strong></p>
<p>Outro fato importantíssimo a se ressaltar é que o PLC 122 nunca foi contra a liberdade de expressão. Afinal, já consta na Constituição Federal que nenhuma lei pode limitar a liberdade de crença ou expressão. A realidade é que no Brasil há muita confusão sobre os limites desta liberdade. É direito de qualquer um acreditar que algo é certo ou errado, a opinião é um direito e educar seus filhos conforme sua crença também. O que não pode ocorrer é um indivíduo usar o que acredita para gerar discursos públicos discriminatórios, como é o caso do deputado federal Jair Bolsonaro.</p>
<p>É preciso sim criminalizar o discurso do ódio, que não constitui expressão democrática e livre de idéias. Ao contrário, trata-se de uma forma violenta de imposição de valores, de coação e de restrição das liberdades das minorias. A agressão verbal baseada em conduta discriminatória não busca o diálogo, tendo por fim simplesmente silenciar seu interlocutor. E oferece como resultado o verdadeiro cerceamento do direito de liberdade de expressão – só que das minorias.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Marcha_Homofobia.jpg" alt="" width="302" height="217" />Agressões verbais sistemáticas, como as expressões de homofobia, causam danos psicológicos e, em decorrência, implicações físicas, quando não ajudam a incitar ao crime e promover o ódio contra segmentos da população. É deplorável considerar que SERES HUMANOS homossexuais, negros ou deficientes devam sofrer cotidianamente agressões verbais baseadas na falsa alegação de liberdade de expressão.</p>
<p>É importante ressaltar que o texto atual do PLC 122 versa contra a discriminação por “orientação sexual” (sou contra a expressão, mas a convenção me obriga a usá-la). Será que algum desses “experts” que bradam contra a criação de uma “classe privilegiada de cidadãos” já parou e pensou que a heterossexualidade também é uma orientação sexual?</p>
<p>O que importa não é o significado das palavras, ou sua verdade imposta a toda a população. Eles dizem defender a liberdade, e  isso se torna verdade. Mesmo que esta liberdade seja somente a de suas ideias. Humilhação e bullying para essas pessoas são um direito. E isso não pode nunca ser chamado de homofobia, eles estão apenas se expressando.</p>
<p>O direito à vida e à igualdade de oportunidades é garantia constitucional. Ou será a Constituição válida apenas para heterossexuais? Porque é exatamente isso que nos negam nossos parlamentares: a Constituição Federal!</p>
<p><strong>Pseudo-cidadãs e pseudo-cidadãos</strong></p>
<p>Até quando seremos cidadãs e cidadãos apenas nos deveres? Até quando dependeremos de um processo judicial para ter os mesmos direitos concedidos aos heterossexuais? Até quando temos que ser julgad@s todos os dias de nossas vidas, tendo que provar ou pedir o direito fundamental de VIVER, de SER?</p>
<p>Até quando nossa intimidade será mais importante do que aquilo que somos? Até quando se somos insultad@s verbalmente, o problema será nosso? Se somos atacad@s violentamente será porque nós provocamos? E se levantamos a voz em nossa defesa, estaremos incomodando porque estamos nos exibindo? Até quando o fato de marcharmos com orgulho será porque queremos recrutar crianças e se queremos ou temos filh@s, não somos mães/pais competentes?</p>
<p>Até quando falarmos em defesa de nossos direitos será crime por ultrapassamos o limite da marginalidade onde fomos colocad@s? Até quando nossa relação amorosa com alguém do mesmo sexo não será reconhecida como casamento e ainda teremos que ouvir que o nosso amor não é verdadeiro, que é doença, que é pecado? Até quando isso será meramente “liberdade de expressão”?</p>
<p>A verdade é que a história d@s homossexuais está praticamente omissa nos “fatos históricos” e na literatura acadêmica. O crime de homofobia sequer é reconhecido, muito menos penalizado na maioria dos tribunais, quando chega lá. E nossos parlamentares trabalham arduamente para que continue assim. Somos constantemente forçad@s, portanto, a duvidar de nosso valor enquanto seres humanos. Porque antes de sermos lésbicas, gays, travestis, transexuais ou trangêner@s, pasmem, SOMOS SERES HUMANOS!</p>
<p>Leitura complementar: &#8220;Não é Homofobia&#8221;, <a rel="nofollow nofollow" href="http://www.plc122.com.br/hao-homofobia-historia-real/" target="_blank">http://www.plc122.com.br/hao-homofobia-historia-real<br />
</a>Não chore, se for capaz.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/destaques/o-amor-que-ousa-dizer-o-nome-homofobia-x-a-aceitacao/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Diálogo De Um Casal Apaixonado: O Jantar II</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/dialogo-de-um-casal-apaixonado-o-jantar-ii</link>
		<comments>http://abcles.com.br/destaques/dialogo-de-um-casal-apaixonado-o-jantar-ii#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 00:33:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leticia Ferrari</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogo De Um Casal Apaixonado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=4193</guid>
		<description><![CDATA[Numa noite qualquer&#8230; — Amor, preciso admitir que essa foi sua pior ideia! — Por quê? — Porque combinou de jantar com sua prima Lú e a namorada dela. — E daí? — Esqueceu que ela é a ex-mulher do meu chefe? — Você mesma não disse que ele estava mais conformado? — Sim, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/12/chamada_jantar2.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p><strong><em>Numa noite qualquer&#8230;</em></strong></p>
<p>— Amor, preciso admitir que essa foi sua pior ideia!</p>
<p>— Por quê?</p>
<p>— Porque combinou de jantar com sua prima Lú e a namorada dela.</p>
<p>— E daí?</p>
<p>— Esqueceu que ela é a ex-mulher do meu chefe?</p>
<p>— Você mesma não disse que ele estava mais conformado?</p>
<p>— Sim, mas ainda sim é meu chefe!</p>
<p>— Por que não aproveita que ele aceitou a bissexualidade da ex-mulher e conta sobre você?</p>
<p>— Ah, não sei. Depois do &#8220;quase&#8221; infarto dele da outra vez&#8230;</p>
<p>— E daí?</p>
<p>— Ele ficou dois dias sem sair do consultório do cardiologista!</p>
<p>— Deixa de exagero!</p>
<p>— Tudo bem, mas não muda minha opinião!</p>
<p>— Qual o problema?</p>
<p>— Ele pode me demitir!</p>
<p>— Mas todo mundo sabe que ser homossexual não afeta em nada seu lado profissional, nem seu caráter ou&#8230;</p>
<p>— Amor, nós sabemos disso, mas o povo religioso não sabe e meu chefe faz parte do povo religioso.</p>
<p>— Então ele é um idiota!</p>
<p>— Amor!</p>
<p>— Desculpe.</p>
<p>— Por que diabos você aceitou ir nesse jantar?</p>
<p>— Porque minha prima queria companhia, já que não tem outras amigas homossexuais.</p>
<p>— Ela ficou com uma mulher há poucas semanas e já se considera homossexual?</p>
<p>— Parece que ela está decidida agora e só para constar, ela já havia ficado com mulher antes.</p>
<p>— Sério?</p>
<p>— Ela ficava com as amigas de vez enquanto nas festas da faculdade.</p>
<p>— Pra quê? Pra chamar a atenção dos caras?</p>
<p>— Provavelmente. Você sabe como ela adora ser o centro das atenções.</p>
<p>— Então ela é uma idiota!</p>
<p>— Você sabe muito bem que isso acontece muito. A Lú não é a única!</p>
<p>— E por culpa dessas idiotas, os homens não respeitam a homossexualidade da mulher!</p>
<p>— Quer mesmo discutir isso de novo?</p>
<p>— Ah, é que eu já estou estressada por causa desse jantar! E você ainda vem com esses assuntos&#8230;</p>
<p>— Relaxa! Não vai acontecer nada, entende?</p>
<p>— Foi o que você disse quando deu a ideia de chamar a Lú para o jantar com meu chefe e no que resultou?</p>
<p>— Em minha defesa, a Lú estava solteira!</p>
<p>— E o que tem isso?</p>
<p>— Quando a Lú está envolvida com alguém, dificilmente ela surpreende.</p>
<p>— Não foi ela que ficou com seu professor quando namorava o meu veterano?</p>
<p>— Ela já tinha terminado com ele.</p>
<p>— Mas eu vi os dois juntos depois e ela também saia com seu professor!</p>
<p>— Só que aí ela não namorava nenhum. Não havia mais compromisso!</p>
<p>— Deixa de defender sua prima! Ela vive aprontando!</p>
<p>— Que mentira!</p>
<p>— Mentira? Eu mal conhecia ela e encontrei-a bêbada pulando a porta do banheiro da balada porque não conseguia abrir.</p>
<p>— Isso acontece muito quando bebemos!</p>
<p>— O problema foi que ela não conseguiu pular e acabou arrombando a porta.</p>
<p>— Caramba! Nunca soube dessa!</p>
<p>— Foi no primeiro ano de faculdade, você ainda não estava lá.</p>
<p>— Pelo menos sempre rimos dela, né?</p>
<p>— E choramos também. Não se esqueça do meu chefe!</p>
<p>— Ele é um bom homem, amor.</p>
<p>— Eles estavam casados há 27 anos!</p>
<p>— Amor, esse tipo de coisa é normal.</p>
<p>— Eu não acho, tá?</p>
<p>— Então o que quer que eu faça? Cancele?</p>
<p>— Seria possível?</p>
<p>— Claro que não!</p>
<p>— Por que ofereceu a opção?</p>
<p>— Não era uma opção. Só estava supondo o que você estava pensando e isso é muito típico!</p>
<p>— O quê?</p>
<p>— Você querer boicotar os programas que eu quero fazer.</p>
<p>— Não estou boicotando, estou sendo realista!</p>
<p>— Então pensa bem se vai querer dormir na mesma cama que sua mulher hoje, porque essa é a sua realidade!</p>
<p>— Mas, amor&#8230;</p>
<p>— Prometo que vai dar tudo certo, tá?</p>
<p>— Não sei&#8230;</p>
<p>— Ninguém vai perder emprego, nem enfartar e nem aguentar as surpresas da Lú.</p>
<p>— Promete?</p>
<p>— Claro! Vai ser divertido, você vai ver!</p>
<p>— Tá bom então. Vou confiar em você.</p>
<p>— Não vai se arrepender!</p>
<p>— Espero!</p>
<p><strong><em>Chegando do jantar&#8230;</em></strong></p>
<p>— Até que foi um jantar legal.</p>
<p>— Você está brincando, né? Foi um desastre!</p>
<p>— Só por que seu chefe apareceu no final?</p>
<p>— Quando ele me disse que estava mais conformado, jamais imaginei que eles ainda moravam juntos e combinavam carona quando saíam.</p>
<p>— E eu nem esperava que eles se davam tão bem! Você viu como ele foi simpático com a Lú?</p>
<p>— É, preciso admitir que sim.</p>
<p>— Apesar de ele ter tido um ataque quando descobriu que você me namorava, achei ele bem legal.</p>
<p>— Nem me lembre! Acho que perdi o posto de &#8220;queridinha&#8221; dele.</p>
<p>— Acho que não. Afinal, ele aceitou que a mulher o trocasse por uma mulher numa boa.</p>
<p>— É. Acho que prefiro pensar como você.</p>
<p>— Na verdade, tenho pena dele.</p>
<p>— Por quê?</p>
<p>— Imagina só descobrir em menos de um mês que a mulher e a melhor funcionária são gays!</p>
<p>— Coitadinho!</p>
<p>— Mas sei que ele vai superar!</p>
<p>— Ah, será?</p>
<p>— Você vai ver! Está sendo exagerada em se preocupar.</p>
<p>— Mas amor&#8230;</p>
<p>— Acredite em mim!</p>
<p>— Tá, mas você acha que eu deveria falar com ele?</p>
<p>— Acho que sim. Assim ele vai ver que o fato de você ser gay não altera nada!</p>
<p>— Tem razão! Vou fazer isso mesmo.</p>
<p>— E quanto pretende ter essa conversa?</p>
<p>— Assim que o cardiologista dele der alta.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/destaques/dialogo-de-um-casal-apaixonado-o-jantar-ii/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Lançamento de Suposições, de Danieli Hautequest (Impresso e eBook)!</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/lancamento-de-suposicoes-de-danieli-hautequest-impresso-e-ebook</link>
		<comments>http://abcles.com.br/destaques/lancamento-de-suposicoes-de-danieli-hautequest-impresso-e-ebook#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 22:32:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danieli Hautequest</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Enfoque Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Variedades]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=4185</guid>
		<description><![CDATA[Suposições foi lançado oficialmente e disponibilizado para a venda direta, no formato Impresso e em eBook. A versão Impressa do livro, R$ 35,40 29,37 (até 14/12), é publicada e comercializada pelo Clube de Autores, e o eBook (PDF), R$ 8,00, comigo. Aos que compraram o livro impresso na pré-venda, as cópias já foram encomendadas ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Chamada_Sites.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p style="text-align: left;">
<p><span style="color: #993300;">Suposições</span> foi lançado oficialmente e disponibilizado para a venda direta, no formato<span style="color: #993300;"> <em>Impresso</em></span> e em <span style="color: #993300;"><em>eBook</em></span>. A versão <em>Impressa</em> do livro, <span style="color: #ff0000;">R$ <del>35,40</del> 29,37 (até 14/12)</span>, é publicada e comercializada pelo <a href="http://clubedeautores.com.br/book/118786--Suposicoes" target="_blank">Clube de Autores</a>, e o <em>eBook (PDF)</em>, <span style="color: #ff0000;">R$ 8,00</span>, <a href="http://danielihautequest.com/suposicoes/?page_id=41" target="_blank">comigo</a>.</p>
<p>Aos que compraram o livro impresso na pré-venda, as cópias já foram encomendadas ao Clube de Autores. Tão logo cheguem, darei início aos autógrafos e envio, de acordo com o prazo previamente acordado. O processo pode ser acompanhado pelo <a href="http://danielihautequest.com/suposicoes/?page_id=147" target="_blank">Cronograma de Envio</a>.</p>
<p>Agradeço a todos que participaram da pré-venda, ou que pretendem ainda comprar o livro. Por favor, se possível, ajudem na divulgação do lançamento de Suposições. E quando acabarem de ler, deixem o parecer de vocês na página do livro (sem estragar as surpresas, por favor). A participação de vocês é extremamente importante!</p>
<p>Muito, MUITO obrigada pelo carinho e apoio de sempre! Vocês são MIL!!!</p>
<p>Um grande beijo,<br />
DH.</p>
<p><a href="http://danielihautequest.com/suposicoes/wp-content/uploads/2011/11/Suposicoes_Capa.jpg" target="_blank"><img class="alignleft" src="http://danielihautequest.com/suposicoes/wp-content/uploads/2011/11/Suposicoes_Capa.jpg" alt="" width="187" height="265" /></a></p>
<h4><span style="color: #800000;">SUPOSIÇÕES</span></h4>
<p><span style="color: #333333;"><em>Danieli Hautequest</em></span></p>
<p><strong>Versão</strong> <strong>Impressa</strong><br />
<strong> </strong> 212 páginas | 14,8 x 21 cm | Brochura com Orelhas<br />
<span style="color: #993300;">(Clube de Autores)</span> <span style="color: #993300;">—</span> <span style="color: #ff0000;">R$ <del>35,40</del> 29,37 (até 14/12)  <a href="http://clubedeautores.com.br/book/118786--Suposicoes" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://danielihautequest.com/suposicoes/wp-content/uploads/2011/11/botao_comprar.gif" alt="" width="80" height="16" /></a><br />
</span></p>
<p><strong>Versão eBook</strong><br />
Formato PDF<br />
<span style="color: #993300;">(Com a Autora) —</span> <span style="color: #ff0000;">R$ 8,00 <a href="http://danielihautequest.com/suposicoes/?page_id=41" target="_blank"><img src="http://danielihautequest.com/suposicoes/wp-content/uploads/2011/11/botao_comprar.gif" alt="" width="80" height="16" /></a><br />
</span></p>
<p>A persistência de um marido enciumado, medos e culpas afastaram Paula Henett e Natalie Anstrenber. Vazia, Paula entrou numa carga sobre-humana de trabalho em seu escritório de advocacia. Já Natalie abraçou sua nova realidade e largou a profissão de arquiteta, indo morar com o marido nos Estados Unidos. Nenhum contato. Simples anulação.</p>
<p>Seis anos, e muitas reviravoltas depois, o destino cruza as mulheres em meio a um coquetel pomposo na capital gaúcha. Natalie voltou determinada a ter Paula mais uma vez compartilhando sua vida, mas talvez a advogada não tenha estrutura para suportar novamente tamanha proximidade.</p>
<p>Talvez fosse muito. Talvez sempre tivesse sido.</p>
<h1 style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;">Um amor impossível&#8230; O casamento perfeito&#8230; A conformidade ante um fardo&#8230; Uma fachada inabalável&#8230; Fatos&#8230;? Talvez&#8230; Suposições.</span></h1>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #b77070;"><em>Você já parou para pensar no quanto perdeu, porque em vez de ousar, passou tempo demais alimentando os seus medos e conjecturando reações?</em></span></p>
<p><a href="http://danielihautequest.com/pt/wp-content/uploads/2011/12/Suposições_Trecho.pdf" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://danielihautequest.com/suposicoes/wp-content/uploads/2011/11/file_pdf.png" alt="" width="64" height="64" />Leia um trecho do livro</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/destaques/lancamento-de-suposicoes-de-danieli-hautequest-impresso-e-ebook/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O amor que ousa dizer o nome: Antes ser humano que homofóbico!</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/o-amor-que-ousa-dizer-o-nome-antes-ser-humano-que-homofobico</link>
		<comments>http://abcles.com.br/destaques/o-amor-que-ousa-dizer-o-nome-antes-ser-humano-que-homofobico#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 00:24:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunella França</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[O amor que ousa dizer o nome]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=4178</guid>
		<description><![CDATA[O tabu da homossexualidade é um dos mais sólidos ferrolhos morais das sociedades pós-industriais, com base em novos e velhos argumentos, diz o poeta italiano Pier Paolo Pasolini. “O homossexual continua vivendo num universo concentracionário, sob o rígido controle da moral dominante”. A sociedade em que vivemos não aceita o que é diferente do paradigma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/11/humano_chamada.jpg" alt="" width="470" height="200" /></p>
<p>O tabu da homossexualidade é um dos mais sólidos ferrolhos morais das sociedades pós-industriais, com base em novos e velhos argumentos, diz o poeta italiano Pier Paolo Pasolini. “O homossexual continua vivendo num universo concentracionário, sob o rígido controle da moral dominante”.</p>
<p>A sociedade em que vivemos não aceita o que é diferente do paradigma heteronormativo e paternalista, sim, porque se partíssemos de uma ideia de normalidade heterossexual com base na maioria, então a publicidade deveria seguir o gosto das mulheres, que são a maioria da população no mundo (exceto na China).</p>
<p>E um dos efeitos colaterais da tendência à dissimulação do preconceito no Brasil é a tentativa de padronização dos relacionamentos, dos laços afetivos entre pessoas. A todo instante, tentam-se construir padrões de sexualidade baseados nos estereótipos de masculino e feminino (fenômenos culturais) vendidos como “naturais”.</p>
<p>Para sermos aceit@s em sociedade, é preciso agir de modo asséptico, sem escandalizar os guardiões da moral e dos bons costumes. Somos tolerad@s apenas sob rigorosas circunstâncias e desde que apresentemos uma homossexualidade “<em>clean</em>”, da qual esteja depurado qualquer traço de rebeldia.</p>
<p>Vivemos numa cultura das aparências! É por isso que um rapaz bonito, rico e famoso não pode, de forma alguma, ficar solteiro. Senão, ele pode ser “acusado” de ser “veado”. No Brasil para ter reconhecido o título de galã, é preciso ter ao lado uma das beldades do momento. Não basta. Necessariamente, vários nomes de mulheres deslumbrantes e objetos de desejo devem constar no currículo. Ser galã é ser pegador.</p>
<p>Quando se é jovem, bonito, famoso e heterossexual, a sociedade chancela esse comportamento e nada pode ser mais natural do que “pegar tudo quanto é mulherzinha que der mole”. Direito de macho! Por isso mesmo, ao ator Caio Castro é natural declarar que “antes pegador que veado”.</p>
<p>Qualquer garotão heterossexual deve preferir o mesmo, certo? A sociedade grita que sim. O grande problema é que não existe vice-versa neste caso. O mundo seria muito mais legal, igualitário, colorido e menos chato se um ator “veado” também pudesse escolher ser chamado de “pegador” a ser chamado de “hétero que come mulher” por se sentir ofendido com isso.</p>
<p>Mas nenhum menino aprende a “xingar” o coleguinha de “heterozinho”. Na infância, para um menino, o pior xingamento que pode haver é “veado”. Isso é ensinado dentro de casa, pela família, pelos vizinhos e até mesmo reproduzido na escola e, claro, nas igrejas! Ao longo dos anos, isso é absorvido por milhares de crianças. E muitas delas preferem morrer a “aguentar a barra”. Tudo isso porque não podem ser “veado”.</p>
<p>Não é surpresa nenhuma saber que 63% dos homens brasileiros não toleram @s homossexuais. Para aqueles que são os defensores máximos do “macho”, ser “veado” é uma coisa desprezível. E isso está na gênese da masculinidade! As mulheres são vistas como inferiores e pronto, não é culpa nossa. Afinal, coitadinhas de nós, nascemos da costela do modelo de perfeição!</p>
<p>Os gays, porém, são vistos pelos machões como criaturas que abriram mão da posição dominante de poder para se nivelar por baixo. Assim, são ainda piores que as mulheres. É por isso que, sem pensar, um candidato a galã afirma que é melhor ser “pegador” do que gay. E o Brasil moralista é tão esquizofrênico que a moral se distorce: o que poderia ser visto como promiscuidade vira qualidade simplesmente por estar oposto ao exaustivamente pregado “pecado abominável” da homossexualidade.</p>
<p>Em nome de um novo consumo, o religioso, a homofobia vem à tona cotidianamente com redobrada virulência por meio dos empresários da fé e da moral. Por isso, ventilar que é preferível ser “pegador” do que ser “veado” é tão ofensivo à população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT).</p>
<p>Pesquisas recentes mostram que há uma quantidade significativa de crianças e jovens estudantes LGBT que são achincalhados diariamente por seus colegas com palavras semelhantes e quando esses fatos são relatados aos educadores responsáveis, a reação quase sempre é “ah, foi uma brincadeirinha de criança/adolescente”.</p>
<p>Infelizmente, “brincadeirinhas” dessa natureza são suficientemente dolorosas para que um grande número de crianças e jovens LGBT decidam abandonar os estudos pelo simples fato de não aguentar as humilhações diárias. Dizer que é melhor ser pegador do que veado é uma declaração de valores desnecessária e que afeta muit@s seres humanos, sobretudo, a juventude brasileira LGBT.</p>
<p>É triste viver numa sociedade em que um galã não pode assumir que é gay, ou que um cantor sertanejo precisa plantar notas pegando mulher para disfarçar o óbvio. É mais triste ainda não termos um gay na mídia dizendo que prefere ser “veado” do que “pegador”. É por isso que tantos Bolsonaros encontram ressonância para seus discursos incitadores de ódio, porque muit@s brasileir@s preferem ser homofíbic@s a serem humanos!</p>
<p>Como complemento ao texto desta coluna, sugiro a tod@s que assistam a dois curtas disponíveis no youtube.</p>
<p>1-     “Não gosto dos meninos”: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=HHA-WpPSK4s&amp;feature=share" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=HHA-WpPSK4s&amp;feature=share</a></p>
<p>2-     “Eu não quero voltar sozinho”: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1Wav5KjBHbI&amp;feature=share" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=1Wav5KjBHbI&amp;feature=share</a></p>
<p>As lições e falas desses vídeos sim deveriam ser amplamente repercutidas pela mídia. Precisamos que as pessoas queiram ser humanas, não homofóbicas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/destaques/o-amor-que-ousa-dizer-o-nome-antes-ser-humano-que-homofobico/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Seção de Histórias: Problemas para visualizar os textos</title>
		<link>http://abcles.com.br/destaques/secao-de-historias-problemas-para-visualizar-os-textos</link>
		<comments>http://abcles.com.br/destaques/secao-de-historias-problemas-para-visualizar-os-textos#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 15:28:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Danieli Hautequest</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://abcles.com.br/?p=4127</guid>
		<description><![CDATA[EDITADO (01/12/2011): Problema solucionado. Quem usa o Explorer pode novamente ler as histórias normalmente. Recebi uma enxurrada de e-mails de leitoras reclamando sobre não conseguirem acesso aos textos da seção de histórias. Vi que o problema é verídico com o navegador Internet Explorer. Não sei se é geral com ele, ou se é por causa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://abcles.com.br/wp-content/uploads/2011/11/chamada_problemas.jpg" alt="" width="480" height="214" /></p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>EDITADO (01/12/2011):</strong></span> Problema solucionado. Quem usa o Explorer pode novamente ler as histórias normalmente.</p>
<p>Recebi uma enxurrada de e-mails de leitoras reclamando sobre não conseguirem acesso aos textos da seção de histórias. Vi que o problema <strong>é verídico com o navegador Internet Explorer</strong>. Não sei se é geral com ele, ou se é por causa de desatualização (não usava o meu há seculos). Não testei em outros navegadores, exceto, no <strong>Firefox</strong>, o qual é o meu padrão. <strong>Nele, tudo está funcionando corretamente</strong>.</p>
<p>Infelizmente, não estou com tempo agora de parar para ver o que pode estar acontecendo. Então, se você também está com problemas em visualizar as histórias, <strong>sugiro utilizar a versão mais nova do Firefox</strong>, pois nele, sei que está tudo certo.</p>
<p>Sinto pelo incômodo.</p>
<p><span style="color: #993300;"><strong>EDITADO (24/11/2011):</strong></span> A @Ciciparaosintim testou a seção no <strong>Chrome</strong>, <strong>Opera</strong> e <strong>Safira</strong>, e está funcionando corretamente.</p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;"><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:TrackMoves /> <w:TrackFormatting /> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:PunctuationKerning /> <w:ValidateAgainstSchemas /> <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid> <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent> <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText> <w:DoNotPromoteQF /> <w:LidThemeOther>PT-BR</w:LidThemeOther> <w:LidThemeAsian>X-NONE</w:LidThemeAsian> <w:LidThemeComplexScript>X-NONE</w:LidThemeComplexScript> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> <w:DontGrowAutofit /> <w:SplitPgBreakAndParaMark /> <w:DontVertAlignCellWithSp /> <w:DontBreakConstrainedForcedTables /> <w:DontVertAlignInTxbx /> <w:Word11KerningPairs /> <w:CachedColBalance /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> <m:mathPr> <m:mathFont m:val="Cambria Math" /> <m:brkBin m:val="before" /> <m:brkBinSub m:val="&#45;-" /> <m:smallFrac m:val="off" /> <m:dispDef /> <m:lMargin m:val="0" /> <m:rMargin m:val="0" /> <m:defJc m:val="centerGroup" /> <m:wrapIndent m:val="1440" /> <m:intLim m:val="subSup" /> <m:naryLim m:val="undOvr" /> </m:mathPr></w:WordDocument> </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <w:LatentStyles DefLockedState="false" DefUnhideWhenUsed="true"   DefSemiHidden="true" DefQFormat="false" DefPriority="99"   LatentStyleCount="267"> <w:LsdException Locked="false" Priority="0" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Normal" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="9" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="heading 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 3" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 4" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 5" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 6" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 7" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 8" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="9" QFormat="true" Name="heading 9" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 3" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 4" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 5" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 6" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 7" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 8" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="39" Name="toc 9" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="35" QFormat="true" Name="caption" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="10" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Title" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="1" Name="Default Paragraph Font" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="11" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtitle" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="22" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Strong" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="20" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Emphasis" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="59" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Table Grid" /> <w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Placeholder Text" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="1" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="No Spacing" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light List" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 1" /> <w:LsdException Locked="false" UnhideWhenUsed="false" Name="Revision" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="34" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="List Paragraph" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="29" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Quote" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="30" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Quote" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 1" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 2" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 3" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 3" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 3" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 3" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 3" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 3" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 3" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 3" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 3" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 3" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 3" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 3" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 3" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 3" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 4" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 4" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 4" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 4" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 4" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 4" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 4" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 4" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 4" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 4" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 4" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 4" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 4" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 4" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 5" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 5" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 5" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 5" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 5" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 5" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 5" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 5" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 5" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 5" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 5" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 5" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 5" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 5" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="60" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light Shading Accent 6" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="61" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light List Accent 6" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="62" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Light Grid Accent 6" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="63" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 1 Accent 6" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="64" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Shading 2 Accent 6" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="65" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 1 Accent 6" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="66" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium List 2 Accent 6" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="67" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 1 Accent 6" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="68" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 2 Accent 6" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="69" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Medium Grid 3 Accent 6" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="70" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Dark List Accent 6" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="71" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Shading Accent 6" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="72" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful List Accent 6" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="73" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" Name="Colorful Grid Accent 6" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="19" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Emphasis" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="21" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Emphasis" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="31" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Subtle Reference" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="32" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Intense Reference" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="33" SemiHidden="false"    UnhideWhenUsed="false" QFormat="true" Name="Book Title" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="37" Name="Bibliography" /> <w:LsdException Locked="false" Priority="39" QFormat="true" Name="TOC Heading" /> </w:LatentStyles> </xml><![endif]--><!--[if gte mso 10]> <mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin-top:0cm; 	mso-para-margin-right:0cm; 	mso-para-margin-bottom:10.0pt; 	mso-para-margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} --> <!--[endif] --></p>
<p class="MsoNoSpacing">Gente, recebi uma enxurrada de e-mails de leitoras reclamando sobre não conseguirem acesso aos textos da seção de histórias. Vi que o problema é verídico com o navegador Internet Explorer. Não sei se é geral com ele, ou se é por causa de desatualização (não usava o meu há seculos). Não testei em outros navegadores, exceto, no Firefox, o qual é o meu padrão. Nele, tudo está funcionando corretamente.</p>
<p class="MsoNoSpacing">
<p class="MsoNoSpacing">Infelizmente, não estou com tempo agora de parar para ver o que pode estar acontecendo. Então, se você também estiver tendo problemas em visualizar as histórias, sugiro utilizar a versão mais nova do Firefox, pois nele, sei que está tudo certo.</p>
<p class="MsoNoSpacing">
<p class="MsoNoSpacing">Sinto pelo incômodo.</p>
<p class="MsoNoSpacing">
<p><span style="font-size: 11.0pt; line-height: 115%; font-family: &amp;amp;amp; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;amp;amp; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: EN-US; mso-bidi-language: AR-SA;">Um grande abraço,</span></p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://abcles.com.br/destaques/secao-de-historias-problemas-para-visualizar-os-textos/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

